quinta-feira, 6 de agosto de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 07/08 - Tome sua cruz e siga-me! - Mt 16,24-28



Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida? Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade, vos digo: alguns dos que estão aqui não provarão a morte sem antes terem visto o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

No Evangelho, Jesus instrui seus discípulos e cada um de nós sobre as disposições necessárias para o seu seguimento. O discípulo de Jesus, a exemplo de seu Mestre, é convidado a tomar a sua cruz todos os dias e a ser promotor da paz e testemunha do amor.
Divino Espírito Santo, necessitamos muito de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir. Temos necessidade de vós, para que o nosso coração, inundado pela vossa consolação, se abra e que, muito além das palavras e dos conceitos, possamos perceber a vossa presença. Iluminai a nossa mente, movei o nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

Faça uma leitura atenta do Evangelho. O que o texto diz? Destaque as instruções que Jesus dá aos discípulos. Qual é o convite central do texto? A quem é dirigido? Retome as expressões que chamaram a sua atenção.
"Jesus e os discípulos iniciam a caminhada com destino a Jerusalém, onde ele pressente o confronto fatal com as autoridades do Templo; por isso, é repreendido por Pedro. Após censurar, Jesus reforça a instrução quanto ao despojamento e à disponibilidade que eles devem assumir.
'Renunciar a si mesmo' é abandonar as propostas sedutoras de sucesso e segurança oferecidas pelos poderosos deste mundo, particularmente pelos meios de comunicação, as quais escravizam os 'incluídos' e arrasam os excluídos. Encontrar a vida é assumir a bem-aventurança dos pobres e colocar-se a serviço dos irmãos. 'Carregar a sua cruz' significa enfrentar as dificuldades e sofrimentos impostos por um sistema capitalista perverso a quem nele não se insere, vivendo a liberdade dos filhos de Deus. É a bem-aventurança dos perseguidos por sua adesão à causa da justiça. O dito final (v.28) é independente e aparece nos três sinóticos. Exprime a tardia compreensão dos discípulos da atualidade do Reino, após a morte de Jesus." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim, hoje? O que significa "tomar a cruz" no seguimento de Jesus? E o que significa "perder a vida" por causa de Jesus? O que o Senhor pede a mim neste dia? Quais são as minhas disposições para o seguimento de Jesus?
Todo cristão é convidado ao seguimento de Jesus nas suas diversas expressões. O seguimento é um processo de chamado, adesão e resposta. É, ao mesmo tempo, um caminho de identificação com o Mestre e, para isso, é preciso assumir algumas exigências próprias do seguimento: deixar pai e mãe, tomar a sua cruz, perder a vida... Ou seja, é preciso fazer opções e orientar toda a vida ao projeto de Jesus. É o próprio Senhor quem nos diz: "Quem não renunciar a seus bens, não pode ser meu discípulo" (Lc 14, 33). Ele também nos pede que confiemos na força que vem de Deus e na sua presença: "Eu estarei convosco sempre, até o fim do mundo" (Mt 28, 20).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado no sentido da santa Igreja. Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa. Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde e fielmente, a vontade do Pai. Amém. (Paulo VI)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é o novo olhar que nasceu em mim a partir da Palavra?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet
 
COMENTÁRIOS
A entrega radical da vida a Deus e ao próximo

A incredulidade dos discípulos se manifesta na atitude de Pedro, que tenta dissuadir Jesus de prosseguir o seu caminho. Era inconcebível para um judeu do tempo de Jesus pensar num Messias que tivesse de passar pelo sofrimento e a morte. Certamente o anúncio da paixão e morte de Jesus foi frustrante para Pedro, assim como para os discípulos, de modo geral (cf. Lc 24,16-21). O Messias que anuncia sua paixão e morte não é o Messias que Pedro esperava e pensava ter encontrado. O ensinamento de Jesus ainda não tinha penetrado o mais profundo do coração de Pedro para poder converter sua mentalidade. Por isso, Jesus o acusa de não pensar nas coisas de Deus, mas de modo puramente humano, sem se deixar iluminar e mover pela vontade de Deus. Há uma condição indispensável para seguir Jesus: confiança nele. “Renunciar a si mesmo” não significa negar-se ou anular-se, tampouco negar a própria história, mas viver a existência humana impulsionado por esse dinamismo de entrega radical da vida a Deus e ao próximo. “Renunciar a si mesmo” é a opção por viver a vida de Deus, sem perder o que lhe é próprio; é viver o caminho de Jesus como graça; enfim, é renunciar a todo tipo de egoísmo para ser “como o Mestre”.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=07%2F08%2F2015#ixzz3i5NQ8YpF 
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EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 06/08 - A transfiguração de Jesus - Mc 9,2-10



Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João e os fez subir a um lugar retirado, no alto de uma montanha, a sós. Lá, ele foi transfigurado diante deles. Sua roupa ficou muito brilhante, tão branca como nenhuma lavadeira na terra conseguiria torná-la assim. Apareceram-lhes Elias e Moisés, conversando com Jesus. Pedro então tomou a palavra e disse a Jesus: “Rabi, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Na realidade, não sabiam o que deviam falar, pois eles estavam tomados de medo. Desceu, então, uma nuvem, cobrindo-os com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: "Este é o meu Filho amado. Escutai-o!" E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém: só Jesus estava com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos. Eles ficaram pensando nesta palavra e discutiam entre si o que significaria esse "ressuscitar dos mortos".

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Na liturgia de hoje recordamos a Transfiguração do Senhor. "Da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho amado. Escutai-o!"(Mc 9,7). Este é também o convite que a Palavra faz a cada um de nós. Acolhamos o que o Senhor quer nos dizer hoje através da sua Palavra.
Rezemos: Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto do Evangelho? Quais personagens estão presentes na narrativa? Qual é o tema central do texto? Qual mensagem o evangelista está nos transmitindo? Quem é Jesus? Qual pedido é dirigido aos apóstolos?
"Esta narrativa da transfiguração revela a dignidade e a glória já presentes na humanidade de Jesus, o que não era ainda percebido pelos discípulos. Ela tem o objetivo pedagógico de instrução das comunidades, as quais vão compreendendo-o progressivamente.
O que significaria esse 'ressuscitar dos mortos'? Nenhuma resposta teórica esgota o seu significado. O que os discípulos experimentaram foi o amor de Jesus, Filho de Deus, que glorifica o Pai no cumprimento de sua missão. Envolver-se nos laços desse amor, nas relações humanas, na família, na comunidade, na sociedade, é entrar em comunhão com o amor e a vida eterna de Deus." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

"Quando o Senhor se transfigura diante de Pedro, Tiago e João, eles ouvem a voz de Deus Pai, que diz: 'Este é o Meu Filho! Escutai-O!'. A graça de ouvir Jesus. Por quê? Para alimentar a nossa fé com a Palavra de Deus. E esta é uma tarefa do cristão. (...) A primeira tarefa do cristão é ouvir a Palavra de Deus, ouvir Jesus, porque Ele nos fala e nos salva com a sua Palavra. E Ele torna mais firme, mais forte a nossa fé, com esta Palavra. Escutai Jesus! 'Mas, padre, eu escuto Jesus, escuto-o tanto!'. Sim? O que escutas?, Ouço o rádio, a televisão, as conversas das pessoas...'. Ouvimos tantas coisas durante o dia, tantas coisas... Mas faço-vos uma pergunta: dedicamos um pouco de tempo, todos os dias, a ouvir Jesus, a ouvir a Palavra de Jesus? Em casa, temos o Evangelho? E ouvimos todos os dias Jesus no Evangelho, lemos um trecho do Evangelho? Ou temos medo disto, ou não estamos habituados? Escutar a Palavra de Jesus, para nos alimentar! Isto significa que a Palavra de Jesus é o alimento mais forte para a alma: alimenta a nossa alma, alimenta a nossa fé! Eu vos sugiro, que dediqueis todos os dias alguns minutos a ler um lindo trecho do Evangelho e a ouvir o que ele descreve. Ouvir Jesus, e aquela Palavra de Jesus todos os dias entra no nosso coração e torna-nos mais fortes na fé."(...)(Homilia do Papa Francisco, 16/03/2014, disponível em http://w2.vatican.va).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Em silêncio, faça sua oração. Agradeça pela riqueza da Palavra de Deus e pelos ensinamentos escondidos em cada palavra.


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Com a Palavra na mente e no coração, qual atitude me proponho a viver no dia de hoje?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet
 
COMENTÁRIOS
A ação de Deus na vida de Jesus

O relato da transfiguração é uma prolepse da ressurreição de Jesus Cristo e uma ocasião para a afirmação, da parte do Pai, da filiação divina de Jesus. É sobre uma montanha que Jesus sobe com três dos seus discípulos. A montanha é, para a tradição bíblica, o lugar da revelação de Deus e de seus desígnios (cf. Ex 3,1ss). Os seis dias mencionados no início do relato referem-se à conversa de Jesus com os discípulos e a multidão, cujo tema central era o seu destino pessoal. O passivo divino “foi transfigurado” indica que foi Deus quem transfigurou o seu Filho bem amado. A ação de Deus na vida de Jesus tem um reflexo luminoso que atinge todo o seu ser, e que tem reflexo no corpo, através do qual a pessoa é reconhecida na sua identidade pessoal e inalienável. As presenças de Elias e Moisés, na glória de Deus, conversando com Jesus apontam para a ressurreição de Jesus e indicam que todo o Antigo Testamento dá testemunho do que será, em seguida, dito pela voz celeste, a saber, que Jesus é o Filho de Deus. A palavra de Pedro a Jesus é a reação dele diante do acontecido; aos discípulos significa acolherem a revelação da divindade e filiação divina de Jesus. Para a comunidade cristã que lê o relato é exigida a escuta de Jesus, pois é através dela que se chega a conhecer o mistério de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5308#ixzz3i39pkhqE 
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 05/08 - Mulher, grande é tua fé! - Mt 15,21-28



Partindo dali, Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia. Uma mulher cananeia, vinda daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim: minha filha é cruelmente atormentada por um demônio!”. Ele não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. Ele tomou a palavra: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel". Mas a mulher veio prostrar-se diante de Jesus e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!”. Ele lhe disse: "Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos". Ela insistiu: "É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!" Diante disso, Jesus respondeu: “Mulher, grande é tua fé! Como queres, te seja feito!”. E a partir daquela hora, sua filha ficou curada.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

"Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim!". O clamor da mulher cananeia é uma verdadeira profissão de fé. Ela reconhece Jesus como o Salvador. Entremos com profundidade no texto bíblicos para que ele nos revele o Senhor e nos leve ao seu encontro.
Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Quem são os personagens da narrativa? Podemos identificar elementos de ruptura, superação ou mudança no texto? A mulher não acreditava no Deus de Israel, por que então procura por Jesus? Quais elementos nos falam da abertura da mensagens de Jesus aos pagãos? Diante da atitude da mulher cananeia, qual é a constatação de Jesus?
"Mateus adapta a narrativa de Marcos ao contexto de sua comunidade de cristãos oriundos do judaísmo.
Jesus parte para a região de Tiro e Sidônia, que são cidades gentílicas execradas pela tradição do judaísmo. Uma mulher desta região, identificada simplesmente a Cananeia, vem a Jesus. Ela pede a libertação da sua filha. Está atormentada pelo demônio da exclusão religiosa do judaísmo. Os discípulos incomodam-se com a insistência da mulher, pedindo que Jesus a mande embora.
Duas falas, uma seletiva, outra discriminatória, são atribuídas a Jesus. São próprias da instituição judaica. Porém, o lugar central é a mulher, sua fala, sua insistência. Revelam uma fé que move o coração de Jesus. A filha é libertada. A cananeia tem também direito ao pão que significa o banquete do Reino." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim? Qual é a mensagem que a atitude da mulher cananeia me faz refletir? O que o Senhor pede a mim hoje? Também sou uma pessoa de fé?
Em seu comentário ao texto do Evangelho, papa Francisco nos diz: "Em síntese, trata-se da história de uma mãe que 'se tinha exposto ao risco de fazer má figura mas insistiu' por amor da sua filha. E provindo 'do paganismo e da idolatria, encontrou a saúde para a sua filha'; e para si mesma 'encontrou o Deus vivente'. O Papa explicou que 'o seu é o caminho de uma pessoa de boa vontade que procura Deus e o encontra'. Pela sua fé 'o Senhor abençoa-a'. Mas é também a história de tantas pessoas que ainda hoje 'percorrem este caminho'. E 'o senhor espera' estas pessoas, movidas pelo Espírito Santo. 'Todos os dias na Igreja do Senhor há pessoas que percorrem este caminho, silenciosamente, para encontrar o Senhor', precisamente 'porque se deixam impulsionar pelo Espírito Santo'." (Papa Francisco, meditação matinal, 20/02/2014, disponível na íntegra em http://w2.vatican.va)
3- ORAÇÃO (VIDA)

Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso ‘sim’
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós.
Amém. Aleluia!
(Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

De que forma a Palavra de Deus estará presente neste meu dia? O que desejo colocar em prática segundo os ensinamentos de Jesus?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet
 
COMENTÁRIOS
A profissão de fé no Messias

Trata-se de justificar a abertura da mensagem cristã aos pagãos, e de admiti-los à mesa da eucaristia. Jesus vai para a região de Tiro e de Sidônia, região pagã. Quem diz pagão, diz impuro. Assim como os discípulos na barca, ameaçados pelas ondas e o vento contrário, gritam de medo (cf. 14,26), e Pedro: “Senhor, salva-me” (14,30), a mulher grita: “Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim”. O seu grito é uma profissão de fé no Messias, descendente de Davi. A razão de sua súplica veemente é sua filha “atormentada por um demônio”. Jesus nada diz. O silêncio de Jesus abre espaço para a intervenção dos discípulos que desejam que Jesus a despeça, pois ela gritava atrás deles. A resposta de Jesus é coerente com as instruções do discurso sobre a missão (cf. 10, 6). Ele se admirou da fé dela: “Mulher, grande é a tua fé”. A fé da mulher permite a Jesus realizar o que ela suplica. A fé abre para os pagãos as portas do Reino dos céus. É a fé que permite à mulher cananeia ver e reconhecer Jesus como o Salvador de toda a humanidade.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=05%2F08%2F2015#ixzz3hu7Av7am 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 04/08 - Coragem! Sou eu. Não tenhais medo! - Mt 14,22-36



Logo em seguida, Jesus mandou que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, subiu à montanha, a sós, para orar. Anoiteceu, e Jesus continuava lá, sozinho. O barco, entretanto, já longe da terra, era atormentado pelas ondas, pois o vento era contrário. Nas últimas horas da noite, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: "É um fantasma". E gritaram de medo. Mas Jesus logo lhes falou: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!" Então Pedro lhe disse: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água". Ele respondeu: "Vem!" Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, sentindo o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!" Jesus logo estendeu a mão, segurou-o e lhe disse: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?" Assim que subiram no barco, o vento cessou. Os que estavam no barco ajoelharam-se diante dele, dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!" Após a travessia, aportaram em Genesaré. Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; suplicavam que pudessem ao menos tocar a franja de seu manto. E todos os que tocaram ficaram curados.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Os discípulos, em meio às ondas agitadas pelo mar, não reconhecem o Senhor que vem até eles caminhando sobre as águas, e ficam apavorados. Mas, aos poucos, tomam consciência da presença de Jesus, sempre solidário e protetor, e acolhem suas palavras encorajadoras: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!". Que a Palavra de Deus renove em nós a fé e nos ajude a enfrentar as adversidades da vida, depositando nossa confiança no Senhor.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Leia-o pausadamente. Qual é o contexto da narrativa? Qual é o tema que o evangelista deseja transmitir? Além de noite e escuridão, quais são as palavras simbólicas que você identifica no texto?
"Após a partilha dos pães, Jesus envia os discípulos de barco, enquanto despede-se das multidões e recolhe-se para orar.
O temor dos discípulos diante do mar agitado, o não reconhecimento de Jesus que se aproxima e a vacilação de Pedro ao caminhar ao encontro de Jesus são expressões da incompreensão que ainda existia diante da missão de Jesus e de sua própria pessoa.
Mateus faz um contraste. Enquanto os discípulos na barca não reconheceram Jesus, ao chegarem a Genesaré, uma região periférica do judaísmo, os habitantes o reconhecem." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim? Leia-o pausadamente e repita as palavras que chamaram a sua atenção. Quais são as águas agitadas que vivo ou preciso enfrentar? Jesus está no barco comigo? Reconheço o Senhor que se aproxima do meu barco e confio em suas palavras: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!"?
Para reconhecermos a presença do Senhor Ressuscitado nos momentos difíceis da vida, necessitamos de muita fé. Mas nós não precisamos temer, pois o Ressuscitado está no nosso meio, está junto de nós. Que possamos sempre acolher as palavras encorajadoras de Jesus: "Sou eu. Não tenhais medo!", sobretudo nos momentos de dificuldades e temores.
3- ORAÇÃO (VIDA)

"Senhor Jesus, tu és o Caminho. Em meio a sombras e luzes, alegrias e esperanças, tristezas e angustias, Tu nos levas ao Pai. Não nos deixes caminhar sozinhos. Fica conosco, Senhor!
Tu és as Verdade. Desperta nossas mentes e faze arder nossos corações sedentos de justiça e santidade. Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti. Fica conosco, Senhor!
Tu és a Vida. Abre nossos olhos para Te reconhecermos no 'partir o Pão', sublime sacramento da Eucaristia. Alimenta-nos com o Pão da Unidade. Sustenta-nos em nossos sofrimentos, faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos. Fica conosco, Senhor!
Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no vigor do Espírito Santo, faze-nos teus discípulos missionários. Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser alegres no Caminho para a Terra Prometida. Corajosas testemunhas da Verdade libertadora. Promotores da vida em plenitude. Fica conosco, Senhor! Amém". (Oração composta pela Arquidiocese de Brasília)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

A Palavra de Deus encontrou sintonia em minha vida? Qual é o apelo que desejo colocar em prática neste dia?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet

 
COMENTÁRIOS
A falta de fé

Jesus está continuamente a caminho, deslocando-se de uma margem a outra do mar, de uma aldeia a outra e de uma região a outra. Passa por todos os lugares, visita todas as situações em que a vida humana acontece. Esse episódio de Jesus caminhando sobre o mar encontra-se também em Marcos e João, com a particularidade própria a cada evangelista (Mc 6,45-52; Jo 6,16-21). No Antigo Testamento, é Deus quem domina o mar (Sl 89,9-10). Para o imaginário do homem bíblico, o mar é símbolo do mal e da morte. Diante dele o ser humano sente uma força indomável. Recolhido em sua oração, Jesus vê a dificuldade da travessia em razão do vento contrário. Ao amanhecer, Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre as águas . O Senhor não é alheio às dificuldades da vida humana, e nenhuma súplica do ser humano cai no vazio. O novo Pastor de Israel, que sustenta o seu povo pela palavra e por sua vida, é aquele que, como Deus, tem o poder sobre o mal e a morte. Diante dele o mal não triunfa e a agitação e o medo são vencidos por uma Palavra e uma presença que transformam: “Coragem, sou eu!”. A falta de fé, no entanto, impede de reconhecer no episódio dos pães a força e o sustento para viver com fé o tempo da adversidade e da ameaça do mal. A intervenção de Pedro é própria a Mateus e visa mostrar o seu itinerário de fé. Quando ele fraqueja e afunda, o Senhor o salva.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


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Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 03/08 - A multidão, os cinco pães e os dois peixes - Mt 14,13-21



Ao ser informado da morte de João, Jesus partiu dali e foi, de barco, para um lugar deserto, a sós. Quando as multidões o souberam, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”. Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Vós mesmos dai-lhes de comer!”. Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". Ele disse: "Trazei-os aqui". E mandou que as multidões se sentassem na relva. Então, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

No início de mais uma nova semana, o Evangelho nos relata o encontro de Jesus com a multidão que vai ao seu encontro. Ao vê-la, Jesus encheu-se de compaixão, curou os doentes e partilhando os pães e os peixes, alimentou os famintos. O Mestre nos ensina o valor da partilha, gesto concreto do amor.
Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Por que Jesus se preocupa em alimentar a multidão? Com seus gestos, qual convite Jesus, hoje, nos faz? O que representa a partilha dos cinco pães e dos dois peixes?
"Esta narrativa da partilha dos pães entre Jesus, seus discípulos e a multidão encontra-se nos quatro evangelistas. Contudo, Marcos e Mateus apresentam uma segunda partilha, bastante semelhante, como que em reprise desta primeira; porém, diferencia-se na medida em que a primeira acontece na Galileia e a segunda, em território exclusivo de gentios, fora da Galileia.
João Batista, que com seu anúncio do Reino de justiça atraia a si as multidões, foi preso e executado por Herodes, no que teve o apoio dos chefes religiosos das sinagogas e do Templo de Jerusalém. Eles temiam João por seu anúncio libertador, conclamando à prática da justiça, e pela sua grande acolhida entre as multidões. Jesus percebe que ele próprio também é passível de sofrer o mesmo processo repressivo. Assim, retira-se para um lugar isolado com seus discípulos, indo de barco através do lago da Galileia (chamado mar da Galileia). As multidões, sabendo da sua partida, seguiram a pé pela margem do lago, acompanhando-o. Quando Jesus desembarca, já encontra a multidão e, ao ver-lhe a carência e as necessidades, sente compaixão, passando a curar os doentes.
A presença dos doentes entre as multidões exprime uma situação de exclusão social, que favorece o surgimento e a proliferação das doenças. É muito expressiva a compaixão que invade Jesus diante dessas multidões. A menção das curas sugere o seu empenho em promover a vida entre esses excluídos.
Ao entardecer, os discípulos percebem as necessidades das multidões e sugerem que sejam enviadas para comprar comida. Jesus, porém, mostra-lhes outra solução: "Vós mesmos dai-lhes de comer". Os discípulos alegam, então, que têm apenas alguns pães e peixes. Jesus pede que sejam trazidos e, em seguida, os abençoa e os parte. Os discípulos os distribuem. O gesto toca o coração dos demais, que traziam reservadamente seu alimento. Eles também partilham, e todos são satisfeitos. A partilha é o gesto concreto do amor. O amor é contagioso e transforma a comunidade." (...) (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim? Qual é a provocação que a Palavra me faz? Acredito na força da partilha? Quais "pães" e "peixes" tenho para partilhar no dia de hoje?
"Na partilha se dá a abolição de uma sociedade escrava do mercado pela implantação da nova sociedade livre, justa e fraterna. A bênção de Jesus sobre os pães e peixes trazidos pelos discípulos significa redirecionar a Deus aquilo que é de Deus, bem como desvincular os bens da posse excludente para libertar o dom de Deus em sua criação, colocando-o ao alcance de todos. A bênção liberta também o coração, e a generosidade leva à partilha e à saciedade de todos. A sobra indica a eficiência da generosidade. A partilha é a expressão do amor de Jesus. Nada nos separa desse amor, que se manifesta, hoje, nas pessoas e comunidades que buscam a justiça e constroem a fraternidade." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Com a oração do Pai Nosso, pedimos ao Senhor que nos conceda o pão de cada dia, a nós e a todos que dele necessitam. Que saibamos ser fraternos, e nosso coração compreenda o dom de partilhar.
Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é o novo olhar que nasceu em mim a partir da Palavra? Quais apelos recebi e compromissos que desejo concretizar em minha vida?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet
 
COMENTÁRIOS
Jesus se compadece da multidão

De Nazaré Jesus volta para as margens do mar da Galileia e de lá para um lugar afastado, para estar a sós. Essa observação é importante: Jesus toma distância das muitas atividades. Mesmo se retirando, Jesus recebe as multidões que o procuram e vão até ele. Compadecido, ele cura os doentes. A compaixão é um sentimento divino que leva Jesus a socorrer as pessoas em suas necessidades. A sugestão dos discípulos de despedir a multidão é razoável: o lugar é distante, a hora avançada e não há o suficiente para alimentar tanta gente. Jesus, no entanto, se recusa a fazê-lo. É ocasião para que o leitor do evangelho compreenda que o alimento do povo que o Cristo reúne é de outra natureza. O texto da multiplicação dos pães tem forte conotação eucarística. A vida do Senhor entregue para a salvação de todos é o alimento espiritual que sustenta o povo de Deus em marcha. O alimento material remete ao alimento espiritual. Esse é o alimento que sustenta abundantemente; não se compra nem se vende e é dado gratuitamente para a vida do mundo.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5305#ixzz3hl5hIXMo 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

sábado, 1 de agosto de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 02/08 - Eu sou o pão da vida - Jo 6,24-35



Quando a multidão percebeu que Jesus não estava aí, nem os seus discípulos, entraram nos barcos e foram procurar Jesus em Cafarnaum. Encontrando-o do outro lado do mar, perguntaram- lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados. Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois a este, Deus Pai o assinalou com seu selo”. Perguntaram então: “Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?”. Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “Que sinais realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: ‘Deu-lhes a comer o pão do céu’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu. É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Eles então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum. No Evangelho, Jesus apresenta-se como o "pão" da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede." (Jo 6,35) Com o coração dócil e atento, acolhamos o que o Senhor quer nos dizer hoje através da sua Palavra.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o Evangelho? Por que a multidão seguia Jesus? Quais questionamentos a multidão apresenta para Jesus? Quais são as orientações de Jesus presentes no texto? O que significa a proclamação de Jesus: "Eu sou o pão da vida"?
"João desenvolve o capítulo 6 de seu evangelho com a centralidade no tema do pão. Começando com a partilha feita com os discípulos e com a multidão que a ele acorria, no alto da montanha, dá continuidade ao tema com um longo discurso de Jesus que se inicia com a proclamação: 'Eu sou o pão da vida...'. Jesus, o enviado de Deus, é o pão do céu, é o pão da vida eterna.
Na montanha, na outra margem do mar da Galileia, a multidão ficou satisfeita e tomada de entusiasmo com a ação de graças de Jesus, concretizada na partilha do pão. Tendo Jesus se esquivado da multidão, esta vai a sua procura em Cafarnaum. Jesus é direto: 'estais me procurando... porque comestes o pão e ficastes saciados... trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna...'. Diante da pergunta que lhe fizeram sobre o que fazer para trabalhar nas obras de Deus, Jesus responde que a obra de Deus está em acreditar nele, enviado do Pai, pois nele se realiza esta obra que consiste em fazer a vontade do Pai, que é dar vida, e vida eterna, ao mundo. O crer em Jesus é transformar-se no homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade.
Ainda incrédulos e apegados a suas tradições, sem a abertura à novidade de Jesus, pedem sinais espantosos, como os de Moisés com o maná no deserto. Querem um messias poderoso, mesmo que seja opressor e explorador. Não entenderam o sinal da partilha antes ocorrido. Contudo, esta tradição do maná ('pão') caído do céu está superada. O maná é alimento para um só dia, não salva da morte. O verdadeiro pão do céu é Jesus, que é dado pelo Pai ao mundo e que permanece para a vida eterna. A multidão se sensibiliza e pede a Jesus: 'Senhor, dá-nos sempre desse pão!'. De modo semelhante, a samaritana pediu: 'Dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede', quando Jesus ofereceu a fonte de água que jorra para a vida eterna (Jo 4,14-15). Ir a Jesus, pão da vida, e crer, é encontrar em Deus a vida e a paz.
O sinal de Jesus é o dom de si mesmo, no resgate e no cultivo da vida. É a transformação das pessoas, que, acolhendo o seu amor, passam a ser também fonte de vida para outros. Jesus foi todo ele doação, serviço e amor a todos. Ir a Jesus é segui-lo neste seu projeto de vida. Crer nele é fazer a vontade do Pai e entrar na eternidade. Não mais ter fome, nunca mais ter sede." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim? Qual é a provocação que a Palavra me faz? Qual palavra do texto encontrou profunda sintonia com a minha vida, com as minhas atitudes? O que o texto comunica para as diversas realidades vividas pela humanidade, hoje? Acolho o Senhor, Pão da Vida, para que Ele sacie a minha fome e sede de vida plena? Quais sentimentos o texto despertou em mim?
3- ORAÇÃO (VIDA)

É o momento do diálogo com Deus, em resposta ao que Ele revelou por meio de sua Palavra. Silencie o coração e faça a sua prece. Agradeça ao Senhor que se dá em alimento para que tenhamos vida plena.
Agosto é o mês vocacional. E neste domingo rezamos pelas vocações aos Ministérios ordenados. Conclua sua Leitura orante pedindo ao Senhor que envie operários para a messe.

"Senhor da Messe e pastor do rebanho
faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: 'Vem e segue-me.
Derrama sobre nós o teu Espírito,
que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz.
Senhor, que a messe não se perca por falta de operários,
desperta nossas comunidades para a missão,
ensina nossa vida a ser serviço,
fortalece os que querem dedicar-se ao Reino na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, diáconos e ministros.
Dá perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder o SIM. Amém." (Fonte: www.cnbb.org.br)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia. O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet
 
COMENTÁRIOS
Procurar pelo Senhor e não por suas obras

Depois do episódio dos pães, em que a multidão comeu à saciedade, e ante a tentativa de proclamá-lo rei, Jesus se retira, sozinho, ao monte (Jo 6,15). Jesus rejeita terminantemente qualquer tentativa de compreender ou reduzir a sua missão a uma dimensão estritamente político-social (cf. Mt 4,3-4; Lc 4,3-4). Por isso, recolhe-se ao monte para rezar. À multidão que o procura incansavelmente, Jesus declara o equívoco: não o procura porque o que ele faz havia sido reconhecido como sinal que remete ao mistério de Deus; procuram-no somente para satisfazer suas necessidades corporais. No entanto, a vida do ser humano não se reduz ao bem material. O homem tem sede de Deus, do sentido da vida, tem necessidade de ser amado e de amar. Por isso, o alimento que o Senhor oferece é de outra natureza, não perecível e que introduz a pessoa na vida eterna. Mais adiante, Jesus afirmará que o pão que dá a vida é ele mesmo (Jo 6,48). Mas, para receber esse alimento, é preciso crer em Jesus, enviado do Pai. É pela fé em Jesus que se recebe esse alimento de vida eterna. O que Jesus realizou em benefício da multidão era um dom espiritual que ele queria dar a todos. Alguns, ao menos, dentre a multidão compreenderam a repreensão de Jesus, por isso, perguntam pelo que devem fazer para trabalhar nas obras de Deus. Na sua resposta, Jesus diz que, na “obra de Deus”, o exigido é crer em Jesus, “imagem do Deus invisível”. Ademais, é preciso procurar o Senhor pelo Senhor, e não por aquilo que nos possa dar. Essa gratuidade se impõe a quem queira ser sustentado pelo “pão descido do céu”. Eles perguntam pelos sinais que Jesus realiza. Lembremos que na boca deles a palavra “sinal” tem um sentido muito diferente do que o empregado pelo evangelista no livro dos sinais. Para eles, “sinal” é uma obra espetacular, quase cinematográfica, sobrenatural, em benefício de quem a realiza. O sinal seria para eles uma prova inequívoca da verdadeira identidade de Jesus. É o que satanás sugere a Jesus ao propor que saltasse do pináculo do Templo (Mt 4,5-7; Lc 4,9-11). Uma vez mais parece que os que interrogam Jesus estão mergulhados no equívoco: não foi Moisés quem, na travessia do deserto, havia dado ao povo o maná, mas Deus mesmo (cf. Ex 16,4). Mais ainda, o maná era somente figura do verdadeiro pão que Deus haveria de dar e que, agora, efetivamente dá ao seu povo. Jesus Cristo é esse pão descido do céu, isto é, dado por Deus, que sustenta quem nele crê e nele põe a sua confiança.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=02%2F08%2F2015#ixzz3hcO8Xp30 
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EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 01/08 - A morte de João Batista - Mt 14,1-12



Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do rei Herodes. Ele disse aos seus cortesões: "É João Batista! Ele ressuscitou dos mortos; por isso, as forças milagrosas atuam nele". De fato, Herodes tinha mandado prender João, acorrentá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Pois João vivia dizendo a Herodes: "Não te é permitido viver com ela". Herodes queria matá-lo, mas ficava com medo do povo, que o tinha em conta de profeta. Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. Instigada pela mãe, ela pediu: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou triste, mas, por causa do juramento e dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. E mandou cortar a cabeça de João, na prisão. A cabeça foi trazida num prato, entregue à moça, e esta a levou para a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois vieram contar tudo a Jesus.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Na escuta, meditação e contemplação da Palavra de Deus, acolhamos o Senhor que nos fala ao coração. No testemunho de João Batista encontraremos a prefiguração da paixão e morte de Jesus.
Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto em si? Por que Herodes identifica Jesus com João Batista? Qual é a relação entre eles? Quem é João Batista? Qual é o motivo da morte de João Batista?
"Mateus retoma aqui a narrativa de Marcos sobre o banquete de Herodes, resumindo-a. Em ambos os evangelistas ela antecede a narrativa da partilha do pão entre Jesus, os discípulos e a multidão.
Podemos destacar aqui dois aspectos. Na articulação do poder em vista da morte de João, pode-se ver uma prefiguração da morte de Jesus e, também, uma advertência aos discípulos: quem assume a missão assume também o destino daquele que o enviou. Outro aspecto é a contraposição entre este banquete dos poderosos, Herodes e os que o cortejam, e a refeição de Jesus com o povo. O banquete dos poderosos, pretendendo comemorar um aniversário, tem como desfecho a opção pela morte. Por outro lado, a partilha do pão com Jesus e a multidão é a festa da fraternidade e da vida." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

"Um homem, João (...). Um homem 'fiel' e 'de grande autoridade, respeitado por todos: o grande daquele tempo' (...). 'O que saía dos seus lábios era justo. O seu coração era justo'. Era tão grande que Jesus dirá também dele que 'Elias voltou, para limpar a casa, para preparar o caminho'. E João 'estava consciente de que o seu dever era unicamente anunciar: anunciar a proximidade do Messias. Ele estava consciente, como nos faz refletir santo Agostinho, de que ele era unicamente a voz, a Palavra era outro'. Também quando foi tentado a 'raptar' esta verdade, ele permaneceu justo; 'não sou eu, atrás de mim vem, mas não sou eu: eu sou o servo; eu sou o servidor; eu sou aquele que abre as portas, para que ele venha'. (...) 'João é o precursor: precursor não só da entrada do Senhor na vida pública, mas de toda a vida do Senhor'. O Baptista 'vai em frente no caminho do Senhor; dá testemunho do Senhor não só mostrando-o — É este! — mas também levando a vida até ao fim como o Senhor a levou'. E terminando a vida 'com o martírio' foi 'precursor da vida e da morte de Jesus Cristo'. (...) (Meditação matutina do papa Francisco, 06/02/2015, disponível na íntegra em http://w2.vatican.va).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Rezemos com o papa Francisco: (...) "Quando eu leio este trecho, comovo-me. (...) Penso em duas coisas: primeiro, penso nos nossos mártires, nos mártires dos nossos dias, aqueles homens, mulheres, crianças que são perseguidos, odiados, afugentados das casas, torturados, massacrados'. E esta, frisou, 'não é uma coisa do passado: hoje acontece isto. Os nossos mártires, que acabam a sua vida sob a autoridade corrupta de pessoas que odeiam Jesus Cristo'. Por isso 'far-nos-á bem pensar nos nossos mártires. (...) Pensemos nos de hoje, de 2015. (...) 'Que o Senhor nos ilumine, nos faça compreender este caminho de João, o precursor do caminho de Jesus; e o caminho de Jesus ensina-nos como deve ser o nosso". (Meditação matutina do papa Francisco, 06/02/2015, disponível na íntegra em http://w2.vatican.va).


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é a aplicação da Palavra em minha vida? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet
 
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A prisão e morte injusta do Batista

Ao longo de toda a vida terrestre de Jesus, as pessoas se perguntam sobre sua identidade e origem. De certo modo, a pergunta “quem é Jesus?” perpassa todo o evangelho e deve acompanhar o leitor. As tentativas de resposta, à exceção de uns poucos personagens do evangelho, não alcançam a verdadeira identidade de Jesus. A incompreensão e a incredulidade impedem de penetrar profundamente no seu mistério. João Batista, precursor do Messias, é o mártir da moral. Foi preso e decapitado por denunciar uma união ilegal entre Herodes e Herodíades. Herodes, Lucas se encarregou de caracterizá-lo como “malfeitor” (Lc 3,19-20); Herodíades parece ser uma mulher dominada por paixões e com forte espírito de vingança. É ela quem exige a morte de João no vácuo de uma atitude primária, motivada pelo encanto e desvario de Herodes com relação à filha de Herodíades. A amante de Herodes quer eliminar a voz que denuncia o seu mal. O poder de Herodes contrasta com o poder de Jesus: o poder que Herodes exerce exclui e mata; o poder de Jesus faz viver e suscita o gosto pela vida, pois é o poder do amor. Parece que o sofrimento e a prisão injusta de João e a sua morte prefiguram a paixão e morte de Jesus Cristo. João e Jesus, tidos como profetas, tiveram a sorte dos profetas.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


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