sábado, 18 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 18/07 - Eis o meu servo... - Mt 12,14-21



Os fariseus saíram e tomaram a decisão de matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. Advertiu-os, no entanto, que não dissessem quem ele era. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Isaías: “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual está meu agrado; farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. Em seu nome as nações depositarão sua esperança”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Para bem acolhermos e vivermos os ensinamentos da Palavra de Deus para o nosso dia, peçamos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto bíblico? Quais são as palavras ou gestos de Jesus? Qual é o tema que perpassa a discussão dos personagens? Procure perceber o contexto do relato.
"Em Jesus, Filho de Deus e filho de Maria, a humanidade é resgatada em sua dignidade e liberdade, no amor. Jesus, ao longo de seu ministério, manifestou seu amor vivificante, empenhando-se na libertação dos oprimidos pelo império romano e pelo poder religioso sediado no Templo de Jerusalém, com filiais nas sinagogas. Os evangelhos narram como os chefes religiosos de Israel, sentindo-se ameaçados em seu poder, empenham-se em condenar Jesus decidindo matá-lo.
Jesus, dedicando-se à formação dos discípulos, que continuarão sua missão, procura, no momento, evitar a própria morte. Porém, continua em contato com as multidões, com sua prática libertadora. Mateus, que escreve para uma comunidade de cristãos oriundos do judaísmo, associa Jesus ao messiânico Servo de Deus, descrito pelo profeta Isaías (II): "Eis o meu servo, que escolhi..."(Is 42,1-4).
Jesus é manso e humilde de coração e rejeita toda violência. Contudo, com absoluta firmeza, empenha-se em resgatar a dignidade humana, em seus direitos e em sua liberdade, denunciando toda opressão e comunicando vida e amor ao mundo."(Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

É o momento do encontro da Palavra de Deus com a nossa vida. Procure ver o que o texto pode trazer à sua experiência de fé para enriquecê-la. Que luz nos dá Jesus com sua pessoa e sua mensagem? Quem é Jesus para mim? Como é a minha relação com Jesus, o Filho enviado do Pai? Que sentimentos o texto desperta em mim? Silencie. Deixe a Palavra de Deus encontrar espaço em sua vida. Examine sua consciência, reveja suas ações, confronte suas atitudes com a mensagem de Jesus.
3- ORAÇÃO (VIDA)

Ofereça ao Senhor os frutos da sua oração, da sua meditação e contemplação da Palavra. Apresente o desejo que brotou em seu coração e peça a graça de vivê-lo durante o dia. Faça sua prece de agradecimento ou pedido.
Conclua com a oração: Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Como vou viver concretamente durante o dia os apelos que o Senhor me revelou?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet.

COMENTÁRIOS
A salvação é dom de Deus

A morte de Jesus foi premeditada e é consequência de sua vida, do modo como ele, fiel, pôs em prática a vontade de Deus. A interpretação dos fariseus de que Jesus viola o sábado (12,1-8.14-21) é uma das causas da decisão de matar Jesus. A condenação injusta de Jesus e a sua morte violenta é consequência de sua vida. Jesus é condenado e morto por fazer o bem, por revelar a face misericordiosa de Deus. No entanto, esse fato não intimida Jesus de prosseguir o seu caminho nem é capaz de dissuadi-lo da sua determinação de fazer a vontade de Deus. Saindo da sinagoga deles, Jesus continua a despertar nas pessoas a fé na vida e o gosto de viver. Pela citação de um trecho de um dos cânticos do servo sofredor (Is 42,1-4), que diz da vocação e do destino do servo de Deus, o evangelista convida a comunidade cristã a reler, à luz do mistério de Cristo, essa passagem de Isaías e a compreender que ela diz respeito a Jesus, eleito de Deus, em quem repousa o Espírito de Deus (Mt 3,16-17). A salvação da qual o Senhor é portador não é privilégio de uns poucos nem algo que precise ser conquistado. Ela é dom de Deus e é destinada a toda a humanidade.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5289#ixzz3gFJ7WLKN 
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sexta-feira, 17 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 17/07 - O Filho do Homem é Senhor do sábado - Mt 12,1-8



Naquele tempo, num dia de sábado, Jesus passou pelas plantações de trigo. Seus discípulos estavam com fome e começaram a arrancar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!”. Jesus respondeu: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome e seus companheiros também? Ele entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele, nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e não são culpados? Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. Se tivésseis chegado a compreender o que significa, ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios', não condenaríeis inocentes. De fato, o Filho do Homem é Senhor do sábado”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

A Palavra de Deus proposta para nosso dia nos fala da misericórdia. Mais do que ofertas e sacrificios, o Senhor espera de nós a vivência da misericórdia que é fruto do amor. Silenciando o coração, repita algumas vezes a oração: Jesus Mestre, iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produza em mim frutos de vida. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Qual é o tema central da narrativa? Qual é o motivo da crítica dos fariseus? Qual é o significado do sábado para o povo? Qual é o ensinamento de Jesus?
"Jesus, agindo com liberdade em relação à Lei de Moisés, suscitava a repressão dos chefes religiosos de Israel. Entre rabinos e doutores da lei discutia-se sobre qual seria a principal observância da Lei. A opinião majoritária inclinava-se para o repouso sabático. Ao sábado vinculava-se o culto nas sinagogas, espalhadas na diáspora, garantindo-se, assim, a frequência ao culto àqueles que estavam longe de Jerusalém, impossibilitados da assídua frequência ao Templo.
A observância do sábado decorria de um texto tardio do livro do Êxodo que afirmava: "Todo aquele que trabalhar neste dia será punido com a morte"(Ex 31,15; 35,2). É a expressão do sagrado acima e contra a vida.
O Templo e as observâncias legais estão superados por Jesus. A vontade de Deus é a prática da misericórdia que consolida o amor, promove a vida e gera a paz. (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

Para nossa meditação, acolhemos também as palavras do Papa Francisco na Bula de Proclamação do Jubilei Extraordinário da Misericórdia, que abrir-se-á no dia 08 de dezembro de 2015: "Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado." (Leia na íntegra em http://w2.vatican.va).

3- ORAÇÃO (VIDA)

Consagração à misericórdia divina
Ó misericordioso Jesus, infinita é a vossa bondade e inesgotáveis os tesouros da vossa graça! Confio inteiramente na vossa misericórdia que está acima de todas as vossas obras. Consagro-me a viver inteiramente no brilho esplendoroso de graça e amor que brotaram do vosso Sagrado Coração na cruz. Desejo imitar-vos, praticando as obras de misericórdia espirituais e corporais, particularmente na conversão dos pecadores e dando auxílio, coragem e consolação a todos os pobres, infelizes ou doentes. Cuidai de mim, doravante, como consagrado vosso e vossa própria glória. Tudo receio da minha fraqueza, mas tudo espero da vossa misericórdia. Fazei com que toda a humanidade conheça o mistério insondável da vossa misericórdia e que ponha toda a confiança em vós e vos adore para sempre. Amém.
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é a aplicação da Palavra em minha vida? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet.



COMENTÁRIOS
A Lei foi dada para preservar a vida e a liberdade

O relato da controvérsia de Jesus com os fariseus acerca das espigas arrancadas num dia de sábado pertence à tríplice tradição (Mc 2,23-28; Lc 6,1-5). Há no Pentateuco duas tradições acerca do descanso sabático (Ex 20,8-11; Dt 5,12-15). O sábado é dom de Deus (Ex 16,29) para que o povo pudesse se recordar dos benefícios da criação e fazer memória da saída do país da servidão rumo à terra prometida. À objeção dos fariseus, Jesus responde recorrendo ao exemplo de Davi (1Sm 21,1-10). A necessidade de preservar a vida em boas condições justificou a atitude de Davi. O exemplo de Davi, tido em alta estima pelos judeus, serve de argumento da defesa que Jesus faz de seus discípulos. Jesus é o verdadeiro intérprete da Torá, pois a Lei foi dada para preservar o dom da vida e o dom da liberdade. Fazendo memória, no sábado, do dom da vida e do dom da liberdade, impõe-se ao fiel fazer o bem e salvar a vida no dia de sábado. Nesse contexto, a citação de Os 6,6 tem por finalidade declarar que os fariseus se equivocam na interpretação do mandamento sobre o sábado e afirmar que a misericórdia tem precedência sobre qualquer outro preceito, pois ela é uma exigência do amor.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


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quarta-feira, 15 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 16/07 - Eis minha mãe e meus irmãos... - Mt 12,46-50


Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém lhe disse: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”. Ele respondeu àquele que lhe falou: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”. E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

O Evangelho de hoje nos fala da relação familiar que é estabelecida entre Jesus e aqueles que acolhem a sua Palavra. Ele nos diz: "todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe". Para bem acolhermos os seus ensinamentos, pedimos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Quais personagens estão presentes na narrativa? Qual é o ensinamento de Jesus? Quem são considerados os irmãos e a mãe de Jesus?
"A mãe e a família são o destaque nesta narrativa, com representações simbólicas. Seu sentido é didático, visando à conversão.
A família é a célula básica da sociedade. Uma família conservadora, por exemplo, é o suporte de uma sociedade opressora e excludente. Jesus substituiu a sinagoga pela casa. Agora propõe a substituição de um conceito hermético de família para um conceito aberto e solidário. Jesus substitui os laços tradicionais familiares pelos laços do amor verdadeiro, que vão muito além dos interesses particulares da família.
A verdadeira família, na perspectiva do Reino de Deus, é aquela constituída por pessoas que, fazendo a vontade do Pai, tornam-se discípulos de Jesus. Na medida em que a família se comprometa com o fazer a vontade do Pai, ela se abre para a partilha, a solidariedade e a acolhida aos mais excluídos, sem preconceitos e com amor.
As palavras de Jesus, com sua novidade, abalavam os fundamentos da antiga tradição, particularmente a de Israel. Maria, acompanhando seu filho, guardava em seu coração tudo que observava e ouvia, e ia amadurecendo sua compreensão a respeito da revelação de Jesus."(Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim hoje? Qual é a missão da minha família no mundo? De que forma minha família vive a fé? Somos uma família edificada sobre a Palavra de Deus?
"Na medida em que a família cristã acolhe o Evangelho e amadurece na fé torna-se comunidade evangelizadora. Escutemos de novo Paulo VI:'A família, como a Igreja, deve ser um lugar onde se transmite o Evangelho e donde o Evangelho irradia. Portanto no interior de uma família consciente desta missão, todos os componentes evangelizam e são evangelizados. Os pais não só comunicam aos filhos o Evangelho, mas podem também receber deles o mesmo Evangelho profundamente vivido. Uma tal família torna-se, então, evangelizadora de muitas outras famílias e do ambiente no qual está inserida.'" (Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 52. Leia na íntegra em http://w2.vatican.va).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Oh, Deus, que na Sagrada Família
nos deixastes um modelo perfeito de vida familiar
vivida na fé e na obediência da vossa vontade.
Ajudai-nos a ser exemplo de fé e amor dos vossos mandamentos.
Socorrei-nos na nossa missão de transmitir a fé aos nossos filhos.
Abri seu coração para que cresça neles
a semente da fé que receberam no batismo.
Fortalecei a fé dos nossos jovens,
para que cresçam no conhecimento de Jesus.
Aumentai o amor e a fidelidade em todos os casais,
especialmente naqueles que passam por momentos de sofrimento ou dificuldade.(...)
Unidos com José e Maria, pedimos-vos por Jesus Cristo vosso Filho, nosso Senhor. Amém.
(V Encontro Mundial das Famílias, Valência, 2006)



4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é a aplicação da Palavra em minha vida? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 

COMENTÁRIOS
A família de Jesus

O texto do evangelho de hoje não é, como muitos podem ser levados a pensar, desprezo de Jesus por sua família. Compreendê-lo assim seria um erro. A visita da família a Jesus é uma ocasião de ensinamento para ele: a sua família, isto é, os membros do povo que ele reúne, é mais ampla do que os membros de sua parentela, pois, constituída por aqueles que fazem a vontade do Pai, está nos céus (v. 50; cf. 7,21). Por duas vezes o texto repete que a mãe de Jesus, com alguns irmãos, está do lado de fora da casa (vv. 46.47). Essa observação, que poderia passar despercebida, é, a nosso ver, importante: sem participar do círculo dos discípulos, seu ensinamento, seu trabalho incansável e seus gestos parecem loucura e sem sentido. Num texto próprio a Marcos, o evangelista dá a razão pela qual sua família vai procurá-lo para retê-lo: pensavam que ele estava fora de si (Mc 3,20-21). Para compreender a missão de Jesus é preciso entrar no círculo de Jesus e situá-la no horizonte do desígnio salvífico de Deus. São Paulo, num texto em que procura resolver um problema de divisão interna da comunidade de Corinto, afirma que o modo de agir de Deus confunde o mundo e os que se julgam sábios (1Cor 1,27).
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


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terça-feira, 14 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 15/07 - Eu te louvo, Pai! - Mt 11,25-27


Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Em sua oração dirigida ao Pai, Jesus expressa o louvor pelos pequenos que foram capazes de o acolher como dom do Pai e reconhecer a relação filial que o une ao Pai. Que possamos ao longo do nosso dia acolher o Senhor e entoar o nosso louvor pela sua presença em nossa vida.
Divino Espírito Santo, necessitamos muito de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir. Temos necessidade de vós, para que o nosso coração, inundado pela vossa consolação, se abra e que, muito além das palavras e dos conceitos, possamos perceber a vossa presença. Iluminai a nossa mente, movei o nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Detenha-se na oração de Jesus? Quais palavras mais chamaram a sua atenção? Qual é o motivo do louvor expresso na oração? Como é a relação entre Jesus e o Pai revelado no texto?
"Esta breve oração de louvor do evangelho de Mateus é também encontrada em Lucas, com as mesmas palavras no texto grego. Ela exprime a intimidade e o conhecimento entre Jesus e Deus Pai. Esta união entre Jesus e o Pai, e o mútuo conhecimento, que em Mateus só aparece aqui, é característica do evangelho de João, sendo encontrada nas seguintes passagens: dirigir-se diretamente ao Pai, em oração de louvor (Jo 11,41b-42); tudo entregue pelo Pai e a revelação do Filho (Jo 17,6), o conhecimento entre o Filho e o Pai (Jo 17,25-26).
O louvor é a expressão da alegria. O Pai é invocado como Senhor do céu e da terra. Jesus dá testemunho do Pai diante de todos. A vontade do Pai é que todos o acolhessem. Contudo, surge uma separação entre os 'sábios e entendidos' e os 'pequeninos'. Os sábios e entendidos são os autossuficientes que se instalam no poder religioso ou econômico. Estes estão bem instalados em seus privilégios e não querem mudanças. Os pequeninos são os pobres bem-aventurados, privados e carentes, em busca do socorro de Deus e ansiosos pela mudança do sistema de opressão.
Completando a oração, Jesus afirma a sua união de conhecimento com o Pai. Em Deus, conhecimento e amor são inseparáveis e são a fonte da sua revelação ao mundo como sendo aquele que a todos quer acolher em sua vida divina e eterna."(Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim hoje? Qual ensinamento de Jesus acolho para minha vida? Por quais motivos de louvor hoje faço meu hino a Deus?


3- ORAÇÃO (VIDA)

Salmo 103(102)
Bendize, minha alma, ao Senhor,
e todo o meu interior bendiga seu santo nome.
Bendize, minha alma, ao Senhor,
e não esqueças seus benefícios.

Ele perdoa todas as tuas culpas,
cura todas as tuas doenças.
Ele resgata tua vida da cova
e te coroa com sua bondade e compaixão.
Ele te sacia de bens na adolescência,
e tua juventude se renova como a de uma águia.
O Senhor faz justiça e defende os oprimidos.

Ensinou seus caminhos a Moisés
e suas façanhas aos israelitas.
O Senhor é compassivo e clemente,
paciente e misericordioso.
Não está pleiteando sempre,
nem guarda rancor perpétuo.
Não nos trata como nossos pecados merecem,
nem nos paga segundo nossas culpas.
Pois, como o céu se eleva sobre a terra,
sua misericórdia supera seus fiéis.
Como o oriente está longe do ocaso,
assim ele afasta de nós nossos delitos.
Como um pai se enternece por seus filhos,
assim o Senhor se enternece por seus fiéis.
Pois ele conhece nossa condição
e se lembra de que somos barro.

O homem dura como a erva,
floresce como flor campestre:
roça-lhe um vento, e já não existe,
seu lugar não volta a vê-la.
Mas a misericórdia do Senhor com seus fiéis
dura desde sempre para sempre;
sua justiça passa de filhos a netos,
para os que guardam a aliança
e recitam e cumprem seus mandatos.
O Senhor firmou no céu o seu trono,
seu reinado governa o universo.

Bendizei ao Senhor, anjos seus,
poderosos executores de suas ordens,
prontos para cumprir sua palavra.
Bendizei ao Senhor, exércitos seus,
servidores que cumpris sua vontade.
Bendizei ao Senhor, todas as suas obras,
em todo lugar de seu império.
Bendize, minha alma, ao Senhor.
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia. O que me proponho a viver?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Salmo: Bíblia do Peregrino, Paulus. 
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 

COMENTÁRIOS
Receber Jesus como dom

A breve perícope do evangelho de hoje é precedida de ataques de Jesus a algumas cidades próximas ao mar da Galileia, ao estilo dos oráculos proféticos do Antigo Testamento contra as nações estrangeiras. As cidades beneficiadas pelos “milagres” de Jesus não se converteram (11,20-24). Na verdade, os “atos de poder” realizados por Jesus deviam conduzir à fé na “proximidade do Reino dos Céus”. Mas não foi assim! O trecho de hoje é uma oposição de Jesus ao orgulho das cidades que não se converteram e um hino de louvor dirigido ao Pai, Criador do céu e da terra (v. 25; Gn 1,1; 2,4a). O motivo do louvor: “escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (v. 25), é que Deus assim o queria (cf. v. 26). “Estas coisas” referem-se ao que é dito no v. 27, que, resumindo, se poderia dizer: Jesus revela o Pai: “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1,15). Somente quem recebe Jesus como dom, somente o “pobre em espírito” (5,3), pode conhecer a relação filial que une Jesus a Deus. Ao pedido de Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai!”, Jesus responde: “Quem me vê, vê o Pai. Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?” (Jo 14,8-11).
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=15%2F07%2F2015#ixzz3fv3xWxss 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 14/07 - Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! - Mt 11,20-24



Então Jesus começou a censurar as cidades nas quais tinha sido realizada a maior parte de seus milagres, porque não se converteram. “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento, vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinza. Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás elevada até o céu? Até o inferno serás rebaixada! Pois se os milagres realizados no meio de ti se tivessem produzido em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, te digo: no dia do juízo, Sodoma terá uma sentença menos dura do que tu!”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Convertei-vos! Este é o convite que Jesus nos faz hoje. Que o pedido do Senhor encontre espaço em nossa vida e se torne concreto em nosso dia.
Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Quais palavras chamaram a sua atenção durante a leitura? Qual é o convite central do texto? A quem é dirigido?
"Mateus narra estas imprecações de Jesus seguindo o estilo apocalíptico. É o mesmo estilo tradicional das imprecações proféticas sobre os inimigos de Israel, particularmente citando Tiro e Sidônia, recriminadas pelo profeta Isaías (Is 23,1-18). Corazim, de difícil identificação hoje, situar-se-ia a três quilômetros a noroeste de Cafarnaum. Betsaida, que é a cidade de Pedro, André e Filipe (Jo 1,44), situa-se a cerca de dez quilômetros a nordeste de Cafarnaum, próxima à desembocadura do rio Jordão no lago ("mar") da Galileia. Cafarnaum, à margem do lago, era a cidade que se tornou o centro de irradiação da missão de Jesus. Ela será julgada com mais rigor do que Sodoma, símbolo da corrupção na tradição de Israel.
Estas cidades representam o centro de poder econômico, político e religioso. As censuras, que são também um apelo à conversão, decorrem da sua rejeição à mensagem de Jesus que esteve tão próximo delas. Por outro lado, são os pobres e humildes que acolhem Jesus." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim, hoje? Qual é o convite que o Senhor me faz? Acolho as palavras e os gestos de Jesus como um convite à conversão? A Palavra de Deus desperta em mim o desejo de uma verdadeira mudança de vida?


3- ORAÇÃO (VIDA)

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja. Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa. Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir humilde e fielmente, a vontade do Pai. Amém.(Paulo VI)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é o novo olhar que nasceu em mim a partir da Palavra?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 


COMENTÁRIOS
A dureza de coração

Jesus é revestido do espírito dos profetas nessa invectiva contra as cidades que margeiam o mar da Galileia. Ao estilo dos profetas do Antigo Testamento, Jesus manifesta a sua indignação pela resistência de seus contemporâneos de se converterem, não obstante a sua pregação. Em certo sentido, essa censura de Jesus às três cidades próximas do mar da Galileia, Corazim, Betsaida e Cafarnaum, revela o desalento de Jesus em relação a elas, pois sua mensagem e suas obras não têm chegado ao coração das pessoas. Essa censura revela um traço importante dos “atos de poder de Jesus”: eles devem conduzir à conversão. Dito de outra maneira, a resposta adequada ao benefício recebido do Filho unigênito de Deus é a conversão. É através da conversão que se tem acesso ao Reino de Deus (Mt 4,17). A menção de Tiro, Sidônia e Sodoma, citadas em contexto de destruição, serve para enfatizar a gravidade da dureza de coração das três cidades supramencionadas e, através delas, a de todo o Israel. Para o leitor do evangelho é uma exortação: o evangelho deve conduzir a uma verdadeira conversão.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=14%2F07%2F2015#ixzz3fp4fU1fm 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

domingo, 12 de julho de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 13/07 - As disposições para o seguimento de Jesus - Mt 10,34–11,1



Não penseis que vim trazer paz à terra! Não vim trazer paz, mas sim, a espada. De fato, eu vim pôr oposição entre o filho e seu pai, a filha e sua mãe, a nora e sua sogra; e os inimigos serão os próprios familiares. Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. Quem vos recebe, é a mim que está recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Quem receber um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta. Quem receber um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompensa". Quando Jesus terminou estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ensinar e proclamar a Boa-Nova nas cidades da região.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

No Evangelho, Jesus instrui seus discípulos e a cada um de nós sobre as disposições necessárias para o seu seguimento. O discípulo de Jesus, a exemplo de seu Mestre, é convidado a tomar a sua cruz todos os dias e ser promotor da paz e testemunha do amor.
Pedimos: Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

Faça uma leitura atenta do Evangelho. O que o texto diz? Liste as instruções que Jesus dá aos Doze ao enviá-los em missão. Retome as expressões que chamaram a sua atenção.
"Após o Sermão da Montanha, Mateus apresenta mais alguns ditos e sentenças de Jesus para o envio missionário dos discípulos. As sentenças iniciais também estão em Lucas, porém, mais como advertência quanto às exigências do seguimento.
Primeiramente, há a missão humana de Jesus: ser sinal de contradição ao dividir nas tradições conservadoras para unir no amor. O segundo dito é a expressão da nova realidade da fé, na qual os laços de sangue são superados pela fidelidade a Jesus. Na mesma perspectiva, o sentido da vida está na comunhão com Deus, e não no poder e/ou no dinheiro. Em conclusão, temos orientações sobre a acolhida dos missionários, os quais representam o próprio Jesus." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).


2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim, hoje? O que significa "tomar a cruz" no seguimento de Jesus? E o que significa "perder a vida" por causa de Jesus? O que o Senhor pede a mim neste dia? Quais são as minhas disposições para o seguimento de Jesus?
Todo cristão é convidado ao seguimento de Jesus nas suas diversas expressões. O seguimento é um processo de chamado, adesão e resposta. É ao mesmo tempo um caminho de identificação com o Mestre e para isso é preciso assumir algumas exigências próprias do seguimento: deixar pai e mãe, tomar a sua cruz, perder a vida... Ou seja, é preciso fazer opções e orientar toda a vida ao projeto de Jesus. É o próprio Senhor quem nos diz: "Quem não renunciar a seus bens, não pode ser meu discípulo" (Lc 14, 33). Ele também nos pede que confiemos na força que vem de Deus e na sua presença: "Eu estarei convosco sempre, até o fim do mundo"(Mt 28, 20).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso ‘sim’
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.

Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.

Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.

Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.

Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.

Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós.

Amém. Aleluia!
(Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

De que forma a Palavra de Deus estará presente neste meu dia? O que desejo colocar em prática segundo os ensinamentos de Jesus?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 

COMENTÁRIOS
Para seguir Jesus é preciso liberdade

Trata-se do último trecho das instruções que Jesus dá aos Doze ao enviá-los em missão. A primeira frase do nosso texto causa surpresa e, à primeira vista, pode parecer que Jesus estimule a guerra e a divisão, e ele mesmo seja promotor da discórdia. Mas o sentido é totalmente outro. Diz respeito à decisão que cada pessoa deve tomar ante a mensagem de Jesus: pró ou contra, de acolhida ou rejeição. É essa opção livre que divide os que aceitam e os que rejeitam a mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Em meio ao conflito, é a paz que os discípulos devem comunicar através do anúncio do evangelho e das obras que autenticam a mensagem. Para seguir Jesus é preciso liberdade. Ao que se dispõe a seguir o Senhor é preciso ter presente que a vida do discípulo deve ser marcada pelo despojamento e pela renúncia de qualquer interesse particular. A identificação do discípulo com o Mestre deve ser tal (cf. Mt 10,24-25) que, acolhendo o discípulo e a mensagem da qual ele é portador, se acolhe o próprio Senhor.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

ORAÇÃO
Pai, robustece minha adesão a teu Reino, levando-me a pautar por ele todo meu agir e a atrair para ti quem optou pelo caminho da maldade e do egoísmo.


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=13%2F07%2F2015#ixzz3fiaVvJeh 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 12/07 - O envio dos Doze - Mc 6,7-13



Ele chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos impuros. Mandou que não levassem nada pelo caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro à cintura, mas que calçassem sandálias e não usassem duas túnicas. Dizia-lhes ainda: “Quando entrardes numa casa, permanecei ali até a vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem vos escutarem, saí de lá e sacudi a poeira dos vossos pés, para que sirva de testemunho contra eles”. Eles então saíram para proclamar que o povo se convertesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam com óleo numerosos doentes e os curavam.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum. O Evangelho nos apresenta as orientações dadas aos discípulos enviados por Jesus: curai os doentes, levai somente um bastão e uma única túnica... Como discípulos missionários, acolhamos também em nosso dia as recomendações do Senhor.
Rezemos: Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos a salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto em si? A quem Jesus está instruindo? Qual é o seu ensinamento? Qual é a missão confiada aos Doze? Quais são as recomendações dadas aos discípulos? Qual é a atitude pedida aos que se colocam no seguimento de Jesus?
"A narrativa do envio dos Doze encontra-se nos três evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), com algumas variantes peculiares a cada evangelista. Marcos já registrara que Jesus constituíra os Doze para que ficassem com ele, para enviá-los a pregar (Mc 3,14). Depois de um tempo de convívio, conhecimento e experiência comum de vida, Jesus, agora, os envia integrando-os em sua própria missão. Marcos destaca que os discípulos foram enviados dois a dois. O chamado dos discípulos, no início do ministério de Jesus, também fora de dois em dois. Na missão prevalece a dimensão da parceria, do diálogo e da solidariedade, na corresponsabilidade, sem disputas de liderança.
Marcos não mostra um maior interesse quanto ao desenvolvimento e sucesso da missão a que os Doze foram enviados, dedicando a isto apenas alguns versículos (6,12s.30). Ele consagra seu texto às instruções de Jesus. O seu interesse maior é destacar a metodologia a ser assumida, que serve de paradigma para as comunidades em continuidade à missão de Jesus e de seus discípulos. O despojamento proposto é essencial à missão. A pobreza deve ser assumida, não como ostentação de virtude, mas como abandono real nas mãos de Deus, confiantes na bondade e na hospitalidade daqueles que encontrarem pelo caminho. O que for necessário para a caminhada deve ser levado pelos discípulos, por exemplo, as sandálias e o cajado (em Mateus eles estão proibidos, e Lucas os omite). A casa é a base da missão. Aquelas em que os discípulos forem recebidos podem ser novos centros de missão, formando uma rede missionária.(...)
Na carta aos Efésios (segunda leitura), que na tradição cristã havia sido atribuída a Paulo, é destacada a redenção operada por Cristo, na perspectiva sacrifical característica das comunidades primitivas vinculadas a Jerusalém. Porém, na perspectiva da simplicidade da encarnação, já se tem a revelação do imenso amor de Deus, Pai e Mãe. Pela vida de Jesus de Nazaré, Filho de Deus e filho de Maria, em seus anos de convívio amoroso com seus discípulos e as multidões, Deus revelou a sua escolha a todos os homens e mulheres para participarem de sua Vida divina e eterna, na prática do amor, seguindo o caminho de Jesus." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em A Bíblia dia a dia, Paulinas).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim, hoje? Qual palavra mais chamou a minha atenção? Qual é o convite que o Senhor dirige a mim? Acolho a missão confiada por Jesus aos discípulos como missão confiada também a mim? Por que Jesus pede o despojamento? Por que o mensageiro de Deus deve ser instrumento de paz?

3- ORAÇÃO (VIDA)

A Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa fé, nos dirigimos rezando-Lhe: Ajudai, ó Mãe, a nossa fé. Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e o seu chamado. Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa. Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé. Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer. Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado. Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho. Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor. Amém. (Papa Francisco)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é a aplicação da Palavra em minha vida? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos.
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em A Bíblia dia a dia 2015, Paulinas.
Leitura orante: Equipe de redação Paulinas Internet. 

COMENTÁRIOS
A disponibilidade para a missão

O tema central da liturgia deste domingo é a missão. No evangelho, Jesus, pela primeira vez, envia os Doze em missão; o trecho do livro de Amós fala da resistência que o profeta enfrenta no seu ministério junto ao santuário de Betel. Quando do chamado dos Doze sobre o monte (Mc 3,13-19), o autor do evangelho já informou ao ouvinte e ao leitor que a vocação dos discípulos tem duplo aspecto: união a Jesus e disponibilidade para serem enviados em missão. O texto do evangelho de hoje é o relato do envio em missão dos Doze. A iniciativa de enviá-los é de Jesus. Em todo o Antigo Testamento não encontramos episódio comparável a este. Não há nenhuma notícia de que, por exemplo, um profeta tenha escolhido um grupo de discípulos para enviá-los em missão. A pregação deles, como a de Jesus (cf. Mc 1,15) e a de João Batista (cf. Mc 1,4), é um apelo à conversão. Há uma longa tradição bíblica que perpassa, de algum modo, todos os textos da Escritura que interpelam o povo a uma profunda e verdadeira conversão, condição para viver fielmente a Aliança e reconhecer o tempo da visita salvífica de Deus em Jesus Cristo. Sem conversão, sem um coração aberto, não é possível receber como Boa-Notícia a mensagem do evangelho, tampouco os frutos da graça que Deus nos concede por meio de Jesus Cristo. O poder que eles recebem é o poder do Senhor (cf. Mc 1,21-28); poder de fazer o bem, de amar as pessoas que irão encontrar pelo caminho. Nas recomendações para a missão estão as exigências que associam os discípulos a Jesus e os identificam com ele: para a missão devem levar somente o estritamente necessário para não impedir a mobilidade e a disponibilidade: cajado e sandálias, instrumentos de viagem
(cf. Ex 12,11); é necessário desapego, pois a confiança não pode estar nos meios, mas no próprio Senhor que os envia. O desapego total é fundamental, pois uma pessoa apegada aos próprios interesses não pode ser testemunha e mensageira do amor de Deus. Dito de outra maneira, as pessoas devem ver realizado nos discípulos o que eles anunciam. O relato tem um forte apelo eclesial: a missão da Igreja está fundamentada num mandato do Senhor. A missão não é feita somente de êxitos; é preciso contar com o fracasso e a rejeição. Desde a época profética, os mensageiros de Deus não eram bem acolhidos, como foi o caso de Amós, no santuário de Betel. Seja como for, a alegria, a confiança em Deus, o amor às pessoas devem sustentar a vida do missionário.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5283#ixzz3fgxWqoAR 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.