sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sábado depois da Epifania - 09/01/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
Conheça a história de Santo André Corsini
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (1Jo 5,14-21)

Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos, 14esta é a confiança que temos no filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido.

16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar.

17Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir.

19Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 149)


— O Senhor ama seu povo, de verdade.

— O Senhor ama seu povo, de verdade.


— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.


Evangelho (Jo 3,22-30)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.

24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”.

27João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Fonte Canção Nova


Meditatio

É admirável verificar como João Batista manifesta alegria numa circunstância em que nós, geralmente, manifestamos tristeza. Jesus estava a ter mais sucesso do que João. Os discípulos do Batista andam preocupados e manifestam essa preocupação: «Rabi, aquele que estava contigo na margem de além-Jordão, aquele de quem deste testemunho, está a baptizar, e toda a gente vai ter com Ele.» (v. 26).

A carreira de João está a chegar ao fim. E ele reconhece que é essa a sua vocação: «Vós mesmos sois testemunhas de que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas apenas o enviado à sua frente. O esposo é aquele a quem pertence a esposa; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o escuta, sente muita alegria com a voz do esposo. Pois esta é a minha alegria! E tornou-se completa! Ele é que deve crescer, e eu diminuir.»(v. 28-30).

Estas palavras enchem-nos de admiração, certamente. Mas é preciso irmos mais além. Na relação uns com os outros: quantas invejas! Quantos ciúmes! Na relação, particularmente, com Cristo: somos mensageiros, precursores, servos do Senhor! E nada mais! Não é em nós, ou nos nossos interesses, que aqueles que evangelizamos se devem fixar. É em Cristo. O apóstolo há-de ser transparente como o vidro para que, olhando-o, os fiéis vejam mais além, vejam o Senhor.

Quantas vezes, na nossa vida de apóstolos acontecem coisas que nos contrariam. Não bastam aguentar, sofrer! É preciso acolher com alegria! São essas coisas que nos tornam semelhantes a Jesus. As próprias doenças, as humilhações, são chamamentos de Jesus. Há que reconhecê-los como manifestação da sua vontade. Não quer que soframos, certamente! Mas quer que soframos como Ele! Então a nossa alegria será plena!

Se todo sofrimento tem uma sua misteriosa fecundidade apostólica, com maior razão a tem a«cruz do apóstolo», os inúmeros sofrimentos que acompanham toda a ação apostólica e que, por vezes, são coroados com a morte, com o martírio. Que centrou a sua vida e a sua ação na união à oblação de Cristo, até à imolação, aceita todos os sofrimentos como graça. A morte é a sua suprema graça, pois nela se realização a oblação total, a imolação. Nessas circunstâncias realiza-se para o apóstolo,como para Cristo, a parábola do “grão de trigo caído na terra: se... não morrer, permanece só; se, pelo contrário, morrer, produz muito fruto” (Jo 12, 24). É mesmo a morte que revela a autenticidade profunda da vida, para além dos sucessos e dos insucessos; revela como vivemos e para quem vivemos: para Cristo e como Cristo, sacerdote e vítima, mais ainda, sacerdote porque vítima.

Fonte http://www.dehonianos.org/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Sexta-feira depois da Epifania - 08/01/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Conheça a história de São Severino

Primeira Leitura (1Jo 5,5-13)



Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos, 5quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade. 7Assim, são três que dão testemunho: 8o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes.

9Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. 10Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida.

13Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 147)



— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!



— Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.

— A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.

— Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.


Evangelho (Lc 5,12-16)



— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.



12Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E imediatamente, a lepra o deixou. 14E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”.

15Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Fonte Canção Nova


Meditatio

Jesus é, não só mestre, mas também modelo de oração.
S. Lucas é o evangelista que mais se compraz em apresentar Jesus em
oração, especialmente sobre os montes e em lugares solitários: “Jesus... foi conduzido pelo Espírito ao deserto” (Lc 4, 1; cf. Mt 4, 1; Mc 1, 12); “Jesus retirava-se para lugares solitários a fim de rezar” (Lc 5, 16; cf. 9, 18; 11, 1; 22, 40-46); “Jesus subiu ao monte para rezar e passou toda a noite em oração” (Lc 6, 12; cf. 9, 28; Mc 6, 46; Jo 6, 15). S. Lucas recorda também duas orações de Jesus na cruz sobre o Calvário: “Pai, perdoa- lhes porque não sabem o que fazem” (23, 34) e “Pai, nas tuas mãos entrego o Meu espírito” (23, 46). É evidente a predileção de Jesus pelo silêncio e pela solidão, a fim de mergulhar na contemplação. A oração é o lugar do Seu repouso, do Seu encontro com o Pai. Pensemos numa oração muito simples, feita de amoroso silêncio, com uma única invocação: “Abbá, Pai”.
Rezar não é tentar obter de Deus o que nos agrada, o que julgamos importante para os nossos próprios projetos. Rezar leva-nos a entrar na perspectiva de Deus, partindo do seu amor. É contemplar o rosto do Pai que ternamente olha os seus filhos. É encontro com alguém que nos ama, e deixar-nos apanhar pelo Seu amor.
Não é fácil rezar. Exige aprendizagem, trabalho exigente, não porque é superior às nossas forças, mas porque é uma experiência que jamais se esgota, um caminho onde sempre permanecemos discípulos.
A oração não é tanto um exercício de amar a Deus, mas de se deixar amar por Ele. É acolhimento do Seu amor, da Sua palavra, dos Seus projetos, dos Seus
desejos. É experimentar silenciosamente e serenamente a Sua presença, como Maria a experimentava no seu seio.
Mas a oração é também resposta ao dom que Deus nos faz de si mesmo e de todas as suas graças e bênçãos. A oração é louvor, ação de graças, oferta, intercessão, festa e liturgia da vida. Levar a vida à oração. Levar a oração à vida.
O coração da oração cristã é entrar no mistério da filiação divina: estar em Deus no Espírito pelo Filho, como o Filho está no mistério do Pai.
Os números 71 e 76 das nossas Constituições falam da oração pessoal de intimidade e de continuidade, para passar da contemplação à ação, do amor de Deus ao amor do próximo; todavia, para a cultivar e viver, é preciso amor ao silêncio e à solidão (não ao isolamento), que favorecem também uma fiel e fervorosa oração comunitária, porque, se “sem espírito de oração, esmorece a oração pessoal; sem a oração comunitária, definha a comunidade de fé” (Cst. 79).
Recordemos outras duas afirmações das nossas Constituições acerca da oração, não só pessoal, mas também comunitária: “Reconhecemos que da oração assídua dependem a fidelidade de cada um e das nossas comunidades, bem como a fecundidade do nosso apostolado.” (Cst. 76); “Fazendo-nos progredir no conhecimento de Jesus, a oração estreita os laços da nossa vida comum e abre-a constantemente à sua missão” (Cst 78).

Fonte http://www.dehonianos.org/

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Quinta-feira depois da Epifania - 07/01/2016

Leia também: LITURGIA A PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Conheça a história de São Raimundo de Peñafort

Primeira Leitura (1Jo 4,19–5,4)



Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos, 19quanto a nós, amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. 20Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

5,1Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 71)



— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!



— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia.

— Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor.


Evangelho (Lc 4,14-22a)



— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +  segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 14Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16E veio à cidade de Nazaré onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.

17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”.

20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.

22aTodos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

«Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.» A liturgia faz-nos tomar consciência da situação privilegiada em que nos encontramos, em relação aos habitantes de Nazaré. Verdadeiramente, o mistério de Cristo cumpriu-se. Quando Jesus pronunciou o seu discurso em Nazaré, a transformação do homem estava apenas a começar. Depois veio a morte e a ressurreição do Senhor pelas quais se cumpriu toda a Escritura. E nós vivemos o tempo da plenitude, ainda que não vejamos Jesus com os olhos da carne.

João continua a insistir na união entre o amor a Deus e o amor aos irmãos. Todo o evangelho é anúncio do amor de Deus tornado visível na pessoa do Verbo Encarnado, Jesus de Nazaré. Amar a Deus é colocar-se na sua perspectiva. Ele ama todo o ser criado e não hesita em entregar o próprio Filho unigênito para a salvação de todos os homens. Viver para os outros, dar-se, sacrificar-se pelo seu bem é viver como Deus, é atuar o que Jesus quer que façamos.

Esta fé anima a nossa caridade cristã, mas também se torna uma enorme força de luta contra o pecado que é a exploração, a intolerância, a injustiça, a violência e o egoísmo.

Mas o mal belo testemunho do amor a Deus e aos irmãos é manifestar, não só com palavras, mas também com obras, que estamos no coração de Deus.

Ao encarnar, o Verbo, fez-Se de tal modo solidário com os homens que esvazia ”a Si mesmo” (Fil 2, 7) da glória que possuía na preexistência junto do Pai (cf. Jo 17, 5). Preferiu recebê-la do Pai, como exaltação pelo seu sacrifício (cf. Fil 2, 9), por meio da Ressurreição: “Servo” (Fil 2, 7) torna-Se “Senhor” (Fil 2, 11).

Quanto a S. João, a relação “solidariedade” - revelação é o princípio chave de interpretação do seu Evangelho, a começar pelo Prólogo que nos apresenta “o Verbo feito carne” (1, 14), de Quem “vemos a... glória”, isto é, o amor nas palavras e nas obras, na morte e na ressurreição.

No amor de Cristo, experimentamos o amor do Pai (cf. Jo 1, 18; 1Jo 4, 9-10). Em Cristo “conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem” (1Jo 4, 16). Esta experiência e esta fé leva-nos a amar com e como Cristo: em união com Ele e à maneira d´Ele.
Fonte http://www.dehonianos.org/

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quarta-feira depois da Epifania - 06/01/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Conheça a história de Santa Rafaela Maria

Primeira Leitura (1Jo 4,11-18)


Leitura da Primeira Carta de São João.

11Caríssimos: se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós.

13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho, que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus.

16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo.

18No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 71)



— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!



— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo e de todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.


Evangelho (Mc 6,45-52)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.


Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar.

47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles.

49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

A multiplicação dos pães, em que os Apóstolos tinham participado activamente, deixou-os humanamente satisfeitos e eufóricos. Jesus teve de fazê-los aterrar. Para isso, mandou-os para o mar… As dificuldades encontradas, ao passarem para a outra margem, obrigam-nos a abandonar as suas demasiadamente humanas e enchem-nos de terror. É então que Jesus intervém: «Tranquilizai-vos, sou Eu: não temais». Retomada a confiança, compreendem que tem que avançar com Ele, como Salvador, mais para o alto: «pois ainda não tinham entendido o que se dera com os pães, pois tinham o coração endurecido». Jesus terá que falar-lhe várias vezes da sua paixão para os fazer avançar na fé e na disponibilidade ao seu chamamento.

A primeira leitura faz-nos tomar consciência do amor infinito do Pai, que é amor, que «mandou o seu Filho como Salvador do mundo», e quer viver em comunhão connosco, seus filhos muito amados. A união perfeita entre Deus e o crente realiza-se, em primeiro lugar, no contacto com a Palavra de Deus e, depois, na participação na mesa eucarística. A nossa carne, o nosso sangue misturam-se, então, com a carne e o sangue de Deus. Somos transformados. Somos divinizados. «Não somos nós que transformamos Deus em nós», afirma Santo Agostinho, «somos nós que somos transformados em Deus». A Eucaristia é o lugar privilegiado para o encontro com Cristo vivo, fonte e cume da vida da Igreja, garantia de comunhão com o Corpo de Cristo e participação na solidariedade, como expressão do mandamento de Jesus: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34).

O amor para com os irmãos é consequência e sinal do amor a Deus (cf. 1 Jo 4, 12). Também este aspecto da caridade fraterna tem a sua realização plena na Eucaristia: «Participando realmente no Corpo do Senhor ao partilhar o pão eucarístico, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós» (LG 11). Este amor torna-se em nós uma força transformadora e operativa, capaz de afastar o temor, porque quem ama não teme e quem come o corpo e o sangue de Cristo tem a vida em plenitude.

A “presença activa” (Cst. 2) do amor de Cristo na nossa vida, para o Pe. Dehon, como para nós, realiza-se, sobretudo, na escuta da Palavra e na Eucaristia celebrada, comungada e adorada, que realizam a nossa união a Cristo. Essa união permite-nos receber de Cristo, «videira verdadeira» (cfr. Jo 15, 1) a seiva divina, que é o Espírito Santo, que produz em nós os seus frutos, os doze frutos que nos indica o



 Catecismos da Igreja e os frutos carismáticos que espera de nós, dehonianos. Pela força do Espírito, podemos ser, como Jesus e em Jesus, amor, reparação, imolação, isto é, Oblatos do Coração de Cristo, com os conteúdos atribuídos pelo Pe. Dehon a este nome original. São mistérios de amor que têm a sua origem no batismo (água) e

o seu alimento na Eucaristia (sangue). O Espírito, tal como transforma o pão e o vinho em Cristo, assim também transforma os nossos corações. “Fazei isto em memória de Mim” não se refere apenas à liturgia do rito eucarístico, mas também à liturgia da nossa vida: ser oblação (amor e imolação) para Deus e para os irmãos, como Cristo é oblação do Seu Corpo, do Seu Sangue, de todo o Seu ser por nós. Fazer da nossa vida “uma missa permanente” (Cst. 5). Oratio

Obrigado, Jesus, por todos os teus dons, particularmente pelo da Eucaristia, que Te torna presente entre nós. Verdadeiramente, a Eucaristia realiza-se as palavras de João Evangelista: «fez-se carne e ergueu a sua tenda no meio das nossas» (cfr. Jo 1, 14).

Na Eucaristia dás-Te a cada um de nós como alimento que dá a vida. Verdadeiramente, quem Te come, vive de Ti, da vida que de Ti recebe.

Na Eucaristia, dás-nos como alimento o teu Corpo e Sangue, que nos enchem de força para caminharmos rumo ao encontro definitivo com o Pai.

Obrigado, Jesus! Mil vezes, obrigado!

Quanto gostaria de corresponder a esse imenso dom do teu amor, dando-me, contigo e como Tu, aos meus irmãos, especialmente aos mais carenciados! Enche-me do teu Espírito para que, como Tu, me torne Eucaristia, pão puro para glória do Pai, e pão bom que os irmãos possam comer. Amém.

Fonte http://www.dehonianos.org/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Terça-feira depois da Epifania - 05/01/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Conheça a história de São João Nepomuceno Neumann

Primeira Leitura (1Jo 4,7-10)



Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos: 7amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele.

10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 71)


— Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!


— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.

— Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!


Evangelho (Mc 6,34-44)



— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

O evangelho de hoje mostra-nos o amor, a ternura e a generosidade de Jesus. O Senhor comove-se diante da multidão que O seguiu, «porque eram como ovelhas sem pastor», e dá-lhes o pão: o pão da sua palavra («Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas»)e o pão material que é, acima de tudo, prefiguração da sua vontade em nos alimentar com o seu corpo e o seu sangue. O verdadeiro pão é Ele. Estamos perante um novo milagre do maná (cf. Ex 16), feito por Jesus, o novo Moisés, revelador escatológico e mediador dos sinais de Deus (cf. Ex 4, 1-9), num novo êxodo: é o símbolo da Eucaristia, verdadeiro alimento do povo de Deus. É preciso comer o pão vivo descido do céu para ter a vida e entrar em comunhão íntima com Jesus.

Estamos perante a revelação do pão que é eficaz para comunicar a vida que perdura para além da morte. É Jesus, pão de vida, que dá a imortalidade a que se alimenta dele, a quem na fé interioriza a Palavra e assimila a sua vida. Escutar interiormente Jesus é alimentar-se do pão celeste e saciar a fome que há em nós. Como o Pai é fonte de vida para o Filho, também o Filho é fonte de vida para quem participa na Eucaristia. Jesus recebe a vida do Pai e dá-a ao crente, não só agora, mas para sempre. Dá-lhe a vida eterna que é amor, participação no mistério pascal de Cristo, no mistério de uma carne vivificada pelo Espírito, que permite um laço profundo com Deus, tal como o que existe entre o Pai e o Filho.

A primeira leitura fala-nos da ternura e da generosidade de Jesus como manifestação do amor do Pai. Deus, que é amor, enviou o seu Filho ao mundo para que tivéssemos a vida por Ele. Contemplemos esse amor do Pai e do Filho por nós. Correspondamos a esse amor com uma vida coerente com quanto Deus fez por nós. Partilhemo-lo com os irmãos. Amemos com Ele e como Ele. Isso é viver a nossa vocação oblativa.

De facto, a oblação, entendida como amor e imolação, compreendida e vivida na união à oblação de Cristo, exprime toda a nossa vida, como consagrada, no tempo e no espaço.

A oblação, entendida como “presença ativa” do amor de Cristo em nós (Cst. 2) torna-se o respiração da alma, o ritmo próprio do amor de Cristo, activamente presenteno tempo e no decurso da nossa vida. É “um tempo para Deus no mundo” (Urs Von



 Balthasar), para todos os homens, para toda a criação (cf. Cst nn. 19-22). Nesta perspectiva, a nossa oblação é redentora e reparadora: alarga-se no espaço a todos os homens e a “toda a criação” (n. 22; Cf. Rom 8, 19-25).

Para isto é que “Deus enviou o Seu Filho unigénito ao mundo” (1 Jo 4, 9), a fim de que “tivéssemos a vida por Ele” (1 Jo 4, 9).
Fonte http://www.dehonianos.org/

domingo, 3 de janeiro de 2016

Segunda-feira depois da Epifania - 04/01/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Conheça a história de Santa Ângela de Foligno

Primeira Leitura (1Jo 3,22-4,6)


Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos: 22qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu.

24Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. 4,1Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus; é o espírito do Anticristo. Ouvistes dizer que o Anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo.

4Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o Anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos.

6Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus, escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 2)



— Eu te darei por tua herança os povos todos.

— Eu te darei por tua herança os povos todos.



— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és o meu Filho, e eu hoje te gerei”!

— Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio.

— E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito!


Evangelho (Mt 4,12-17.23-25)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”.

17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levaram-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epilépticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Fonte Canção Nova


Meditatio

O tema de Cristo luz do mundo é o aspecto teológico mais arcaico e mais presente na liturgia de Natal, especialmente na celebração da meia-noite. A liturgia atual recorda Isaías: "Um povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz..." (9,2) e Lucas "a glória do Senhor envolveu-os de luz"(2,9). “Uma nova luz brilhou aos nossos olhos”, canta o Prefácio I.

O evangelho de hoje retoma o tema da luz. Lucas narra que Jesus, logo ao chegar à Galileia dos gentios, «começou a pregar», revelando-se verdadeiramente divino e humano: divino, porque fala em nome de Deus, anunciando o Reino de Deus; humano, porque se mostra cheio de compaixão para com todos os necessitados. Este aspecto divino e humano é fundamental na revelação de Jesus. João mantém-se fiel a essa revelação, como verificamos na primeira leitura. O Apóstolo não nos oferece pensamentos altíssimos para reconhecermos o espírito de Deus. Dá-nos um critério simples e concreto: «todo o espírito que confessa Jesus Cristo como vindo em carne mortal é de Deus». Temos, assim, um sinal decisivo para avaliar as nossas inspirações. Se a nossa espiritualidade nos levar para fora da nossa condição quotidiana, para o mundo do sonho e da evasão, não estamos a ser fiéis a Cristo. Pelo contrário, se encontramos Jesus «na carne», isto é, na nossa vida quotidiana, no lugar concreto onde vivemos trabalhamos, nas nossas responsabilidades de cada dia, somos verdadeiros discípulos, estamos em comunhão com Ele.

A comunhão com Cristo, ou a união com Ele, é fundamental na nossa vida de cristãos. É o centro da nossa fé. É condição essencial para nos salvarmos. Ele é, de verdade, «a chave, o centro, o fim do homem, e de toda a história humana» (GS 10). Estar em comunhão, estar unido a Cristo é acreditar n´Ele, fiar-se n´Ele, deixar-se transformar por Ele, aceitá-lo como modelo de comportamento: «Dei-vos o exemplo para que façais como Eu fiz» (Jo 13, 15). Esta fé-comunhão com Jesus torna-se uma força dinâmica e criadora, tendente ao testemunho e ação, para que Cristo e a sua mensagem são conhecidos e aceites pelos homens. Os encontros com Jesus encerram e manifestam uma força transformante extraordinária, porque desencadeiam um verdadeiro processo de conversão, de comunhão e de solidariedade humana.

O encontro com Cristo, especialmente na Palavra e na Eucaristia, realiza a nossa união com Ele, a comunhão com Ele, que nos dão confiança e ardor, lançando- nos “pelos caminhos do mundo ao serviço do Evangelho” (Cst. 82), para levarmos a sua luz a todos os que ainda jazem nas trevas e sombras da morte, e nos tornarmos bons samaritanos da humanidade.
Fonte http://www.dehonianos.org/

sábado, 2 de janeiro de 2016

Epifania do Senhor - Domingo 03/01/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Conheça a história de Santa Genoveva

Primeira Leitura (Is 60, 1-6)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 71)

— As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

— As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!


— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,/ vossa justiça ao descendente da realeza!/ Com justiça ele governe o vosso povo,/ com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Nos seus dias a justiça florirá/ e grande paz, até que a lua perca o brilho!/ De mar a mar estenderá o seu domínio,/ e desde o rio até os confins de toda a terra!

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir/ e oferecer-lhe seus presentes e seus dons;/ e também os reis de Seba e de Sabá/ hão de trazer-lhe oferendas e tributos./ Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,/ e todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica,/ e o pobre ao qual ninguém quer ajudar./ Terá pena do indigente e do infeliz,/ e a vida dos humildes salvará.


Segunda Leitura (Ef 3,2-3a.5-6)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3ae como, por revelação, tive conhecimento do mistério.

5Este mistério Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Anúncio do Evangelho (Mt 2,1-12)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo +  segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.

4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.

11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.




— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Fonte Canção Nova