segunda-feira, 8 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 08/06 - As bem-aventuranças - Mt 5,1-12



Vendo as multidões, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e ele começou a ensinar: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.
LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Iniciamos uma nova semana conduzidos pela Palavra de Deus. O Evangelho das bem-aventuranças nos coloca no caminho para a construção do Reino de justiça, fraternidade, amor e paz.
Rezemos: Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Liste as nove bem-aventuranças presentes no texto. A quem Jesus está instruindo? Qual é o ensinamento de Jesus?
"Mateus, no seu evangelho, apresenta, didaticamente, cinco coletâneas de textos extraídos das tradições das primitivas comunidades cristãs, formando cinco discursos de Jesus. O 'Sermão da Montanha' é o primeiro destes discursos, em vista do anúncio do Reino dos Céus. Este Sermão inicia-se com as nove bem-aventuranças.
A subida à montanha é uma alusão ao lugar do encontro com Deus e a Moisés, que recebeu os mandamentos da Lei na montanha (Sinai). Moisés, agora, cede lugar a Jesus, que apresenta as bem-aventuranças do Reino dos Céus.(...)
A primeira bem-aventurança apresenta a pobreza, na forma de desapego concreto dos bens terrenos, como a característica genérica do Reino. As duas bem-aventuranças seguintes apontam para as vítimas da sociedade injusta: os que choram e os submissos ('mansos'), aos quais o amor de Deus traz a libertação. Seguem-se quatro bem-aventuranças ativas, em vista da transformação da sociedade: a fome e sede da justiça que é a vontade de Deus, a misericórdia que impulsiona à ação solidária, a pureza do coração que supera a pureza ritual e acolhe a todos, e os promotores da paz em vista da construção de um mundo sem a ambição e a violência daqueles que tiram o alimento dos pobres para transformá-lo em armas de destruição maciça. As duas últimas bem-aventuranças retomam o tema da justiça, advertindo sobre a repressão a que estarão sujeitos os que a buscam e exaltando sua grandeza. (...)
As bem-aventuranças são o caminho concreto para a transformação deste mundo em um mundo de fraternidade, justiça e paz. (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim? Com qual bem-aventurança mais me identifico? Trazendo o texto para os nossos dias, quem são os pobres no espírito? Quem são os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça? Quem são os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os que são perseguidos por causa da justiça? O que Jesus pede a mim hoje? Quais sentimentos a Palavra despertou em mim?

3- ORAÇÃO (VIDA)

A oração é a minha resposta à Palavra de Deus; ela brota da escuta e da meditação do texto sagrado. Entregue ao Senhor tudo o que a Palavra despertou em seu coração. Entregue este início de semana, para que possa ser vivido na graça de Deus.

"Senhor Jesus, tu és o Caminho. Em meio a sombras e luzes, alegrias e esperanças, tristezas e angustias, Tu nos levas ao Pai. Não nos deixes caminhar sozinhos. Fica conosco, Senhor!
Tu és as Verdade. Desperta nossas mentes e faze arder nossos corações sedentos de justiça e santidade. Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti. Fica conosco, Senhor!
Tu és a Vida. Abre nossos olhos para Te reconhecermos no 'partir o Pão'. Sublime sacramento da Eucaristia. Alimenta-nos com o Pão da Unidade. Sustenta-nos em nossos sofrimentos, faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos. Fica conosco, Senhor!
Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no vigor do Espírito Santo, faze-nos teus discípulos missionários. Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser alegres no Caminho para a Terra Prometida. Corajosos testemunhas da Verdade libertadora. Promotores da vida em plenitude. Fica conosco, Senhor! Amém".(Oração composta pela Arquidiocese de Brasília)

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Com a Palavra de Deus na mente e no coração, qual atitude me proponho viver no dia de hoje?



BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 

 
COMENTÁRIOS
O ensinamento de Jesus para a multidão

As “bem-aventuranças” fazem parte do longo discurso denominado sermão da montanha (5–7). O gênero literário das bem-aventuranças é bastante atestado no Antigo Testamento, sobretudo na literatura sapiencial. O ensinamento de Jesus não é somente para os discípulos, mas também para a multidão. Viver na esperança é a condição dos discípulos neste mundo. As bem-aventuranças visam incutir nos discípulos e na multidão essa virtude que é consequência da fé em Deus. A primeira bem-aventurança, poderíamos dizer, é o fundamento de todas as demais. O Espírito que há no ser humano, ele o recebeu de Deus; é o sopro insuflado nas narinas de Adão por Deus e que o chamou à existência (Gn 2,7). A pobreza de espírito deve ser compreendida em relação a Deus: a vida é recebida de Deus e, diante dele, o ser humano está desnudo. Concretamente, viver essa realidade é assumi-la com um coração puro. A partir daqui, pode-se compreender que as bem-aventuranças são um apelo aos discípulos a viver a vida referida a Deus e na confiança nele. Tudo passa e é efêmero; só Deus não passa.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5249#ixzz3cUER5Eev 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

sábado, 6 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 07/06 - Fazer a vontade de Deus - Mc 3,20-35



Jesus voltou para casa, e outra vez se ajuntou tanta gente que eles nem mesmo podiam se alimentar. Quando seus familiares souberam disso, vieram para detê-lo, pois diziam: “Está ficando louco”. Os escribas vindos de Jerusalém diziam que ele estava possuído por Beelzebu e expulsava os demônios pelo poder do chefe dos demônios. Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino se divide internamente, ele não consegue manter-se. Se uma família se divide internamente, ela não consegue manter-se. Assim também, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, ele não consegue manter-se, mas se acaba. Além disso, ninguém pode entrar na casa de um homem forte para saquear seus bens, sem antes amarrá-lo; só depois poderá saquear a sua casa. Em verdade, vos digo: tudo será perdoado às pessoas, tanto os pecados como as blasfêmias que tiverem proferido. Aquele, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será réu de um ‘pecado eterno’”. Isso, porque diziam: “Ele tem um espírito impuro”. Nisso chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Ao seu redor estava sentada muita gente. Disseram-lhe: “Tua mãe e teus irmãos e irmãs estão lá fora e te procuram”. Ele respondeu: “Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?”. E passando o olhar sobre os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Eis minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Celebramos hoje na liturgia o 10º Domingo do Tempo Comum. O evangelho nos coloca diante da multidão que procura por Jesus pois reconhece que o que ele ensina e faz dá sentido à vida e faz viver. Já para outros, tudo o que Jesus ensina e faz parece loucura. Agradeçamos ao Senhor por este dia que ele nos concede e pela sua Palavra que vamos meditar.
Espírito Divino, luz de Deus, vinde nos iluminar, para que possamos compreender o sentido profundo da Palavra de Deus. Fazei-nos discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida, transformando nosso coração em terra boa, onde a Palavra produza frutos abundantes. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Quem são os personagens que compõe a narrativa? O que busca a multidão que procura por Jesus? Como Jesus define seus familiares mais próximos? O que significa fazer a vontade de Deus? Em que consiste a blasfêmia contra o Espírito Santo?
"O evangelho de Marcos revela a nova relação entre o povo e Deus, que se estabelece através de Jesus. O que se vê é uma grande multidão de excluídos (ochlós), seja dentre os gentios, seja da dispersão do judaísmo, que se reúne em torno da casa onde se encontra Jesus. (...) Com Jesus temos uma nova realidade, destacada pelos evangelhos ao mencionarem cento e quarenta e nove vezes a 'multidão' que se relaciona com Jesus. Esta relação é uma característica muito mais marcante da índole e da personalidade de Jesus do que as narrativas de seus milagres possam significar. É uma chave de leitura para compreendermos a presença de Jesus no mundo, em relação com todos os povos e culturas, não se limitando a grupos religiosos específicos. (...)
A partir de uma referência à sua família carnal, Jesus afirma: 'Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?... Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe'. É a união em torno da prática da vontade de Deus que cria os novos laços familiares no Reino. Viver o amor, o serviço, a partilha, a misericórdia, solidariamente com os mais necessitados, é inserir-se na família de Jesus, quer seja por laços consanguíneos, quer não, certos da comunhão de vida eterna com Jesus (segunda leitura). (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim? Como acolho as palavras e ensinamentos de Jesus em minha vida? O que significa realizar a vontade de Deus?
3- ORAÇÃO (VIDA)

Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos, para buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Como vou viver concretamente durante o dia os apelos que o Senhor me revelou?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

 
COMENTÁRIOS
O fechamento à graça de Deus

A contar pelo contexto literário, os textos anteriores ao nosso nos permitem ter o pano de fundo a partir do qual é feita a acusação pelos escribas oriundos de Jerusalém, de que Jesus agia impulsionado por um espírito mal, Beelzebu. Efetivamente, o modo como Jesus interpretava e praticava a Lei de Moisés não só punha em crise como fazia desmoronar o sistema de pureza e a prática da Lei, pautada por um rigorismo tal que, mais adiante no relato de Marcos, Jesus dirá ser “tradição humana” (cf. Mc 7,8.13) que deixa de lado o “mandamento de Deus”. Os escribas e com eles os fariseus, entre outros, se sentiam ameaçados em seu modo de praticar a religião. A esclerocardia deles (cf. Mc 3,5) impedia-os de questionar o seu próprio modo de viver a religião. Julgando-se justos por essa prática da Lei, para eles todos os demais estavam equivocados. Daí a crítica intempestiva e contraditória a Jesus. O ouvinte e o leitor do evangelho que conhecem o relato do batismo de Jesus sabem que é revestido do Espírito Santo (Mc 1,9-11); é essa força interior que inspira as palavras e impulsiona a ação de Jesus. Por isso, não pode admitir, a não ser como absurda, a acusação dos escribas. Ninguém podia fazer o bem que Jesus fazia se Deus não estivesse com ele (cf. Jo 9,33). A blasfêmia contra o Espírito Santo é fechamento à graça de Deus. Ela fecha o caminho da salvação. Ela consiste em sustentar que em Jesus age um espírito impuro. É essa acusação que é portadora do mal. A vida de Jesus era desconcertante não somente para os opositores de Jesus, mas também para a sua família. O início do evangelho de hoje já nos informa acerca do juízo e da intenção da família de Jesus (cf. vv. 20-21). No entendimento da família de Jesus, ele estava “fora de si”. Essa é a razão pela qual a família de Jesus, chegando ao lugar onde ele se encontrava, manda chamá-lo, mas permanece do lado de fora da casa. Ora, para os que estão do lado de fora, parece loucura o que Jesus faz e ensina (cf. Mc 3,20.31). Mas, para os que estão ao redor de Jesus e dentro da casa, o que Jesus ensina e faz, o modo como vive, não somente faz sentido, mas dá sentido à vida e faz viver. O episódio é a ocasião para afirmar que tudo na vida de Jesus é expressão e engajamento para a realização da vontade de Deus. O que caracteriza o povo, a família, que se reúne em torno dele, é a disposição de fazer a vontade de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5248#ixzz3cLbqiIt4 
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sexta-feira, 5 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 06/06 - A oferta da viúva - Mc 12,38-44



Ao ensinar, Jesus dizia: “Cuidado com os escribas! Eles fazem questão de andar com amplas túnicas e de serem cumprimentados nas praças, gostam dos primeiros assentos na sinagoga e dos lugares de honra nos banquetes. Mas devoram as casas das viúvas, enquanto ostentam longas orações. Por isso, serão julgados com mais rigor”. Jesus estava sentado em frente do cofre das ofertas e observava como a multidão punha dinheiro no cofre. Muitos ricos depositavam muito. Chegou então uma pobre viúva e deu duas moedinhas. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que depositaram no cofre. Pois todos eles deram do que tinham de sobra, ao passo que ela, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Motivados pelo exemplo da pobre viúva que depositou apenas duas moedas no cofre no templo, somos convidados neste dia a tornar a nossa vida uma oferta generosa aos irmãos e entregar tudo nas mãos de Deus. Para bem acolhermos a Palavra em nossa vida, pedimos: Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Quais palavras do texto chamaram minha atenção? A quem Jesus está se dirigindo? Qual é o contexto da narrativa? Qual ensinamento Jesus quer transmitir com o exemplo da viúva? Qual é a crítica feita por Jesus?
"Jesus, em Jerusalém, encerra seu ministério com duras palavras contra o sistema do Templo. Ensinando no próprio Templo, adverte o povo contra a sua exploração por parte dos escribas, que 'devoram as casas das viúvas'. Estes ostentam poder e piedade para humilhar o povo simples e mantê-lo sob seu domínio.
Jesus senta-se em frente ao Tesouro, anexo ao Templo. Observava como a multidão depositava dinheiro nos cofres. Os ricos, interessados em fortalecer o sistema do Templo, do qual se beneficiavam, colocavam grandes quantias. Uma pobre viúva vem e deposita duas moedinhas. Jesus fala que a pobre viúva deu mais do que todos, pois deu tudo o que possuía. A piedade tradicional interpreta a fala de Jesus como sendo a apresentação de um modelo a ser seguido. Na realidade, em continuidade à denúncia dos escribas que 'devoravam a casa das viúvas', segue esta denúncia do sistema desumano do Templo que, claramente, explora os pequenos, humildes e pobres, como aquela viúva". (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim, para minha vida? De que forma o gesto da pobre viúva nos serve de exemplo? Sabemos ofertar o que temos e partilhar o que somos com generosidade? Confio na providência de Deus?
"A viúva do Evangelho (...) é vista como atitude interior de quem funda a própria vida em Deus, na sua Palavra, e confia totalmente n’Ele. A da viúva, na antiguidade, constituía em si uma condição de grave necessidade. Por isso, na Bíblia, as viúvas e os órfãos são pessoas das quais Deus se ocupa de modo especial: perderam o apoio terreno, mas Deus permanece o Esposo delas, o seu Pai. Contudo a escritura diz que a condição objetiva de necessidade, neste caso o fato de ser viúva, não é suficiente: Deus pede sempre a nossa livre adesão de fé, que se expressa no amor por Ele e pelo próximo. Ninguém é tão pobre que não possa dar algo". (Palavras do Papa emérito Bento XVI, Angelus, 11/11/12, disponível em http://w2.vatican.va)

3- ORAÇÃO (VIDA)

Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, rosto humano de Deus e rosto divino do homem, acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu e a alegria de sermos cristãos.
Vinde ao nosso encontro e guiai os nossos passos para seguir-vos e amar-vos na comunhão da vossa Igreja, celebrando e vivendo o dom da Eucaristia, carregando a nossa cruz, e ungidos por vosso envio.
Dai-nos sempre o fogo do vosso Santo Espírito, que ilumine as nossas mentes e desperte em nós o desejo de contemplar-vos, o amor aos irmãos, especialmente aos aflitos, e o ardor por anunciar-vos.
Discípulos e missionários vossos, nós queremos remar mar adentro, para que os nossos povos tenham em Vós vida abundante, e construam com solidariedade a fraternidade e a paz.
Senhor Jesus, vinde e enviai-nos! Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.
(Bento XVI, 2007)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

De que forma a Palavra de Deus estará presente neste meu dia? O que desejo colocar em prática, segundo os ensinamentos de Jesus?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet.

 
COMENTÁRIOS
O serviço é marca do discípulo de Cristo

A primeira frase de Jesus no evangelho de hoje é uma advertência contra o modo de se comportar dos escribas. Esse alerta mostra a distância que separa Jesus desse grupo influente do seu tempo. Ostentação, aparência, honrarias e exploração dos pobres e indefesos são as marcas dos escribas; isso tudo faz com que Jesus dirija uma dura crítica a eles, denunciando-os como hipócritas, como túmulos caiados que são bonitos por fora, mas cheios de ossos podres por dentro. Os discípulos devem se precaver contra a tentação de imitá-los, pois o serviço é marca do discípulo de Cristo. Jesus utiliza o exemplo da mulher que deposita sua oferta no cofre do Templo como um exemplo a seguir. A viúva, na sua pobreza, e aos olhos de Deus, superou todos os ricos que ofertavam de sua abundância, pois ela ofertou somente duas moedinhas, tudo o que possuía; sua entrega é maior e mais autêntica. A atitude da viúva pobre é um modelo para a vida cristã: a santidade a ser desejada por todos é a capacidade de entregar tudo nas mãos de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=06%2F06%2F2015#ixzz3cFUZOCxd 
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EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 05/06 - Jesus ensinava no templo - Mc 12,35-37



Então Jesus tomou a palavra e ensinava, no templo: “Por que os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. Se o próprio Davi o chama de ‘senhor’, como então ele pode ser seu filho?”. E a grande multidão o escutava com prazer.


LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Senhor, Jesus, nós vos agradecemos, porque sois o Mestre de nossas vidas e de toda a humanidade que salvastes com vossa vida, morte e ressurreição. Dai-nos “ouvidos atentos para que possamos escutar-vos como discípulos” (Is 50, 4). Que vossas palavras penetrem profundamente em nossos corações para que tenhamos coragem de mudar o que deve ser mudado em nossa vida, e confirmemos o que deve ser confirmado, de modo que possamos evangelizar os que desejam vos conhecer e amar.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Qual é o contexto da narrativa? A quem Jesus está instruindo? Qual é o tema do ensinamento de Jesus? Por que a multidão escuta Jesus com prazer? De que forma as palavras de Jesus tocam o coração dos seus ouvintes?
"Ao chegar a Jerusalém, Jesus foi aclamado pelo povo como 'filho de Davi' (Mt 21,9). Agora, ensinando no Templo, refere-se à doutrina dos escribas em relação ao Messias. Trata-se da questão fundamental para a correta compreensão da sua missão. Conforme a tradição do judaísmo, aguardava-se a vinda de um ungido ('messias', do hebraico; 'cristo', do grego) à semelhança do antigo rei Davi, chamado por 'filho de Davi'. Seria um líder nacionalista que elevaria Israel à glória e ao poder sobre todas as nações, no estilo de um império que a tradição atribuía ao rei Davi. Tratava-se de uma sólida ideologia nacionalista com raízes na antiga corte real, cultivada pela casta sacerdotal pós-exílica e, por esta, disseminada entre o povo.
Jesus remove esta compreensão a partir do texto de um salmo atribuído a Davi (Sl 110,1). Deus e seu ungido são chamados de 'senhor' pelo salmista. Assim este ungido, com o qual é identificado Jesus, é senhor e não filho de Davi. A imagem de Jesus como messias glorioso e poderoso ressuscitado foi incorporada na tradição cristã, favorecendo o estilo de Igreja imperial. Toda a vida de Jesus foi a revelação da dignidade da humanidade, na sua condição de fragilidade, humildade e simplicidade, assumida na participação da própria vida divina pelos laços do amor e da fraternidade". (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim? Qual palavra chamou minha atenção durante a leitura? Também acolho com prazer os ensinamentos do Mestre? As palavras e gestos de Jesus tocam a minha vida e inspiram as minhas ações?
Comunicador perfeito, Jesus iniciou um novo diálogo de comunhão entre Deus e a humanidade. Ele revelou-nos o coração misericordioso de Deus e ensinou-nos a chamá-lo de Pai. Por isso, ele mesmo disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim". (Jo 14,6) Jesus é a Palavra de Deus dirigida a nós, ele é o comunicador perfeito.
3- ORAÇÃO (VIDA)

Jesus, princípio e realização do homem novo, convertei a vós os nossos corações, para que, deixando as sendas do erro, sigamos os vossos passos no caminho que conduz à vida.
Fazei que, fiéis às promessas do batismo, vivamos, com coerência, a nossa fé, testemunhando com solicitude a vossa palavra, para que, na família e na sociedade, resplandeça a luz vivificante do Evangelho.
Jesus, poder e sabedoria de Deus, acendei em nós o amor à Sagrada Escritura, onde ressoa a voz do Pai, que ilumina e abrasa, nutre e consola.
Vós, Palavra de Deus Vivo, renovai na Igreja o ardor missionário, para que todos os povos cheguem a conhecer-vos como verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem, único Mediador entre o homem e Deus.
Jesus, fonte de unidade e de paz, fortalecei a comunhão na vossa Igreja, para que, pela força do vosso Espírito, todos os vossos discípulos sejam um só.
Vós que nos destes como regra de vida o mandamento novo do amor, tornai-nos construtores de um mundo solidário, onde a guerra seja suplantada pela paz, a cultura da morte pelo empenho em favor da vida. Amém. (São João Paulo II)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

De que forma desejo colocar em prática os apelos que a Palavra de Deus me revelou neste dia?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet.


 
COMENTÁRIOS
A promessa salvífica de Deus

As controvérsias de Jesus com seus opositores continuam mesmo na segunda parte do Evangelho de Marcos, onde predominam os relatos da paixão. Tendo reduzido ao silêncio os seus adversários, Jesus ensina no Templo. Os ouvintes do seu ensinamento é a multidão numerosa, como o indica nosso próprio texto. As pessoas tinham prazer em ouvir Jesus, não somente porque ele era convincente, mas porque o seu ensinamento fazia sentido e dava sentido à história passada. O objeto do ensinamento é o vínculo entre o Messias e Davi. Havia uma mentalidade bastante difusa de que o Messias seria filho de Davi (1Sm 7,12ss; Is 11,1; Jr 23,5; Ez 34,23; 37,24). O cego Bartimeu, ouvindo que era Jesus quem passava, grita: “Filho de Davi...” (Mc 10,48). A opinião dos escribas, contudo, é contradita pelo Sl 110,1, um salmo de entronização do rei, citado pelo próprio Jesus. Davi, considerado autor do salmo, o pronunciou ou cantou movido pelo Espírito Santo. No seu salmo, olhando para o futuro, Davi preanuncia a entronização de Cristo à direita de Deus. Jesus convida os seus ouvintes a ampliarem a visão, pois a promessa salvífica de Deus não se limita à pura continuidade da história dinástica.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5246#ixzz3cDX3NPXb 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 04/06 - Solenidade de Corpus Christi - Mc 14,12-16.22-26



No primeiro dia dos Pães sem fermento, quando se sacrificava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?”. Jesus enviou então dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: "Ide à cidade. Um homem carregando uma bilha de água virá ao vosso encontro. Segui-o e dizei ao dono da casa em que ele entrar: 'O Mestre manda perguntar: Onde está a sala em que posso comer a ceia pascal com os meus discípulos?'. Ele, então, vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada. Lá fareis os preparativos para nós!" Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como ele tinha dito e prepararam a ceia pascal. Enquanto estavam comendo, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e lhes deu, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”. Depois, pegou o cálice, deu graças, passou-o a eles, e todos beberam. E disse-lhes: “Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado por muitos. Em verdade, não beberei mais do fruto da videira até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. Depois de cantarem o salmo, saíram para o Monte das Oliveiras.
LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Celebramos hoje a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Celebremos este dia com fé, voltando o nosso coração e a nossa vida ao Senhor presente na Eucaristia. E pedimos: Jesus Mestre, creio com viva fé que estais presente na Palavra e na Eucaristia, que estais presente, junto de mim, para indicar-me o caminho que leva ao Pai. Iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produz em mim frutos de vida. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? O que significa o gesto de Jesus de tomar o pão, pronunciar a bênção e partir entre os discípulos? Como entendo as palavras de Jesus: "Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado por muitos?
"A celebração do Corpo e Sangue de Cristo é uma retomada da última ceia de Jesus com os discípulos, já celebrada na semana santa. Os momentos de festa e comemoração são celebrados, na alegria, com uma refeição. Assim a ceia de Jesus, na qual ele se apresenta como o pão que dá a vida e o vinho que alegra a todos. Descartando a manducação do cordeiro pascal, Jesus inaugura uma nova celebração, a celebração do banquete do Reino de Deus. É a Eucaristia, a celebração da comunidade viva, animada pelo Espírito, em comunhão com Jesus, empenhada em cumprir a vontade do Pai, que é vida para todos. (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim? Qual é a importância da Celebração de hoje para minha vida?
(...) "Além da fome física, o homem sente outro tipo de fome, uma fome que não pode ser saciada com o alimento comum. Trata-se da fome de vida, fome de amor, fome de eternidade. E o sinal do maná — como toda a experiência do êxodo — continha em si também esta dimensão: era figura de um alimento que satisfaz esta fome profunda que o homem sente. Jesus concede-nos este alimento, aliás, Ele mesmo é o pão vivo que dá vida ao mundo (cf. Jo 6, 51). O seu Corpo é o verdadeiro alimento, sob a espécie do pão; o seu Sangue é a verdadeira bebida, sob a espécie do vinho. Não se trata de um simples alimento com o qual saciar os nossos corpos, como no caso do maná; o Corpo de Cristo é o pão dos últimos tempos, capaz de dar vida, e vida eterna, porque a substância deste pão é o Amor. Na Eucaristia comunica-se o amor do Senhor por nós: um amor tão grandioso que nos nutre com Ele mesmo; um Amor gratuito, sempre à disposição de cada pessoa faminta e necessitada de regenerar as próprias forças. Viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre os bens materiais, mas sobre a realidade que não perece; os dons de Deus, a sua Palavra e o seu Corpo.(...) Trecho da Homilia do Papa Francisco na Solenidade de Corpus Christi, 2014, disponível na íntegra em http://w2.vatican.va
3- ORAÇÃO (VIDA)

Agradeçamos ao Senhor que se dá em alimento para saciar a fome mais profunda do ser humano, a fome de vida plena.


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é a aplicação da Palavra em minha vida? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet.

   
COMENTÁRIOS
A última ceia de Jesus com os seus discípulos

Estamos em pleno relato da paixão de Jesus. Jesus cumpre plenamente, junto com os seus discípulos, as prescrições para a celebração da Páscoa. Tomar, abençoar, partir são termos utilizados na oração judaica sobre a mesa. Trata-se da última ceia de Jesus com os seus discípulos, uma ceia de adeus. Na ceia pascal, fazia-se a memória de tudo o que Deus havia feito pelo seu povo, tirando-o do país da servidão para conduzi-lo à terra da promessa. Efetivamente, não era uma noite como outra qualquer, nem uma ceia como a de todo dia. Pois aquela comida era para caminhar rumo à terra prometida. Para Jesus, no entanto, esta última ceia é a refeição para os seus últimos passos, para sua entrega definitiva nas mãos do Pai, por amor a toda a humanidade; era a ceia de sua Páscoa definitiva. No relato de Marcos, as palavras de Jesus sobre o pão e o cálice, sobre partir o pão e a passagem do único cálice são interpretadas por ele na perspectiva da sua morte, e se referem ao seu corpo e ao seu sangue. As palavras de Jesus sobre o cálice abrem os discípulos para o futuro: a refeição presente é figura da refeição escatológica, no Reino de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=04%2F06%2F2015#ixzz3c3jWIZnf 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 03/06 - A pergunta sobre a ressurreição - Mc 12,18-27



Uns saduceus, os quais dizem não existir ressurreição, aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão e este morrer, deixando a mulher sem filhos, ele deve casar-se com a mulher para dar descendência ao irmão’. Havia sete irmãos. O mais velho casou-se com uma mulher e morreu sem deixar descendência. O segundo, então, casou-se com ela e igualmente morreu sem deixar descendência. A mesma coisa aconteceu com o terceiro. E nenhum dos sete irmãos deixou descendência. Depois de todos, morreu também a mulher. Na ressurreição, quando ressuscitarem, ela será a esposa de qual deles? Pois os sete a tiveram por esposa?”. Jesus respondeu: “Acaso não estais errados, porque não compreendeis as Escrituras, nem o poder de Deus? Quando ressuscitarem dos mortos, os homens e as mulheres não se casarão; serão como anjos no céu. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó!’. Ele é Deus não de mortos, mas de vivos! Estais muito errados”.
LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Bendito sejas, Deus da vida, por este novo dia. Na escuta da Palavra, reconheceremos que nosso Deus é o Deus dos vivos e que a ressurreição é o fundamento da nossa fé. No início da nossa Leitura orante pedimos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto em si? Leia o texto atentamente. Qual é o contexto da narrativa? Quais personagens estão presentes? Qual é a comunicação de Jesus aos seus discípulos e a nós? Quais palavras mais chamaram a sua atenção durante a leitura? Quais expressões se repetem?
"O evangelho de Marcos faz menção aos saduceus unicamente nesta passagem. Eles pertenciam à classe rica de latifundiários e não acreditavam na ressurreição. Eles querem confundir Jesus a partir da lei do levirato, cujo objetivo era conservar a posse das propriedades dentro da família patriarcal. No casamento a mulher, sem direito algum, era puro instrumento desta posse. Diante do caso anedótico da mulher que casou com sete irmãos, Jesus critica a incompreensão e erro dos saduceus e destaca que Deus é Deus dos vivos. Citando os antepassados, Abraão, Isaac e Jacó, Jesus realça que eles estão vivos, isto é, já participam da vida eterna, para a qual Deus a todos criou. O que permanece para toda a eternidade não são os interesses econômicos com seu apego aos bens materiais, mas os atos de amor que constroem a vida". (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim? Em que o texto fortalece a minha caminhada de fé? Creio que o Pai ressuscitou Jesus? Por que Jesus critica a falta de compreensão das Escrituras?


3- ORAÇÃO (VIDA)

Agradeça por tudo o que a Palavra permitiu compreender e experienciar do mistério de Cristo. Apresente ainda ao Senhor a oração que brotou em seu coração durante a Leitura orante.
Conclua com a oração ao Espírito Santo, do Papa Paulo VI: Ó Espírito Santo! Dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora; fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da Santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao Coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte, para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda ofensa, toda desilusão. Um coração grande e forte e constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração, cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo, e cumprir humilde e fielmente a vontade do Pai. Amém.
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Como vou viver concretamente durante o dia os apelos que o Senhor me revelou?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 

 
COMENTÁRIOS
A ressurreição é o fundamento da fé

Agora é a vez dos saduceus. Eles não são propriamente um grupo religioso, mas uma espécie de aristocracia ligada ao Templo de Jerusalém. Os vários grupos que detêm algum tipo de poder ou interesse se opõem a Jesus. A questão posta pelos saduceus é sobre a ressurreição em que eles não acreditam, ao contrário dos fariseus. Apresentam um caso absurdo com o intuito de ridicularizar a fé na ressurreição, que tem raízes na história da fé de Israel, e desmoralizar Jesus. Para isso, recorrem à lei do levirato (ver para isso: Dt 25,5-6). Na sua resposta Jesus revela a ignorância deles: interpretam mal a Escritura e desconhecem o poder de Deus. Os saduceus, buscando ridicularizar a crença na ressurreição, a apresentam como pura continuidade da vida terrestre. Engano! Deus é surpreendente. É preciso se abrir à novidade de Deus e nele esperar. Pensaram poder falar da ressurreição prescindindo de Deus. Ora, sem relação com o Deus dos vivos, a própria Escritura é letra morta. Não acreditar na ressurreição é se fechar para a fé em Deus, pois a ressurreição é o fundamento da fé.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5244#ixzz3c1CUGrvr 
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terça-feira, 2 de junho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 02/06 - Dai a Deus o que é de Deus - Mc 12,13-17



Então, mandaram alguns fariseus e partidários de Herodes, para apanhar Jesus em alguma palavra. Logo que chegaram, disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te deixas influenciar por ninguém. Tu não olhas a aparência das pessoas, mas ensinas segundo a verdade o caminho de Deus. Dize-nos: é permitido ou não pagar imposto a César? Devemos dá-lo ou não?”. Ele percebeu-lhes o fingimento e respondeu: “Por que me armais uma armadilha? Trazei-me a moeda do imposto para eu ver”. Trouxeram-lhe uma moeda. Ele perguntou: “De quem é esta figura e a inscrição?”. Responderam: “De César”. Então, Jesus disse: “Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus”. E estavam extremamente admirados a respeito dele.
LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Na liturgia de hoje Jesus nos convida a distinguir as coisas de Deus e as coisas dos homens, a "dar a Deus o que é de Deus e dar a César o que é de César". Peçamos a graça de acolhermos a Palavra de Deus neste dia e deixarmo-nos conduzir pelo Senhor de nossas vida. Rezemos: Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos a salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Em que contexto Jesus se encontra? Qual é o ensinamento de Jesus quando afirma: "Devolvei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"? Quais coisas pertencem a Deus e quais pertencem a César?
"Por cerca de três anos Jesus exerceu seu ministério na Galileia e nas regiões gentílicas vizinhas. Agora, em Jerusalém dá-se o confronto fatal com o sistema religioso do Templo. O imposto de César era exigido dos judeus, sob o domínio romano. Alguns fariseus e herodianos, procurando provocar em Jesus alguma palavra que o condenasse, perguntam-lhe se deviam ou não pagar este imposto. Se dissesse que não, incorreria na condenação dos romanos. Se dissesse que sim, ficaria desacreditado perante o povo. Diante da moeda cunhada com a cabeça de César, que se intitulava 'Filho Augusto e Divino', Jesus devolve a pergunta: 'De quem é esta figura e a inscrição?'. E, depois da resposta, conclui: 'Devolvei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus'. César é diferente de Deus. César é a ambição do dinheiro e do poder. Deus é misericórdia, amor e vida. Libertar-se do dinheiro e comprometer-se com Deus, é o projeto de Jesus". (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas)
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim, hoje? O que para mim, para minha vida significa "dar a Deus o que é de Deus e dar a César o que é de César"? Sei distinguir as coisas de Deus e as coisas do mundo?
O agir de Deus é diferente da lógica de César. Nosso Deus é amor, gratuidade, bondade... Ele nos deu a vida, nos criou a sua imagem e semelhança, nos enviou seu Filho... Podemos de alguma forma devolver tudo o que ele merece? Podemos de alguma forma pagar por tudo o que dele recebemos todos os dias? Agradeçamos a Deus por tamanho amor por suas criaturas.
3- ORAÇÃO (VIDA)

Cântico das Criaturas (São Francisco de Assis)

Altíssimo, onipotente e bom Senhor,
A ti o louvor, a glória, a honra e toda bênção!
Só a ti, Altíssimo, são devidos,
E homem algum é digno de pronunciar teu nome.

Louvado sejas, Senhor, por todas as criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que é belo, radioso, e seu grande esplendor
De ti, Altíssimo, é para nós a imagem.

Louvado sejas, Senhor, pela nossa irmã Água,
Que é muito útil e humilde, preciosa e casta!
Louvado sejas, Senhor, pelo irmão Fogo.
Pelo qual iluminas a noite;
ele é belo e alegre, vigoroso e forte.

Louvado sejas, Senhor, por nossa mãe terra,
Que nos nutre e sustenta;
Que produz frutos diversos, coloridas flores e árvores.

Louvado sejas, senhor, por nossa irmã, a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar!
Ai daqueles, somente, que morrem em pecado mortal!
Felizes os que cumprem a tua santa vontade,
Porque a segunda morte nada poderá contra eles.

Louvai e bendizei ao Senhor, e dai-lhe graças,
E servi-o com toda a humildade!

Do livro: Orar com São Francisco de Assis, Rene Berthier, Editora Loyola
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia. O que me proponho a viver?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet.


 
COMENTÁRIOS
O ser humano, portador da imagem de Deus.

Os adversários de Jesus sentem-se irritados com a parábola dos vinhateiros homicidas, pois reconhecem nela a sua própria maldade revelada. O desejo dos chefes do povo é prender Jesus, intento revelado já no início do evangelho (cf. Mc 3,6). Insistentemente, procuram armar uma armadilha para ter uma razão para prendê-lo e matá-lo. O que os fariseus e os herodianos que vão ter com Jesus dizem dele é verdade, mas não há sinceridade, pois não acreditam no que dizem, são hipócritas, fazem encenação, usam máscaras, dissimulam. À questão posta pela delegação, que tinha cunho político, Jesus responde com uma pergunta, esquema próprio dos diálogos didáticos: “De quem é esta imagem?”. Deus não está em concorrência com as coisas deste mundo: “dai a César o que é de César”. Nossa perícope fala de imagem e inscrição. Para a Bíblia o ser humano é imagem de Deus; a inscrição pode se referir à Lei inscrita no coração. Nesse sentido, o que é de Deus é o ser humano, portador da imagem de Deus e de sua Lei.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


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Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.