segunda-feira, 17 de outubro de 2016

29ª Semana Comum - Terça-feira 18/10/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (2Tm 4,10-17b)


Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 10Demas me abandonou por amor deste mundo, e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, Tito para a Dalmácia. 11Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é útil para o ministério.

12Mandei Tíquico a Éfeso. 13Quando vieres, traze contigo a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.

14Alexandre, o ferreiro, tem-me causado muito dano; o Senhor lhe pagará segundo as suas obras! 15Evita-o também tu, pois ele fez forte oposição às nossas palavras. 16Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. 17bMas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 144)


— Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

— Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!


— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

— Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

— É justo o Senhor em seus caminhos, é Santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.


Evangelho (Lc 10,1-9)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.

3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/


Meditatio
S. Lucas escreveu o terceiro evangelho, com alguns elementos que nos permitem distingui-lo dos outros três evangelistas. S. Lucas é o evangelista de Maria: só ele nos fala da anunciação, da visitação, do nascimento de Jesus e da sua apresentação no templo. É o evangelista do Coração de Jesus: é o que melhor nos revela a sua misericórdia nas parábolas da dracma perdida e reencontrada, da ovelha perdida e achada, do filho pródigo. É o evangelista da caridade: só ele narra a parábola do bom samaritano, e fala do amor de Jesus aos pobres com acentuações mais ternas do que os outros evangelistas. Apresenta-nos Jesus comovido diante do sofrimento da viúva de Naim; Jesus que acolhe delicadamente a pecadora em casa de Simão, o fariseu, e lhe assegura o perdão de Deus; Jesus que acolhe Zaqueu com tanta bondade que muda o coração ganancioso do publicano em coração arrependido e generoso.
Lucas é o evangelista da confiança, da paz, da alegria. É o evangelista do Espírito Santo. É ele que apresenta a comunidade cristã como tendo “um só coração e uma só alma”. O evangelho de Lucas revela o seu zelo missionário. Só ele fala da missão dos setenta e dois discípulos e alguns pormenores dessa missão. Há, pois, muitos tesouros a explorar na obra lucana. Havemos de fazê-lo com gratidão, entregando-nos, também nós, generosamente ao Senhor, vivendo como discípulos e carregando com Ele a nossa cruz de cada dia.
Lucas acompanhou Paulo em algumas das suas viagens missionárias e durante o cativeiro em Roma. Com a morte do Apóstolo eclipsa-se a história de Lucas. Um escrito do século III diz-nos que morreu virgem na Bitínia, com a idade de 74 anos, cheio de Espírito Santo. Uma tradição do século IV assegura-nos que derramou o sangue por Cristo. Lucas é um médico bondoso e serviçal, um literato, mas sobretudo um santo e mártir, que regou com o seu sangue as sementes do Evangelho por ele lançadas. É considerado padroeiro dos médicos, por causa das palavras de Paulo: “Saúda-vos Lucas, nosso querido médico” (Col 4, 14).
Fonte http://www.dehonianos.pt/

domingo, 16 de outubro de 2016

29ª Semana Comum - Segunda-feira 17/10/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Ef 2,1-10)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 1vós estáveis mortos por causa de vossas faltas e pecados, 2nos quais vivíeis outrora, quando seguíeis o deus deste mundo, o príncipe que reina entre o céu e a terra, o espírito que age agora entre os rebeldes.

3Nós éramos deste número, todos nós. Outrora nos abandonávamos às paixões da carne; satisfazíamos os seus desejos, seguíamos os seus caprichos e éramos por natureza como os demais, filhos da ira.

4Mas Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, 5quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos! 6Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus em virtude de nossa união com Jesus Cristo.

7Assim, pela bondade, que nos demonstrou em Jesus Cristo, Deus quis mostrar, através dos séculos futuros, a incomparável riqueza da sua graça. 8Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus! 9Não vem das obras, para que ninguém se orgulhe. 10Pois é ele quem nos fez; nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.




- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 99)


— O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.

— O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.


— Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!

— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.

— Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor, dai-lhe graças, seu nome bendizei!

— Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!


Evangelho (Lc 12,13-21)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”.

14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.

16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/



Meditatio
Havemos de nos preocupar em enriquecer, não de bens materiais, mas de caridade aos olhos de Deus. Jesus censura o homem rico, que se alegra com as riquezas, sem saber que está muito próximo da morte, pensando apenas em si mesmo, não se lembrando dos pobres.
Precisamos de enriquecer aos olhos de Deus, em caridade. Na carta aos efésios encontramos hoje um exemplo de caridade. S. Paulo escreve a pagãos convertidos ao cristianismo e celebra a unidade realizada por Deus, em Cristo, entre os Judeus, o povo eleito, e os pagãos: «Irmãos: Vós estáveis mortos pelas vossas faltas e pecados» (v. 1). O Apóstolo não mistifica a realidade: estavam em pecado. Mas continua imediatamente: «Como eles, todos nós nos comportámos outrora…de tal modo que estávamos sujeitos por natureza à ira divina, precisamente como os demais» (v. 3).
Paulo insiste sobre a sua indignidade diante de Deus. Poderia ter acumulado tesouros para si, sublinhando a riqueza religiosa dos Judeus em relação à miséria dos pagãos, e isso seria verdade, porque os judeus tinham uma vida religiosa e moral melhor do que os pagãos. Mas não o fez: pôs-se, pelo contrário, ao mesmo nível dos pagãos, com todo o seu povo, para juntamente com eles receber a graça de Deus. Isto é caridade. Escreve o Apóstolo: «Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo amor imenso com que nos amou, precisamente a nós que estávamos mortos pelas nossas faltas, deu-nos a vida com Cristo é pela graça que vós estais salvos» (vv. 4-5). Deus é rico em misericórdia e, diante d´Ele, estamos todos ao mesmo nível.
Deste modo, Paulo manifesta, em relação aos pagãos convertidos, uma caridade delicada, uma caridade que é difícil quando nos sentimos superiores aos outros que, segundo o nosso modo de ver, não fazem coisas boas (deixando subentendido: &la
quo;como as que fazemos nós»). E abandonamo-nos a um instintivo sentimento de soberba, pensando: nós não somos assim! «Obrigado, Senhor, porque não sou como os outros homens!» – rezava o fariseu (cf. Lc 18, 13).
A caridade, pelo contrário, aproxima-nos dos outros. Também nós somos capazes de fazer o mal, como e mais do que os outros e, se não o cometemos, foi por infinita bondade e misericórdia de Deus para connosco.
«Implicados no pecado, mas participantes na graça redentora…, queremos unir-nos a Cristo presente na vida do mundo e, em solidariedade com Ele e com toda a humanidade e a criação inteira, oferecer-nos ao Pai como oblação viva, santa e agradável (cf. Rm 12,1).
A nossa vocação de oblatos e reparadores, torna-nos solidários com todos os homens, também com os pecadores, em cujo número nos incluímos. Mas também queremos tornar-nos solidários com Cristo, e com os nossos irmãos na fé, para colaborarmos na sua promoção, na sua evangelização e no seu crescimento humano e espiritual. A nossa “solidariedade”, tal como a de Cristo, não deve ser somente “afectiva”: «Vendo as multidões, sentiu compaixão por elas, porque eram como ovelhas sem pastor» (Mt 9, 36); mas “efectiva”: Jesus multiplica os pães (cf. Mc 8, 1-9), cura os doentes (cf. Mt 15, 30), «anuncia a Boa Nova aos pobres» (Lc 4, 18).
Temos consciência da graça redentora, fruto do amor incomensurável de Deus para connosco. E, tal como o Pe. Dehon, queremos corresponder-lhe «com uma união íntima ao Coração de Cristo e com a instauração do seu Reino nas almas e nas sociedades» (Cst. 4), isto é, servindo o Reino e servindo os homens concretos que nos rodeiam. Este propósito há-de levar-nos ao compromisso pessoal, à acção, à “disponibilidade” para com os irmãos em necessidade. Só assim poderemos reviver a experiência do Pe. Dehon «sensível ao pecado que enfraquece a Igreja», aos «males da sociedade”, de que «descobre a causa mais profunda… na recusa do amor de Cristo». Mas também há que praticar a partilha, como nos ensina: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos com palavras, nem com a língua, mas por acções e em verdade» (1 Jo 3, 17-18; cf. Tg 2, 14-17). A insensatez do homem rico consistiu em não abrir o coração e os celeiros aos outros…
Fonte http://www.dehonianos.pt/

sábado, 15 de outubro de 2016

29º Domingo do Tempo Comum - 16/10/2016


LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Êx 17,8-13)


Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias, 8os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim. 9Moisés disse a Josué: “Escolhe alguns homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei, de pé, no alto da colina, com a vara de Deus na mão”.

10Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. 11E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec.

12Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado, sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol, 13e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 120)


— Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor, que fez o céu e fez a terra.

— Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor, que fez o céu e fez a terra.


— Eu levanto os meus olhos para os montes:/ de onde pode vir o meu socorro?/ “Do Senhor é que me vem o meu socorro,/ do Senhor que fez o céu e fez a terra!”

— Ele não deixa tropeçarem os meus pés,/ e não dorme quem te guarda e te vigia./ Oh! não! ele não dorme nem cochila,/ aquele que é o guarda de Israel!

— O Senhor é o teu guarda, o teu vigia,/ é uma sombra protetora à tua direita./ Não vai ferir-te o sol durante o dia,/ nem a lua através de toda a noite.

— O Senhor te guardará de todo o mal,/ ele mesmo vai cuidar da tua vida!/ Deus te guarda na partida e na chegada./ Ele te guarda desde agora e para sempre!


Segunda Leitura (2Tm 3,14-4,2)


Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 14Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. 15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus.

16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra.

4,1Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: 2proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Anúncio do Evangelho (Lc 18,1-8)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo:

2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’

4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’”

6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?

8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/


Meditatio
“É preciso rezar sempre sem desencorajar”. Jesus tomou o exemplo da viúva que pede obstinadamente que a justiça lhe seja feita, para ilustrar o seu convite a uma oração perseverante, também ela obstinada. Mas poderíamos esperar esta conclusão: “Se vós insistis sem cessar junto de Deus com a vossa oração, então, como o juiz, Ele acabará por ceder e atenderá o vosso pedido”. Mas não! Jesus parece incoerente. Ele diz: “E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa”. É preciso rezar longamente, com perseverança, sem desencorajar e então Deus escuta-nos depressa, sem tardar! Tudo isso não é muito lógico! Mas que quer Jesus dizer-nos? A palavra-chave é que “Deus faz-nos justiça”. É uma palavra terrivelmente ambígua. A justiça entre os homens é indispensável. Consiste em dar a cada um o que lhe é devido, a reconhecer os deveres e os direitos de cada um. Há leis para dizer quais são esses direitos e deveres, há juízes para aplicar essas leis. Mas a justiça humana é sempre muito limitada e é preciso, muitas vezes, uma longa paciência para que ela seja, ao menos um pouco, aplicada! Com Deus, as coisas não são assim. Deus não é um juiz mais perfeito que os juízes terrestres, a justiça de Deus não é um decalque eterno da justiça humana. Jesus veio revelar-nos que Deus é Amor. Desde então, Deus é justo quando a sua acção é “ajustada” ao seu ser, é justo quando ama. O mais alto degrau da justiça é perdoar e fazer misericórdia, porque aí se manifesta em plena luz a verdadeira natureza de Deus, o seu amor totalmente gratuito. É precisamente isso que pedem os “eleitos”, aqueles que compreenderam qual é a justiça de Deus: Ó Deus, dá-me o teu amor, o teu Espírito Santo, para que Ele ajuste o meu coração e toda a minha vida ao teu amor. Perdoa os meus pecados”. Esta oração, Deus atende-a sem tardar, como fez ao bom ladrão: “Hoje, estarás comigo no Paraíso”. Esta oração, posso e devo fazê-la todos os dias, sem me cansar, sem me desencorajar, porque é todos os dias que preciso de ser ajustado ao amor de Deus.
Fonte http://www.dehonianos.pt/

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

28ª Semana Comum - Sábado 15/10/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Ef 1,15-23)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 15desde que soube da vossa fé no Senhor Jesus e do vosso amor para com todos os santos, 16não cesso de dar graças a vosso respeito, quando me lembro de vós em minhas orações. 17Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19 e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. 20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.




- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 8,2-3a.4-7)


— Vós destes o domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.

— Vós destes o domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.


— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Desdobrastes nos céus vossa glória com grandeza, esplendor, majestade. O perfeito louvor vos é dado pelos lábios dos mais pequeninos.

— Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhes pusestes.


Evangelho (Lc 12,8-12)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/


Meditatio
As leituras de hoje são um convite à fé corajosa e à esperança firme na força do Espírito Santo. S. Paulo pede para os cristãos de Éfeso, sobretudo, um aumento da fé: «Irmãos: não cesso de dar graças a Deus por vós, quando vos recordo nas minhas orações; Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê o Espírito de sabedoria e que vo-lo revele, para o conhecerdes» (vv. 15-17).
Na verdade, devemos rezar sempre para termos os olhos mais abertos, isto é, para alcançarmos um conhecimento cada vez maior do mistério de Cristo, e assim progredirmos na caridade.
E o Apóstolo continua: «sejam iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais que esperança nos vem do seu chamamento, que riqueza de glória contém a herança que Ele nos reserva entre os santos e como é extraordinariamente grande o seu poder para connosco, os crentes, de acordo com a eficácia da sua força poderosa, que eficazmente exerceu em Cristo: ressuscitou-o dos mortos» (vv. 18-20). Paulo reza também para que cresça nos fiéis a esperança. E a nossa esperança fundamenta-se totalmente na Ressurreição de Cristo, na qual o Pai manifestou todo o seu poder, que agora está ao nosso dispor por meio de Jesus.
O hino de Paulo desenvolve-se, de admiração em admiração, recordando aquilo que o Pai realizou em Cristo, ressuscitando e colocando-O à sua direita na glória, constituindo-O cabeça de toda a realidade, particularmente da Igreja, que é seu corpo e plenitude.
Os pensamentos do Apóstolo são densos e difíceis de compreender. Mas podemos juntar-nos a ele na acção de graças, na admiração, na oração, pedindo que os enormes dons que Deus derramou sobre nós nos encontrem sempre disponíveis para os acolher. Então a nossa fé, a nossa esperança, a nossa caridade aumentarão a sua glória.
É bom, para nós dehonianos, meditar e rezar o plano salvífico de Deus à luz do Lado aberto do Crucificado (cf. Cst. 21) para chegarmos ao tesouro mais precioso da Igreja o Coração de Cristo (cf. Cst. 28).
Seremos assim «fortalecidos na nossa vocação» (Cst. 21), sentindo-nos cada vez mais inseridos no «movimento do amor redentor», iniciado na Criação e consumado na Morte e Ressurreição de Cristo e, solidários com Cristo, dar-nos-emos aos irmãos, com e como Ele (cf. Cst. 21).
Deste modo, a nossa oblação tornamo-nos participantes na obra de reconciliação que cura a humanidade, a reúne no Corpo de Cristo e a consagra para Glória e Alegria de Deus (cf. Cst. 25). Do “dom da fé” (Cst. 9) cheg&aacu
te;mos ao dom de nós mesmos (cf. Cst. 21) “para Glória e Alegria de Deus” (Cst. 25).
Fonte http://www.dehonianos.pt/

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

28ª Semana Comum - Sexta-feira 14/10/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Ef 1,11-14)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 11em Cristo nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a ser, para o louvor de sua glória, os que de antemão puseram a sua esperança em Cristo. 13Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, 14o que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 32)


— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!


— Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!

— Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.


Evangelho (Lc 12,1-7)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido.

3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados.

4Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno.

Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/


Meditatio
O valor e a beleza daquilo que Deus nos deu ao criar-nos e ao recriar-nos, em Jesus Cristo, deixa-nos sem palavras. Ficamos completamente espantados se pensarmos que todo esse bem foi posto nas nossas mãos e confiado à nossa liberdade. Deus manifesta uma imensa confiança em nós. Mas também nos entrega uma grande responsabilidade. Dá-nos tudo o que é preciso para correspondermos ao seu dom. Mas deixa-nos a nós determinar a nossa felicidade ou infelicidade eternas.
Deus, para nos salvar, mandou o seu Filho à terra, numa carne semelhante à nossa para poder partilhar a nossa condição. Ao lembrar-nos o nosso destino eterno, não quer que nos alheemos do mundo em que vivemos, mas manifesta-nos o seu amor e apresenta-nos uma alternativa à nossa escolha: «Amei-te com um amor eterno e criei-te para que te regozijasses comigo eternamente. Não és capaz de chegar a Mim, mas Eu vou tomar-te a meu cuidado e tornar possível esse encontro. Apenas te peço que confies em Mim e correspondas ao meu amor, dando testemunho dele com simplicidade e coragem. Sozinho nada podes: vencerão em ti o medo, a lógica do compromisso, os instintos do egoísmo e as fraquezas da tua natureza, e irás perder-me para sempre. Que queres? Escolhe!»
A nossa opção por Cristo e pelo Evangelho é garantia de salvação e felicidade eternas. De facto, Cristo é «Aquele que vive» (Ap 1, 18). A vida é a primeira realidade que S. João realça no Verbo eterno de Deus: «N´Ele estava a vida…» (1, 4) e só porque é “vida”, o Verbo é «luz dos homens» (1, 5).
Em Cristo, “primogénito” (Cl 1, 15), isto é, primeiro projectado, “primícias” dos “santos” e dos “ressuscitados” (cf. Jo 1, 17; 1 Cor 15, 20; Cl 1, 18) nós todos «fomos projectados, pensados, queridos, escolhidos e repletos de todas as bênçãos, já antes da fundação do mundo» (Ef 1, 3-6) (A. Carminati, SCJ).
«O seu Caminho é o nosso caminho», afirma o n. 12 das Consti
tuições. E nós percorremos Cristo-Caminho, com a nossa vida religiosa dehoniana, tendo fixo o olhar no Lado aberto do Crucificado e no Coração de Cristo, fonte de vida eterna (cf. Cst. 20).
Fonte http://www.dehonianos.pt/

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

28ª Semana Comum - Quinta-feira 13/10/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Ef 1,1-10)


Início da Carta de São Paulo aos Efésios.

1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus: 2a vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos os seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 7Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, 8que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. 9Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que antemão determinou em si mesmo, 10para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.



Responsório (Sl 97)


— O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

— O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.


— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte a santo alcançaram-lhe a vitória!

— O Senhor fez conhecer a salvação, e as nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

— Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!



- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Evangelho (Lc 11,47-54)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.



Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armaram ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/


Meditatio
Enquanto nas outras cartas Paulo tem acentos polémicos, fortes e até violentos para com os adversários da fé, e contra as heresias que começam a despontar na Igreja, na carta aos Efésios, que hoje começamos a escutar, revela uma serenidade e um entusiasmo que não são perturbados por qualquer polémica.
«Bendito seja o Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos altos céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que Ele nos escolheu em Cristo… Predestinou-nos para sermos adoptados como seus filhos; … derramou sobre nós a sua graça, com toda a sabedoria e inteligência. Manifestou-nos o mistério da sua vontade…». O Apóstolo está cheio de admiração pela generosidade de Deus, pelo esplendor da sua graça, pela sua imperscrutável riqueza. Mas admira, sobretudo, a Deus como fonte de unidade.
A carta aos Efésios é a carta da unidade do povo de Deus, unidade formada pela união do povo hebreu e dos pagãos na única Igreja de Deus. É este o grande mistério que Paulo admira. Hebreus e pagãos são chamados a ser herdeiros da mesma promessa. Este mistério, que não fora revelado às gerações passadas, é agora revelado pelo Espírito. Daí o espanto de Paulo.
Parecia que Deus se limitava a pensar e a cuidar de um só povo, o povo hebreu. Agora, fica-se a saber que Deus escolhera esse povo em vista da salvação de todos os povos. O plano de Deus não é limitado, mas estende-se a todos os homens. A generosidade de Deus é ilimitada.
Esta revelação provocou uma esp&eacute
;cie de ciúmes nos hebreus, que se fecharam nos seus privilégios. Mas a sua recusa assinalou a reconciliação do mundo (cf. Rm 11, 15). Jesus, como lemos no Evangelho, convidou insistentemente o seu povo a ser generoso para com Deus, a aceitar que os seus privilégios sejam partilhados por outros, a alegrar-se pela conversão dos pecadores, a não ficar triste como o irmão mais velho quando o Pai faz festa pelo regresso do filho pródigo.
Deus quer-nos de coração aberto para acolher todos aqueles que a sua generosidade acolhe. É o que faz Paulo: não tem inveja dos seus compatriotas e alegra-se com a chamada dos pagãos à fé e à herança. Para ele, é uma enorme graça poder anunciar a todos os povos as insondáveis riquezas de Cristo.
Cada um de nós, dehonianos, há-de unir-se cordialmente ao hino de acção de graças do Apóstolo, porque também nós somos herdeiros de gente a quem Deus alargou os dons da sua graça, e porque também nós somos chamados a anunciar esse projecto a todos os nossos contemporâneos. Nós personalizamos e vemos realizado este “projecto de salvação” e este “desígnio de amor” na experiência de fé do P. Dehon (cf. Cst. 2) e dos nossos primeiros religiosos (cf. Cst. 16), na nossa experiência de fé. Numa palavra, vemo-lo realizado na “história” passada, presente e futura da congregação, que se desenvolveu e se desenvolve, «nutrindo-se daquilo que a Igreja, iluminada pelo Espírito, retira constantemente do tesouro da sua fé» (Cst. 15). A vida da congregação é, de facto, uma pequena história da salvação. O Deus de Abraão, Isaac e Jacob, o Pai de Jesus, não é uma abstracção filosófica, mas revela-se concretamente actuando na história e na vida, em particular na Igreja, por meio do Espírito, fonte de todo o carisma e, portanto, do carisma de fundador do P. Dehon.
Fonte http://www.dehonianos.pt/

terça-feira, 11 de outubro de 2016

28ª Semana Comum - Quarta-feira 12/10/2016

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA DIÁRIA

Primeira Leitura (Est 5,1b-2; 7,2b-3)


Leitura do Livro de Ester:

1bEster revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.

7,2bEntão, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”.

3Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 44)


— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ que o Rei se encante com vossa beleza!

— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ que o Rei se encante com vossa beleza!


– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ “Esquecei vosso povo e a casa paterna!/ Que o Rei se encante com vossa beleza!/ Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ que o Rei se encante com vossa beleza!

— O povo de Tiro vos traz seus presentes,/ os grandes do povo vos pedem favores./ Majestosa, a princesa real vem chegando,/ vestida de ricos brocados de ouro.

— Em vestes vistosas ao Rei se dirige/ e as virgens amigas lhe formam cortejo;/ entre cantos de festa e com grande alegria,/ ingressam, então, no palácio real”.


Segunda Leitura (Ap 12,1.5.13a.15-16a)


Leitura do Livro do Apocalipse de São João:

1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.

13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino.

15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16aA terra, porém, veio em socorro da mulher.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Anúncio do Evangelho (Jo 2,1-11)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.

4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.

5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser!”.

6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.

7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água!”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala!”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.

10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”

11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.
Fonte http://liturgia.cancaonova.com/


Meditatio
Jesus acusa os educadores do seu povo, dizendo que, em vez de favorecerem a liberdade, a dificultam. A educação deve conduzir para a liberdade, formando o coração. Por vezes, os educadores insistem demasiadamente sobre aspectos exteriores, descuidando a formação da consciência e do coração. Assim, formam escravos e não homens livres: «car¬regais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos» (Lc 11, 46), «pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e desprezais a justiça e o amor de Deus» (v. 42). A perfeição nas coisas exteriores alimenta a soberba do educador. Mas o esforço por libertar o coração torna-o humilde, porque sabe que ele mesmo ainda não está completamente livre.
Na carta aos Gálatas, S. Paulo vai no mesmo sentido quando contrapõe a carne e o Espírito. A carne é o homem natural, corrompido pelo pecado original, que realiza actos que impedem a liberdade e levam à escravidão. Contra estes actos, a Lei apenas dispõe de proibições: «Não farás… Não dirás…», indicando o indispensável para não desagradar a Deus. O Espírito, pelo contrário, faz-nos actuar no amor, que não se contenta com uma observância mínima, mas tende à plenitude, a liberdade de nos darmos, de nos entregarmos totalmente. E o mesmo Espírito faz-nos descobrir uma imensa riqueza nesta doação total: «o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, continência» (vv. 22-23). «Contra tais coisas não há lei» (v. 23), acrescenta S. Paulo. De facto, no Espírito vive-se livres, alegremente livres e cheios de paz.
O dom do Espírito vêm-nos, como sabemos, do sacrifício de Jesus, sacrifício total, fruto do seu amor oblativo, donde brota a liberdade total do Ressuscitado.
Como cristãos e dehonianos, somos convidados a converter-nos a uma fé cada vez mais concreta: a fé das “obras” e da “verdade” (1 Jo 3, 18), a converter-nos às obras do Espírito, como exorta S. Paulo, depois de ter excluído as obras da carne (cf. Gl 5, 19-21); irradiar os frutos do Espírito: «O fruto do Espírito é…, caridade, alegria, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, temperança… Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e apetites (é a morte progressiva ao “homem velho”: Ef 4, 22). Se vivemos pelo Espírito, caminhemos também segundo o Espírito» (Gl 5, 22.24-25).
Pode afirmar-se que o único “fruto do Espírito” é o amor oblativo. Todavia o campo do amor oblativo, ou caridade, é imenso. Por isso, o Apóstolo define os sinais que o manifestam: a alegria e a paz: ser criaturas de alegria e de paz. É o apostolado mais urgente no nosso mundo tão triste e tão carecido de paz; mas é um apostolado necessário tamb&eac
ute;m para as nossas comunidades, onde é precisa tanta paciência (para saber compreender os irmãos, sabê-los aceitar, ser misericordiosos, perdoar), tanta bondade (ter bom coração e manifestá-lo), tanta benevolência (ou disponibilidade para o serviço). Mas também são precisas condições para irradiar estes frutos do Espírito: a fidelidade a Cristo, a mansidão que está sempre unida à humildade (“aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração: Mt 11, 29), a temperança (ou auto-domínio), isto é, deixar-se guiar nos pensamentos, desejos, afectos, palavras, acções, não pelo próprio “eu”, muitas vezes egoísta, mas pelo Espírito de Deus. É evidente que tudo isto não se realiza num dia; supõe um «encontro frequente com o Senhor na oração» (Cst. 144) e «a conversão permanente ao Evangelho» (Cst. 144).
Fonte http://www.dehonianos.pt/