sábado, 18 de junho de 2016

12º Domingo Tempo Comum - 19/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Zc 12,10-11;13,1)


Leitura da Profecia de Zacarias:

Assim diz o Senhor: 10“Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim. Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito.

11Naquele dia, haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon, no campo de Magedo.

13,1Naquele dia, haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 62)


— A minh’alma tem sede de vós,/ como a terra sedenta, ó meu Deus!

— A minh’alma tem sede de vós,/ como a terra sedenta, ó meu Deus!


— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!/ Desde a aurora ansioso vos busco!/ A minh’alma tem sede de vós,/ minha carne também vos deseja.

— Como terra sedenta e sem água,/ venho, assim, contemplar-vos no templo,/ para ver vossa glória e poder./ Vosso amor vale mais do que a vida:/ e por isso meus lábios vos louvam.

— Quero, pois, vos louvar pela vida,/ e elevar para vós minhas mãos!/ A minh’alma será saciada,/ como em grande banquete de festa;/ cantará a alegria em meus lábios,/ ao cantar para vós meu louvor!

— Para mim fostes sempre um socorro;/ de vossas asas à sombra eu exulto!/ Minha alma se agarra em vós;/ com poder vossa mão me sustenta.


Segunda Leitura (Gl 3,26-29)


Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas:

Irmãos: 26Vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.

28O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só, em Jesus Cristo.

29Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Anúncio do Evangelho (Lc 9,18-24)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor!


Certo dia, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?”

19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.

20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.

21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio
«E vós, quem dizeis que eu sou?»

Hoje, no Evangelho, Jesus situa-nos ante uma pergunta fundamental. Da sua resposta depende a nossa vida: «E vós, quem dizeis que eu sou?» (Lc 9,20). Pedro respondeu em nome de todos: «O Cristo de Deus». Qual a nossa resposta? Conhecemos suficientemente Jesus para poder responder? A oração, a leitura do Evangelho, a vida sacramental, e a Igreja são as fontes que os levam a conhecê-lo e "vive-lo". Até que não podamos responder com Pedro com todo o coração e a mesma humildade..., com certeza ainda não deixaremos nos transformar por Ele. Devemos sentir como Pedro, temos que lograr sentir como a Igreja para poder responder satisfatoriamente à pergunta de Jesus!

Mas o Evangelho de hoje acaba com uma exortação a seguir ao Senhor desde a humildade, desde a negação e a cruz. Seguir a Jesus deste jeito apenas pode dar salvação, liberdade. «O que acontece com o ouro puro, também acontece com a Igreja; ou seja, quando passar pelo fogo, não fica ruim, ao contrario, acrescenta o seu esplendor» (Santo Ambrosio). Nem a contrariedade, nem a perseguição por causa do Reino, devem-nos dar receio, mas devem ser motivo de esperança e, inclusive da alegria. Dar a vida por Cristo não é perdê-la, é ganhá-la para toda a eternidade. Jesus pede nos humilharmos totalmente por fidelidade ao Evangelho, Ele quer que, livremente, demos-lhe a nossa existência toda. Vale a pena dar a vida pelo Reino!

Seguir, imitar, viver a vida da graça, em fim, permanecer em Deus é o objetivo da nossa vida cristã: «Deus se fez homem para que imitando o exemplo de um homem, o que é possível, cheguemos a Deus, o que antes era impossível» (Santo Agostinho). Que Deus, com a força do seu Espírito Santo, ajude-nos com isso!
Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell 
(Agullana, Girona, Espanha)
© evangeli.net M&M Euroeditors 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

11ª Semana Comum - Sábado 18/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
Primeira Leitura (2Cr 24,17-25)


Leitura do Segundo Livro das Crônicas.

17Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por eles. 18Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime.

19O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar ouvidos. 20Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”.

21Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e mataram-no a pedradas por ordem do rei, no pátio do templo do Senhor. 22O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!” 23Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo, e enviou toda a presa de guerra ao rei de Damasco.

24Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram justiça contra Joás. 25Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro dos reis.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 88)


— Guardarei eternamente para ele a minha graça!

— Guardarei eternamente para ele a minha graça!


— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”

— Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”.

— “Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos:

— Eu então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.


Evangelho (Mt 6,24-34)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?

27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?

31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer? Que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

A primeira leitura refere com muita clareza o erro em que incorreu Judá, e que levou à queda de Jerusalém: «Abandonaram o templo do Senhor, Deus de seus pais, e prestaram culto aos troncos sagrados e aos ídolos» (v. 18). Trata-se, pois, da idolatria. Que terá isto a ver connosco? É verdade que não adoramos troncos sagrados nem ídolos. Mas, não tomamos, tantas vezes, como fins, realidades que são apenas meios para chegar ao nosso fim? Jesus, no evangelho, denuncia a idolatria do dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (v. 24).
A idolatria do dinheiro é bastante espontânea. É verdade que não podemos viver sem dinheiro, e que devemos trabalhar para ganhá-lo para nós, para a família, para partilhar com os outros. Mas o fim do nosso trabalho não pode ser só ganhar dinheiro. Há outros valores, como a nossa própria realização pessoal, e o progresso do reino de Deus: «Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo» (Mt 6, 33). O cristão há-de estar consciente de que, quando trabalha, está a servir. E há-de servir com amor. O dinheiro deve permanecer no seu lugar de servidor, e não tornar-se patrão, um ídolo.
Para evitar essa idolatria, Jesus convida-nos à confiança na providência divina: «Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir… o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso.» (v. 25.33). As nossas preocupações materiais não podem sufocar as espirituais, principalmente o crescimento no amor. Na medida em que estes valores forem penetrando na sociedade, vai progredindo a justiça e a paz, a liberdade e a fraternidade.
Os problemas fundamentais do homem: o sentido da vida, o modo como valorizá-la, o destino da nossa existência, a aspiração pelo infinito, infundida no coração do homem, não podem encontrar resposta nas coisas materiais ou nas pessoas, todas elas limitadas e caducas, frágeis canas agitadas pelo vento, que mal se governam a si mesmas. Aqui nasce a exigência de Deus... O valor do homem não está em "ter" muito, mas no "ser", e o "ser" do homem é tanto mais perfeito quanto mais experimenta a intimidade de Deus: «Procurai primeiro o Reino dos Céus e tudo o resto vos será dado por acréscimo» (Mt 6, 33).
Fonte http://www.dehonianos.org/

quinta-feira, 16 de junho de 2016

11ª Semana Comum - Sexta-feira 17/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (2Rs 11,1-4.9-18.20)



Leitura do Segundo Livro dos Reis.

Naqueles dias, 1quando Atália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava morto, pôs-se a exterminar toda a família real. 2Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, do meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália e ele não foi morto. 3E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do Senhor, enquanto Atália reinava no país.

4No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos quereteus e da escolta, e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do Senhor e mostrou-lhes o filho do rei.

9Os centuriões fizeram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus homens, tanto os que entravam de serviço no sábado, como os que saíam. Vieram para junto do sacerdote Joiada, 10e este entregou aos centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo do Senhor. 11Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão, tomaram posição a partir do lado direito do templo até o esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. 12Então Joiada apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o documento da Aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e, batendo palmas, aclamaram: “Viva o rei!”

13Ouvindo os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor. 14Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele, e todo o povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!” 15Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa: “Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir, seja morto à espada”. Pois o sacerdote havia dito: “Não seja morta dentro do templo do Senhor”.

16Agarraram-na e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até o palácio, e ali foi morta. 17Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. 18Todo o povo do país dirigiu-se depois ao Templo de Baal e demoliu-o. Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor. 20Todo o povo do país o festejou e a cidade manteve-se calma.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 131)


— O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

— O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.


— O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!

— Se teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei!”

— Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!”

— “De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!”


Evangelho (Mt 6,19-23)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

Apesar da tentativa de Atália para destruir todos os possíveis descendentes de David, Deus intervém e salva um rebento dessa estirpe, que leva em si a esperança do Messias. No Antigo Testamento, a promessa de Deus ao povo escolhido liga intimamente a vida religiosa e a vida política. No Novo Testamento, é a Igreja, novo povo de Deus, que acolhe todos os povos. As suas relações, também em campo político, visam o bem de todos os homens. A Igreja não procura o poder político: é chamada, por causa da missão que Deus lhe confiou, a trabalhar para o advento do seu Reino e, portanto, para que cresçam entre todos os povos relações de fraternidade, de respeito e estima, e pelo progresso da vida religiosa. Trata-se de uma proposta difícil, que comporta riscos de compromissos, de instrumentalização por parte das autoridades políticas, e mesmo de perseguições, como acontece ainda hoje em muitos países. Mas é inegável a ajuda, que o trabalho cansativo, paciente e clarividente da Igreja tem trazido ao bem e à liberdade dos povos.
Jesus, no Sermão da Montanha, insistente repetidamente em referir-se ao Reino. Há que procurar o reino de Deus (Mt 6, 10.33), as coisas boas (Mt 7, 11), o «tesouro nos céus» (Mt 6, 20), que consiste nos bens eternos e incorruptíveis. Para discernir sobre esses bens, há que ter aquele «olho interior dotado de recta intenção que dirige as acções humanas», como dizia Nicolau de Lira. É indispensável um olhar simples, unificado e puro («unus et purus»), segundo a Glosa medieval. «A luzerna», que ilumina as trevas, «é a fé» (Cromácio de Aquileia).
O círio pascal, símbolo cristão da luz por excelência, ajuda-nos a aprofundar esta palavra.
O consagrado vê tudo e vê todos à luz de Cristo. E Cristo mostra como nos havemos de relacionar com a natureza, com as coisas, com os homens e as mulheres: Ele respeitou tudo e todos, amou tudo e todos com serenidade. A sua pobreza e a sua obediência manifestam esse respeito e esse amor profundamente livre e libertador. A castidade consagrada, mas também a pobreza e a obediência, profundamente vividas e amadas, são fonte de uma grande liberdade interior.
Fonte http://www.dehonianos.org/

quarta-feira, 15 de junho de 2016

11ª Semana Comum - Quinta-feira 16/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Eclo 48,1-15)


Leitura do Livro do Eclesiástico.

1O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. 2Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. 3Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. 4Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti?

5Tu, que levantaste um homem da morte e dos abismos, pela palavra do Senhor; 6tu, que precipitaste reis na ruína e fizeste cair do leito homens ilustres; 7tu, que ouviste censuras no Sinai e decretos de vingança no Horeb. 8Tu ungiste reis, para tirar vingança, e profetas, para te sucederem; 9tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, um carro de cavalos também de fogo, 10tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para reconduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó.

11Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! 12Nós também, com certeza, viveremos; mas, após a morte, não será tal o nosso nome. 13Apenas Elias foi envolvido no turbilhão, Eliseu ficou repleto do seu espírito. Durante a vida não temeu príncipe algum, e ninguém o superou em poder. 14Nada havia acima de suas forças, e, até já morto, seu corpo profetizou. 15Durante a vida realizou prodígios e, mesmo na morte, suas obras foram maravilhosas.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 96)


— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!


— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.

— Vai um fogo caminhando à sua frente e devora ao redor seus inimigos. Seus relâmpagos clareiam toda a terra; toda a terra ao contemplá-los estremece.

— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.

— “Os que adoram as estátuas se envergonhem e os que põem a sua glória nos seus ídolos; aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!”


Evangelho (Mt 6,7-15)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus.

11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Meditatio

A página de Ben Sirá, que hoje escutamos, enche-nos de entusiasmo por um homem que se torna defensor de Deus em tempos difíceis. Elias enfrentou corajosamente o rei Acab, aceitou ficar completamente isolado no meio de um povo que se afastava de Deus, aceitou combater durante toda a vida, porque confiava no seu Deus, e queria realizar a sua vontade de restabelecer o seu reino em Israel.
São também estas as preocupações que encontramos na oração que Jesus nos ensinou. Em primeiro lugar, pedimos que o nome de Deus seja santificado. Não é que Deus precise de ser tornado mais santo. Ele é a fonte da santidade. O que realmente pedimos é que os nossos pecados não sejam obstáculo à manifestação da sua santidade. Pedimos que os baptizados perseverem naquilo que começaram a ser, no dia do seu baptismo, isto é, santos. Pedimos que a santidade da Igreja proclame a santidade de Deus, a sua justiça, o seu amor misericordioso. Pedimos que Deus seja santificado «em nós»; não «por» nós.
O Reino, objecto do segundo pedido, não é outra coisa que a universal vontade salvífica de Deus, manifestada em Cristo. É tudo o que de belo, de santo, de extraordinário, Deus inventou para o homem: é o fogo de amor que Jesus disse trazer à terra. É o segredo de Jesus, a sua ânsia, a obra que o Pai lhe mandou realizar. Venha o teu Reino! Faça-se a tua vontade! A vontade de Deus é que o seu Reino se estabeleça no coração de cada homem, para bem do mesmo homem.
«Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o resto vos será dado por acréscimo», disse Jesus. Depois de nos ter feito rezar pelo Reino, o Mestre permite-nos rezar pelo «resto». Em primeiro lugar, pelo «pão nosso de cada dia». O pão, aqui, é tudo aquilo de que o homem precisa para a sua vida. Pedimos o pão da alma, a palavra de Deus, como ensinavam alguns Padres da Igreja; mas também pedimos o alimento corporal, o vestuário, a habitação, a saúde, o trabalho – que é o modo de ganhar dignamente o pão de cada dia. Podemos também pedir o pão da vida, o pão que desceu do céu, Jesus. Em síntese, pedimos: a Eucaristia, a palavra de Deus, o Espírito Santo.
O penúltimo pedido, em Lucas, soa assim: «perdoa os nossos pecados,pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende» (Lc 11, 4). É o único pedido em que também prometemos alguma coisa. É também o único pedido que Jesus comenta: «Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas» (Mt 6, 14s.). Pedir perdão a Deus, com ressentimentos no coração, é auto-condenar-se. Nessa situação é preciso inverter os pedidos e rezar assim: ajuda-nos a perdoar a quem nos ofendeu, como Tu nos perdoas os nossos pecados!
Não nos deixes cair em tentação. Mateus acrescenta: «mas livra-nos do Mal», isto é, do Maligno. É o tipo de tentação que Jesus sofreu no deserto, a tentação «objectiva», que não parte de nós, das nossas más inclinações, mas do Inimigo ou das coisas. É a tentação que pode lançar em nós a dúvida sobre a paternidade e a bondade divinas, afastando-nos de Deus, ou a tentação escatológica (peirasmós), que acompanha as grandes vindas do Reino de Deus à história. Jesus ensinou-nos a rezar para não cairmos nessa tentação: «Rezai para não entrardes em tentação» (Lc 22, 40).
O Pai nosso é a oração de Jesus. Rezá-lo é comungar na oração do nosso Salvador. A oração do Filho, tornou-se a oração dos filhos. Há que reaprender a rezá-lo com a emoção com que o rezam os recém-baptizados nos primeiros tempos da Igreja. Há que rezá-lo, quanto isso é possível, com a emoção e o afecto com que o rezava o Filho de Deus feito homem.
Fonte http://www.dehonianos.org/

terça-feira, 14 de junho de 2016

11ª Semana Comum - Quarta-feira 15/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura(2Rs 2,1.6-14)


Leitura do Segundo Livro dos Reis.

1Quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu, num redemoinho, Elias e Eliseu partiram de Guilgal. 6Tendo chegado a Jericó, Elias disse a Eliseu: “Permanece aqui, porque o Senhor me mandou até o Jordão”. E ele respondeu: “Pela vida do Senhor e pela tua, eu não te deixarei”. E partiram os dois juntos.

7Então, cinquenta dos filhos dos profetas os seguiram, e ficaram parados, à parte, a certa distância, enquanto eles dois chegaram à beira do Jordão. 8Elias tomou então o seu manto, enrolou-o e bateu com ele nas águas, que se dividiram para os dois lados, de modo que ambos passaram a pé enxuto. 9Depois que passaram, Elias disse a Eliseu: “Pede o que queres que eu te faça antes de ser arrebatado da tua presença”. Eliseu disse: “Que me seja dada uma dupla porção do teu espírito”.

10Elias respondeu: “Tu pedes uma coisa muito difícil. Se me vires quando me arrebatarem da tua presença, isso te será concedido; caso contrário, isso não te será dado”. 11E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12Eliseu o via e gritava: “Meu pai, meu pai, carro de Israel e seu condutor!” Depois, não o viu mais. E, tomando as vestes dele, rasgou-as em duas. 13Em seguida, apanhou o manto que Elias tinha deixado cair e, voltando sobre seus passos, estacou à margem do Jordão.

14Tomou então o manto de Elias e bateu com ele nas águas dizendo: “Onde está agora o Deus de Elias?” E bateu nas águas, que se dividiram, para os dois lados, e Eliseu atravessou o rio.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 30)


— Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

— Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!


— Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

— Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais. No interior de vossa tenda os escondeis, protegendo-os contra as línguas maldizentes.

— Amai o Senhor Deus, seus santos todos, ele guarda com carinho seus fiéis, mas pune os orgulhosos com rigor.


Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.

2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.

5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.

16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade, vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

O arrebatamento de Elias, elevado da terra ao céu, prefigura o mistério de Jesus. A narrativa de 2 Rs 2,1.6-14 sublinha a importância de ser testemunha do facto. Elias diz a Eliseu: «Fica aqui porque o Senhor envia-me ao Jordão» (v. 1). Mas Eliseu pressente que algo está para acontecer e responde: «Pelo Deus vivo e pela tua vida, juro que não te deixarei» (v. 2). Enquanto passam milagrosamente para além do Jordão, Elias pergunta: «Pede o que quiseres, antes que eu seja separado de ti. Que posso fazer por ti?» (v. 9). Então, Eliseu pede: «Seja-me concedida uma porção dupla do teu espírito» (v. 9). Elias observa-lhe que fora exigente no pedido. Mas acrescenta: «se me vires quando estiver a ser arrebatado de junto de ti, terás aquilo que pedes» (v. 10). Eliseu devia ter os olhos postos em Elias. E chegou o carro de fogo e os cavalos de fogo. Eliseu pôs-se a gritar: «Meu pai, meu pai!» (v. 12). «Olhava» e, assim, pôde recolher o manto de Elias e ser cheio do espírito do profeta.
Pensemos na cena do Calvário. João, depois de narrar a transfixão do lado de Jesus, comenta: «isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram» (Jo 19, 36s.). É importante contemplar Jesus, quando é arrebatado da cruz pelo Pai. Foi assim que o centurião reconheceu a identidade de Jesus: «O centurião que estava em frente dele, ao vê-lo expirar daquela maneira, disse: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!»» (Mc 15, 39). Contemplar Jesus no momento mais puro e generoso do seu amor, é condição para entrar no seu mistério.
A contemplação do Crucificado, de Lado aberto, é essencial na experiência de fé de S. João, mas também na do Pe Dehon e na nossa. «Ver», «contemplar» é penetrar com o olhar da fé, permanecer absortos em contemplação, para descobrir a verdadeira identidade de Jesus e «acreditar», isto é, aderir com toda a nossa pessoa ao Crucificado e ser testemunhas d´Ele, ser profetas, junto dos irmãos. Escrevem as nossas Constituições: «Com S. João, vemos no Lado aberto do Crucificado o sinal do amor que, na doação total de Si mesmo, recria o homem segundo Deus» (n. 21).
Fonte http://www.dehonianos.org/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

11ª Semana Comum - Terça-feira 14/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (1Rs 21,17-29)


Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Após a morte de Nabot, 17a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18“Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19Isto lhe dirás: ‘Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas!’ E acrescentarás: ‘Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’”.

20Acab disse a Elias: “Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?” Elias respondeu: “Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar.

23Também a respeito de Jezabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24Os da família de Acab, que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu’”. 25Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel.

27Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29“Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família”.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 50)


— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!


— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

— Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça!


Evangelho (Mt 5,43-48)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.



Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’ 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos.

46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

«Amai os vossos inimigos …tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu … sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste». O Baptismo tornou-nos filhos de Deus. Mas há que crescer e desenvolver essa condição. O Espírito impele-nos para a plenitude da vida filial. Há que acolher docilmente os seus impulsos. O Espírito faz crescer em nós o amor para com todos, também para com os inimigos: «Amai os vossos inimigos». Não há palavra que revele mais profundamente o coração de Jesus e o coração do Pai. É mais do que «perdoar as vossos inimigos», que já é muito. Amar quer dizer responder ao ódio com o amor. Trata-se, diríamos, de um excesso de amor. Porque, «se amar os amigos é de todos, amar os inimigos é só dos cristãos», como escreveu Tertuliano. «Jesus viveu e morreu em vão, se não aprendemos d´Ele a regular as nossas vidas pela lei eterna do amor», escreveu Gandhi. Ele quere-nos perfeitos no amor para com Deus e para com o próximo, ainda que seja um perseguidor. Jesus perdoou àqueles que o crucificaram. É por isso que Paulo, ao inculcar o amor entre os tessalonicenses, escreve: «vós próprios aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros» (1 Ts 4, 9). Como filhos de Deus, somos chamados a difundir o amor generosamente. Onde não há amor, onde nos damos conta de que não somos amados, amemos um pouco mais, com o amor que Jesus nos deu. Por isso é que mandou amar sempre.
Infelizmente nas comunidades cristãs, também nas comunidades religiosas, podem nascer inimizades, pequenas, mesquinhas, geralmente provenientes de corações tacanhos, feridos pelo ciúme e pela inveja. São inimizades que provocam muito sofrimento em quem deles é objecto, sem culpa. Valem, então, as palavras de Jesus: «Amai os vossos inimigos, fazei bem àqueles que vos odeiam (ou que, sem um verdadeiro ódio, são invejosos, ciumentos), bendizei aqueles que vos amaldiçoam (no sentido de que falam mal de vós), rezai por aqueles que vos maltratam» (não fisicamente, mas moralmente) (Lc 6, 27-28). Tudo isto, «para que sejais filhos do vosso Pai celeste, que faz nascer o sol para os bons e para os maus, e manda a chuva para os justos e os injustos... Sede, portanto, perfeitos como é perfeito o Pai celeste» (Mt 5, 45-46).
Fonte http://www.dehonianos.org/

domingo, 12 de junho de 2016

11ª Semana Comum - Segunda-feira 13/06/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (1Rs 21,1-16)


Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naquele tempo, 1Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael, ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria. 2Acab falou a Nabot: “Cede-me a tua vinha, para que eu a transforme numa horta, pois está perto da minha casa. Em troca eu te darei uma vinha melhor, ou, se preferires, pagarei em dinheiro o seu valor”.

3Mas Nabot respondeu a Acab: “O Senhor me livre de te ceder a herança de meus pais”. 4Acab voltou para casa aborrecido e irritado por causa desta resposta que lhe deu Nabot de Jezrael: “Não te cederei a herança de meus pais”. Deitou-se na cama, com o rosto voltado para a parede, e não quis comer nada.

5Sua mulher Jezabel aproximou-se dele e disse-lhe: “Por que estás triste e não queres comer?” 6Ele respondeu: “Porque eu conversei com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder a sua vinha pelo seu preço em dinheiro, ou, se preferisse, eu lhe daria em troca outra vinha. Mas ele respondeu que não me cede a vinha”.

7Então sua mulher Jezabel disse-lhe: “Bela figura de rei de Israel estás fazendo! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael”.

8Ela escreveu então cartas em nome de Acab, selou-as com o selo real, e enviou-as aos anciãos e nobres da cidade de Nabot. 9Nas cartas estava escrito o seguinte: “Proclamai um jejum e fazei Nabot sentar-se entre os primeiros do povo, 10e subornai dois homens perversos contra ele, que deem este testemunho: ‘Tu amaldiçoaste a Deus e ao rei!’ Levai-o depois para fora e apedrejai-o até que morra”.

11Os homens da cidade, anciãos e nobres concidadãos de Nabot, fizeram conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito nas cartas que lhes tinha enviado. 12Proclamaram um jejum e fizeram Nabot sentar-se entre os primeiros do povo. 13Chegaram os dois homens perversos, sentaram-se diante dele e testemunharam contra Nabot diante de toda a assembleia, dizendo: “Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei”. Em virtude disto, levaram-no para fora da cidade e mataram-no a pedradas.

14Depois mandaram a notícia a Jezabel: “Nabot foi apedrejado e morto”. 15Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: “Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael não te quis ceder por seu preço em dinheiro; pois Nabot já não vive; está morto”. 16Quando Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela tomar posse.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 5)


— Atendei o meu gemido, ó Senhor!

— Atendei o meu gemido, ó Senhor!


— Escutai, ó Senhor Deus, minhas palavras, atendei o meu gemido! Ficai atento ao clamor da minha prece, ó meu Rei e meu Senhor!

— Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.

— Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.


Evangelho (Mt 5,38-42)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte Canção Nova


Meditatio

Ao fazer memória dos mártires e dos outros santos, a Igreja proclama o mistério pascal realizado naqueles homens e mulheres que sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propondo aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus (cf CIC, 1173).
S. António de Lisboa, que hoje celebramos, foi dotado de extraordinária preparação intelectual e de grandes capacidades de comunicação. Com a sua sabedoria evangélica provocou admiração, confundiu os hereges, converteu os pecadores. Com as suas virtudes e milagres, fascinou o povo. Pregador itinerante, S. António incarnou o Evangelho de Cristo, levando de cidade em cidade a sua paz, no estilo de uma vida obediente à vontade de Deus, disponível para os incómodos e canseiras da missão, e compassivo para todas as realidades humanas provados pelo sofrimento em qualquer das suas muitas formas. Atribuía tudo ao poder da oração. O testemunho de vida de S. António reflete a envolvente beleza de quem vive permanentemente em íntima comunhão com Deus, unicamente impelido pelo desejo de cumprir a sua vontade e de manifestar o seu imenso amor por todas as criaturas. S. António, humilde e pobre, e, por isso mesmo, digno filho do Pobrezinho de Assis, deixa transparecer os grandes prodígios de Deus: os milagres físicos e espirituais que o Altíssimo realiza naqueles que confiam n´Ele, apoiados numa fé quotidiana, autêntica e inabalável.
A luz e a criatividade da Palavra escutada, meditada e rezada, produzem em S. António os frutos de uma caridade incansável, paciente, sem preconceitos e tenaz diante das dificuldades. O que mais anseia é anunciar a ternura de Deus, a sua bondade e a infinita misericórdia com que nos revela o seu coração de Pai. S. António alerta-nos para o essencial, para a amizade com Deus, fonte de todo o bem, da paz e da alegria, que nada nem ninguém nos pode jamais tirar. Meditando na sua vida, descobrimos as maravilhas da fidelidade de Deus, que segue com amor o caminho de quem procura o seu rosto, tornando-o participante dos seus dons e colaborador do seu projeto de vida sobre a humanidade.
Fonte http://www.dehonianos.org/