quinta-feira, 7 de julho de 2016

14ª Semana Comum - Sexta-feira 08/07/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Os 14,2-10)


Leitura da Profecia de Oseias.

Assim fala o Senhor: 2Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: “Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios.

4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia”. 5“Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano.

7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão com a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 50)


— Minha boca anunciará o vosso louvor!

— Minha boca anunciará o vosso louvor!


— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

— Mas vós amais os corações que são sinceros, na intimidade me ensinais sabedoria. Aspergi-me e serei puro do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.

— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!


Evangelho (Mt 10,16-23)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.

18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.

21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa de meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio
«Sereis odiados por todos, por causa do meu nome»

Hoje, o Evangelho remarca as dificuldades e as contradições que o cristão haverá de sofrer por causa de Cristo e do seu Evangelho e como deverá resistir e perseverar até o final. Jesus nos prometeu: «Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos» (Mt 28,20); mas não prometeu, aos seus, um caminho fácil, antes pelo contrário, lhes disse: «Sereis odiados por todos, por causa do meu nome» (Mt 10,22).

A Igreja e o mundo são duas realidades de ”difícil” convivência. O mundo, que a Igreja há de converter a Jesus Cristo, não é uma realidade neutra, como se fosse uma cera virgem que só espera o selo que lhe dará forma. Isto só teria sido assim se não tivesse havido uma história de pecado entre a criação do homem e a sua redenção. O mundo, como estrutura afastada de Deus, obedece a outro senhor, que o Evangelho de São João denomina como o senhor deste mundo, o inimigo da alma, o que fez com que o cristão fizesse um juramento— no dia de seu batismo— de desobediência, de dizer não ao inimigo, para pertencer somente ao Senhor e à Mãe Igreja que ela engendrou em Jesus Cristo.

Mas o batizado continua vivendo neste mundo e não em outro, não renuncia à cidadania deste mundo nem lhe nega sua honesta contribuição para mantê-lo e melhorá-lo; os deveres de cidadania cívica são também deveres dos cristãos; pagar os impostos é um dever de justiça para o cristão. Jesus disse que nós, seus seguidores, estamos no mundo, mas não somos do mundo (cf. Jo 17,14-15). Não pertencemos ao mundo incondicionalmente, inteiramente, só pertencemos a Jesus Cristo e à sua Igreja, verdadeira pátria espiritual, que está aqui na terra e que transpassa a barreira do espaço e do tempo para desembarcar-nos na pátria definitiva que é o céu.

Esta dupla cidadania inevitavelmente se choca com as forças do pecado e do domínio que move os mecanismos mundanos. Repassando a história da Igreja, Newman dizia que «a perseguição é a marca da Igreja e talvez a mais duradoura de todas».
P. Josep LAPLANA OSB Monje de Montserrat
(Montserrat, Barcelona, Espanha)
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

14ª Semana Comum - Quinta-feira 07/07/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Os 11,1-4.8c-9) 


Leitura da Profecia de Oseias.

Assim fala o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos.

3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8cMeu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 79)


— Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!

— Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!


— Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!

— Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!


Evangelho (Mt 10,7-15)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!

9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.

12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz. 14Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

Nada de mais tranquilizante para o nosso espírito agitado e dividido que a certeza de um Pai, que nos ergue da nossa pequenez e da nossa fragilidade, para nos apertar ternamente contra o seu rosto cheio de amor e misericórdia. Esse, Abbá do Céu, retira-nos dos vários Egiptos de escravidão, onde nos retêm o nosso «fazer» frenético, que nos faz esquecê-l´O. Mas Ele não nos esquece. Ele sabe esperar com paciência, porque deseja a vida e não a morte do homem, a paz e não a discórdia. Há que tomar consciência, não só intelectualmente, mas também existencialmente, de que Deus cuida de nós. Se assim não for, caímos no desconforto, na angústia, e até no sentimento de traição, quando formos provados pelo sofrimento, pelas dificuldades da vida. Quando se faz a experiência de que Deus é «Deus e não homem», a paz e a serenidade impregnam-nos o coração e a vida, até às suas raízes mais profundas. A certeza de que Deus é amor, nos ama e cuida de nós, leva-nos a tomar a atitude de que nos fala Jesus no evangelho: «Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8). É pois na gratuidade que devemos dirigir-nos aos irmãos para lhe oferecer a paz, para lhes anunciar o reino de Deus, que é a luz, o sentido e a alegria da nossa vida. «Ide…, proclamai…, curai…, ao entrar numa casa saudai-a...» Anúncio de salvação, acção de cura, saudação e desejo de paz. Mas tudo isto pode ser recusado. Ainda nessa circunstância, o discípulo não há-de perder a paz: «Se essa casa não for digna, vossa paz volte para vós», isto é, permanecei em paz. Filhos da paz, havemos de comunicá-la. Isso é possível porque a paz não é um sentimento nosso ou obra nossa, mas tem fundamento no dom de Jesus, o Espírito Santo.
O Coração de Cristo é a manifestação suprema da ternura e da misericórdia de Deus. A espiritualidade que decorre da contemplação do Trespassado coloca-nos «no coração do Evangelho» e impele-nos a inserir-nos «no coração do mundo» sedento de amor, de paz, de alegria, de fraternidade, que só a descoberta de Cristo pode satisfazer plenamente: «Ele é o homem perfeito... Pela Sua Encarnação... o próprio Filho de Deus uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos de homem, pensou com mente de homem, actuou com vontade de homem, amou com coração de homem... Ele é o Redentor do homem!», escreveu João Paulo II (Redemptor Hominis, n. 8). Só dando Cristo ao mundo, somos «profetas do amor e servidores da reconciliação dos homens... em Cristo» (Cst 7). É isto que o Pe. Dehon espera dos seus religiosos.
Fonte http://www.dehonianos.org/

terça-feira, 5 de julho de 2016

14ª Semana Comum - Quarta-feira 06/07/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Os 10,1-3.7- 8.12)

Leitura da Profecia de Oseias.

1 Israel era uma vinha exuberante e dava frutos para seu consumo; na medida de sua produção erguia os numerosos altares; na medida da fertilidade da terra, embelezava seus ídolos. 2 Com o coração dividido, deve agora receber castigo; o Senhor mesmo derrubará seus altares, destruirá os seus simulacros. 3 Decerto, dirão agora: “Não temos rei; não temos medo do Senhor. Que poderia o rei fazer por nós?” 7 Samaria está liquidada, seu rei vai flutuando como palha em cima da água. 8 Será desmantelada a idolatria dos lugares altos, pecado de Israel; ali crescerão espinhos e abrolhos sobre seus altares; então se dirá aos montes: “Cobri-nos!” e às colinas: “Caí sobre nós!” 12 Semeai justiça entre vós, e colhereis amor; desbravai uma roça nova. É tempo de procurar o Senhor, até que ele venha e derrame a justiça em vós.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 104)


— Buscai constantemente a face do Senhor!
— Buscai constantemente a face do Senhor!

— Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus!

— Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.


Evangelho (Mt 10,1-7)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo +segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade. 2 Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5 Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7 Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

Quantas vezes nos deixamos embalar no eficientismo! Como a vinha de Oseias, produzimos frutos, mas não do Senhor e para o Senhor. O nosso coração endurece e perde sensibilidade. Cobre-se de «espinhos e abrolhos» (Os 10, 8), que são as preocupações, a ansiedade, a falta de sentido para a vida e para a ação. Mas, se voltarmos a procurar o Senhor na «justiça», que é santidade de vida com Deus e para Deus, poderemos colher «bondade» para nós e para os outros. É o que também nos diz Jesus, ao chamar os Doze, e ao dar-lhes poder para libertar do mal e anunciar o reino de Deus, o amor e a misericórdia do Pai, próximos de quem O procura na retidão, e disposto a cumprir a sua vontade.
É importante entrarmos nesta dinâmica de vocação. Jesus chama-nos pelo nome, tal como fez com os Doze. Também nós somos únicos e irrepetíveis. Deus conhece-nos e ama-nos desde sempre e para sempre. O seu projeto de salvação passa, não só por nos retirar da falsidade de uma vida centrada em interesses mesquinhos, mas também por fazer, de cada um de nós, instrumento de salvação para os outros. O importante é que acreditar no poder que nos dá, para nos tornarmos luz no mundo, desde que permaneçamos unidos a Ele em oração, orientados para Ele e para os interesses do Reino.
O reino de Deus começou por ser reservado a Israel. Daí as palavras de Jesus: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel» (Mt 10, 5-6). Mas, com a morte e a ressurreição de Cristo, começou uma nova fase em que a salvação, rejeitada por Israel, é oferecida a todos os povos. A gradualidade do plano de Deus é uma lição para a nossa impaciência: queremos tudo imediatamente e não sabemos agradecer os pequenos passos que o Senhor nos faz dar no caminho para Ele e para os outros.
Mateus mostra-nos que Jesus chamou os Doze pelo próprio nome. Deus escolhe os seus apóstolos, com um imenso respeito pela dignidade de cada um: «Chamei-te pelo nome...» (Is 43, 1). Já antes, com esse mesmo respeito, os tinha chamado à vida, pondo neles o selo trinitário, de acordo com a revelação completa que nos veio por Cristo, por meio da qual compreendemos a fundo a intenção de Deus no princípio da humanidade: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança... Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus os criou, homem e mulher os criou» (Gn 1, 26-27). Três vezes é repetido o termo “imagem”. Nós somos à imagem do Deus trino como criaturas humanas, pela inteligência, a memória, a vontade e como filhos de Deus (cf. 2 Pe 1, 4; 1 Jo 3, 1), por meio do qual somos espírito no Espírito (cf. Jo 3, 6) e amamos com o amor típico da Trindade, o amor oblativo. É este amor oblativo que nos leva a consagrar-nos ao Senhor, para estarmos com Ele, partilharmos a sua vida e a sua missão de proclamar: o reino de Deus está perto, está no meio de vós!
Fonte http://www.dehonianos.org/

segunda-feira, 4 de julho de 2016

14ª Semana Comum - Terça-feira 05/07/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Os 8,4-7.11- 13)


Leitura da Profecia de Oseias.

Assim fala o Senhor: 4 Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem meu consentimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua perdição.

5Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? 6 Esse bezerro provém de Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um Deus; será feito em pedaços esse bezerro da Samaria. 7 Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão.

11Efraim ergueu muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em pecado. 12 Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes foram considerados coisa que não lhes toca. 13 Gostam de oferecer sacrifícios, imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 113)


— Confia Israel no Senhor.
— Confia Israel no Senhor.

— É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas.

— Têm boca e não podem falar, têm olhos e não podem ver; têm nariz e não podem cheirar, têm ouvidos, não podem ouvir.

— Têm mãos e não podem pegar, têm pés e não podem andar; Como eles serão seus autores, que os fabricam e neles confiam.

— Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo!


Evangelho (Mt 9,32-38)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 32 apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33 Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34 Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.

35 Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37 “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

Oseias verbera um culto formal, que não estava em sintonia com a Aliança de Deus com o seu povo, nem tinha correspondência na vida. Não será também essa, muitas vezes, a nossa forma de culto? Talvez por isso é que, tantas vezes, sentimos a aridez invadir-nos o coração e a vida. Não vivemos centrados e unificados em Deus.
É fácil pagar o tributo de práticas religiosas, vividas como hábitos rotineiros, sem correspondência na vida de cada dia. Mas podem tornar-se idolatria! «Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim» (Mc 7, 6). É fácil «multiplicar altares», que acabam povoados de ídolos, para nossa perdição! (Os 8, 4). Todas as crises de fé, e até de identidade, nascem da separação entre religiosidade e vida. Mas, como evitar um tal perigo?
Não é o voluntarismo que nos salva. O nosso compromisso, o nosso método e o nosso itinerário espiritual, podem ajudar. Mas só Senhor, que tem compaixão das nossas situações mais ou menos escabrosas e difíceis, da nossa sede d´Ele, pode valer-nos. É pois absolutamente necessário contactar, na fé, com o amor paterno e materno de Deus, que Jesus manifestou ao «encher-se de compaixão» pela multidão, que andava como ovelhas sem pastor. É preciso que o nosso coração seja tocado pelos «entranhas de misericórdia do nosso Deus».
A nossa vida, para ser verdadeiro caminho espiritual, há-de mover-se a partir de uma Palavra revelada, fulcro luminoso do nosso crer, esperar e amar: «É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (1 Jo 4, 10). Se assim for, então, mesmo nas tentações, quando formos perturbados pela corrida do activismo ou pelo fascínio dos aplausos, quando a desilusão do fracasso nos abater, seremos apoiados pela força de Deus-Amor, de Jesus-Presença na nossa vida.
O Senhor procura colaboradores para, como Ele, se encherem de compaixão e usarem de misericórdia para com as multidões, que povoam o nosso mundo: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos» (Mt 9, 37). Como cristãos, e como dehonianos, somos sensíveis às palavras de Jesus, e queremos cooperar com Ele na obra da redenção do mundo. A evangelização pode e deve tornar-se um verdadeiro culto, agradável a Deus. Na carta aos Romanos, Paulo fala do seu ministério apostólico, usando o vocabulário cultual e sacrificial do Antigo Testamento: oferecer os pagãos em «oblação agradável, santificada pelo Espírito», como sacrifício espiritual a Deus (cf. TOB, nota c a Rm 15, 16). A exemplo do Apóstolo, o missionário deve viver o seu «serviço do Evangelho» como uma liturgia, de que ele é o celebrante: “Ser um ministro (liturgo) de Jesus Cristo entre os pagãos, exercendo o ofício sagrado do Evangelho de Deus, a fim de que os pagãos se tornem uma oblação agradável, santificada pelo Espírito Santo” (Rm 15, 16).
O apostolado missionário inclui-se na dimensão eclesial e social da nossa «oblação reparadora», que deve ser preparada pela oblação pessoal, conforme recomenda Paulo: «Exorto-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos (vós mesmos) como hóstia viva, santa e agradável a Deus: tal é o culto espiritual que lhe deveis prestar" (Rm 12, 1). Visto nesta “perspectiva espiritual” (Cst 26), descobrimos uma convergência profunda entre o apostolado missionário e a nossa espiritualidade, como nota uma carta do Superior Geral, Pe. António Panteghini: «A nossa espiritualidade é particularmente apta para alimentar e sustentar o compromisso missionário: disponibilidade de coração e de vida, abandono e esperança, alegria em anunciar o amor de Deus em Cristo, testemunhar este amor na vivência do dom de si mesmo, no serviço aos afastados, aos pequenos, aos pobres, pobreza partilhada e acolhimento dos outros, na sua raça, na sua cultura, com as suas qualidades e defeitos, tudo isto em comunhão com o Coração de Cristo na Sua paixão pelo anúncio do Reino de Deus a todos os homens”.
Fonte http://www.dehonianos.org/

sábado, 2 de julho de 2016

14ª Semana Comum - Segunda-feira 04/07/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Os 2,16.17b-18.21-22)


Leitura da Profecia de Oseias.

Assim fala o Senhor: 16Eis que eu a vou seduzir, levando-a à solidão, onde lhe falarei ao coração; 17be ela aí responderá ao compromisso, como nos dias de sua juventude, nos dias da sua vinda da terra do Egito.

18Acontecerá nesse dia, diz o Senhor, que ela me chamará ‘Meu marido’, e não mais chamará ‘Meu Baal’. 21Eu te desposarei para sempre; eu te desposarei conforme as sanções da justiça e conforme as práticas da misericórdia. 22Eu te desposarei para manter fidelidade e tu conhecerás o Senhor.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 144)


— Misericórdia e piedade é o Senhor.

— Misericórdia e piedade é o Senhor.


— Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.

— Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas!

— Narram todos vossas obras poderosas, e de vossa imensidade todos falam. Eles recordam vosso amor tão grandioso e exaltam, ó Senhor, vossa justiça.

— Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.


Evangelho (Mt 9,18-26)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”.

19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante.

23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24e disse: “Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

A fidelidade do Senhor é a nossa esperança. Também nós, como os israelitas, podemos deixar-nos seduzir pelos ídolos de morte denunciados por Oseias: o dinheiro, os bens materiais, o culto da imagem, o sexo, o hedonismo e mesmo o subtil domínio do egoísmo que, ainda quando fazemos o bem, nos leva a buscar-nos a nós próprios e aos nossos interesses, mais do que a glória de Deus e o seu Reino. E o nosso coração permanece profundamente insatisfeito e inquieto. É preciso escutá-lo quando grita o vazio que o preenche, e a desolação daquele adultério que consiste em esquecer a Deus no frenesim de um activismo exacerbado, no afã de se prostituir aos ídolos supramencionados. E é preciso deixar-se conduzir novamente, pelo Senhor, ao deserto. A meditação pode abrir-nos os olhos para a idolatria da vida comprometida com as lógicas deste mundo, verdadeiro insulto ao Senhor, mas também progressiva perda da vida, como acontecia com a mulher, antes de tocar na borla do manto de Jesus. Pouco a pouco, perde-se o gosto pela oração, a alegria de fazer o bem, a sensibilidade em fazer-nos próximos dos que precisam da nossa ajuda. Pouco a pouco, apaga-se a vida espiritual. E tornamo-nos mortos ambulantes, mesmo mergulhados no activismo e na aparência de fazer o bem.
Mas «o Senhor é clemente e cheio de compaixão», como canta o salmo responsorial. Há-de transformar «o vale de Acôr em porta de esperança» (Os 2, 17). Acôr fora o lugar do acto de infidelidade duramente punido por Deus. Mas, graças ao amor eterno do Senhor, tornara-se porta de entrada na terra santa.
Quando o amor humano se perde, é muito difícil voltar ao tempo do namoro, ao tempo do encanto, quando se pensa que o dom recíproco jamais irá desaparecer. Mas, com Deus, não é assim. Jesus venceu a morte, e vence toda a morte. Tudo pode ser renovado, porque Deus é fiel e o seu amor é eterno: «vou seduzir-te… vou falar-te ao coração… vou desposar-te com fidelidade, e tu conhecerás o Senhor». Estas palavras vêm-nos à mente e ao coração, com mais intensidade, quando desconfiamos de nós mesmos e temos confiança n´Ele, no seu poder purificador, capaz de fazer reflorir o mais belo amor.
A vida cristã, e particularmente a vida religiosa dehoniana, exige momentos de recolhimento, de deserto, para nos renovarmos e crescermos na intimidade com o Senhor. É fundamental darmos espaço a Jesus na nossa vida, mesmo no meio das mais intensas actividades. É o tempo de oração comunitária e pessoal, é o tempo da meditação ou da lectio divina, é o tempo da adoração. São os brevíssimos momentos das jaculatórias, a que recorrem as almas fervorosas, porque ajudam a pessoa, o religioso, a não se deixar absorver a cem por cento pelas ocupações, pelo trabalho, pelo estudo, quando sessenta por cento são suficientes para cumprir com diligência o próprio dever. O espaço que sobra deve pertencer unicamente a Jesus. Então também o trabalho, o estudo, o descanso, serão de Jesus, serão permeados pela Sua presença, pelo Seu amor. Então seremos curados das nossas perdas de vida, como a mulher de que nos fala o evangelho, ou ressuscitados do torpor espiritual em que tivermos caído, pior que o «sono» da filha de Jairo.
Fonte http://www.dehonianos.org/

14º Domingo Comum - 03/07/2016


LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (At 12,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.

4“Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa.

5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.

6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.

7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.

8O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!”

9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão.

10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 33)


— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.


— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!


Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18)


Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo, 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.

18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Anúncio do Evangelho (Mt 16,13-19)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara». É nesta palavra que se baseia a “oração pelas vocações”, em particular pelas vocações ao ministério presbiteral. Jesus dirige-se, primeiramente, a 72 discípulos que designou para além dos Doze Apóstolos. Os nomes têm muitas vezes um sentido simbólico. A tradução grega do Génesis (capítulo 10) dá uma lista de todas as nações que povoam a terra: 72! Podemos, assim, compreender que Jesus envia os discípulos a todas as nações. A missão de anunciar o Evangelho não está reservada apenas ao grupo dos Doze, é confiada, finalmente, a todos os discípulos, para irem até aos confins da terra. É toda a Igreja que é constituída missionária e missionada! Rezar pelas “vocações” é pedir a Deus para fazer de cada baptizado um testemunho da Boa Nova da salvação dada em Jesus. E se os trabalhadores são poucos, é talvez porque os baptizados não estão ainda suficientemente conscientes da sua missão. Em Igreja, normalmente não deveria haver cristãos que se contentam em ser “consumadores espirituais”. Todos são chamados a ser “pedras vivas”. Além disso, a seara não pertence aos ceifeiros. É a seara do mestre, que envia trabalhadores para a “sua seara”. Não se trata de um mero detalhe! É Deus que, em Jesus, semeou a boa semente. Este grão, de seguida, cresceu sozinho, até ao tempo da ceifa. Os trabalhadores vêm recolher o fruto de um trabalho que os precedeu. Os ceifeiros nunca devem esquecer que um Outro está em acção há muito tempo no coração dos homens para neles semear o grão do seu amor. Todo o ministério na Igreja está apenas ao serviço do Espírito Santo, já presente no segredo de cada ser humano. Então, compreendemos melhor o porquê de estes servos não deverem agir como se o êxito do seu ministério dependesse exclusivamente dos seus esforços!
Fonte http://www.dehonianos.org/

sexta-feira, 1 de julho de 2016

13ª Semana Comum - Sábado 02/07/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Am 9,11-15)


Leitura da Profecia de Amós.

Assim diz o Senhor: 11Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros, e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora; 12deste modo possuirão todos o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza.

13Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho e as colinas parecerão liquefazer-se. 14Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo; eles reconstruirão as cidades devastadas, e as habitarão, plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos. 15Eu os plantarei sobre o seu solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei”, diz o Senhor teu Deus.


Leitura para a Missa da Vigília de São Pedro e São Paulo


Primeira Leitura (At 3,1-10)


Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 1Pedro e João subiram ao Templo para a oração das três horas da tarde.

2Então trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar todos os dias na porta do Templo, chamada Formosa, a fim de que pedisse esmolas aos que entravam. 3Quando viu Pedro e João entrando no Templo, o homem pediu uma esmola.

4Os dois olharam bem para ele e Pedro disse: “Olha para nós!” 5O homem fitou neles o olhar, esperando receber alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!”

7E pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. E entrou no Templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus.

9O povo todo viu o homem andando e louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele que pedia esmolas, sentado na porta Formosa do Templo. E ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido com ele.




- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 84)


— O Senhor anunciará a paz para o seu povo.

— O Senhor anunciará a paz para o seu povo.


— Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom, e nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.


Salmo para a Missa da Vigília de São Pedro e São Paulo


Responsório (Sl 18)


— Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

— Seu som ressoa e se espalha em toda terra.


— Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia.

— Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz.


Segunda Leitura para a Missa da Vigília de São Pedro e São Paulo

Segunda Leitura (Gl 1,11-20)


Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 11asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos.

12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.

13Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas.

15Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue

17nem subi, logo, a Jerusalém para estar com o que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco.

18Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20Escrevendo estas coisas, afirmo diante de Deus que não estou mentindo.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Evangelho (Mt 9,14-17)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.

16Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.


Evangelho para a Missa da Vigília de São Pedro e São Paulo


Evangelho (Jo 21,15-19 )


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.


Jesus se manifestou aos seus discípulos 15e depois de comer com eles perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.

16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”.

17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas.

18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

Alegremo-nos com as esplêndidas promessas de Deus ao seu povo. Graças à sua misericórdia e generosidade infinitas, depois do castigo, vem a festa, vem a alegria. O último versículo do livro de Amós promete essa festa, essa alegria definitiva: «Hei-de plantá-los na sua terra, e nunca mais serão arrancados da terra que lhes dei!» (9, 15).
A restauração de Israel e as núpcias de Cristo com a Igreja ligam-se intimamente com a eucaristia, como contexto em que é proclamada a leitura. A esperança de Israel realiza-se no mistério pascal do Filho de Deus. O jejum, como tensão para o banquete do fim dos tempos, é já totalmente possível, já autorizado, mas apenas como memória da morte do Senhor. O Crucificado ressuscitou, mas o Ressuscitado continua crucificado, com as suas chagas. O espaço para o jejum cristão já não é o da esperança de um evento absolutamente novo: este evento já está dentro da história. O jejum cristão, pelo contrário, tem a ver com a vigilância, a paciência, a reserva histórica, com o «ainda não» daquele «já» que, na cruz de Cristo, se afirmou de uma vez para sempre.
As nossas Constituições apresentam Cristo Senhor como «Coração da humanidade e do mundo, esperança de salvação para quantos ouvem a sua voz» (n. 19). O n. 20 explica como se realiza a salvação: «Cristo realiza esta salvação, suscitando nos corações, o amor para com o Pai e entre nós: amor que regenera, fonte de crescimento para as pessoas e para as comunidades humanas...». É aquele «já», é aquela «presença activa» (Cst 2) do amor de Cristo que, essencialmente, é uma profunda experiência de vida, é um movimento de amor, que invade o mundo inteiro, o regenera, o faz reflorir, o recapitula. Nestes três verbos, essencialmente positivos, resume-se a realidade da salvação, que é objecto de esperança para todos aqueles que escutam a voz de Cristo, salvação que Cristo realiza pelo Seu amor presente e activo no mundo. Estamos, assim, perante uma teologia da redenção centrada no «movimento do amor redentor» (Cst 21), que tem a sua influência também na concepção da reparação, entendida como «acolhimento do Espírito (sim ao amor)», «como resposta ao amor de Cristo por nós, comunhão no seu amor pelo Pai e cooperação com a sua obra redentora no coração do mundo» (Cst 23).
Oratio
Senhor Jesus, ensina-nos o jejum festivo, mostra-nos a alegria no luto, guia-nos para a vida na morte. Deus Pai, na paixão do teu Filho, assumiste os nossos sofrimentos; na ressurreição de Jesus, resgataste a nossa morte; conduz cada um dos teus filhos ao encontro de Cristo Esposo, sempre presente na Igreja, templo do Espírito e esposa d´Aquele que é ontem, hoje e sempre. «Vem, Senhor, Jesus!». Amen.
Fonte http://www.dehonianos.org/