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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
CATEQUESE DE BENTO XVI
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
QUER FAZER BEM TODAS AS COISAS?
Aprenda com Jesus a não deixar nada pela metade
"Ele tem feito bem todas as coisas" (Mc 7,37). Com
essa frase do Evangelho de São Marcos, podemos ver um traço da personalidade de
Jesus. Era um homem maduro em todos os sentidos. A maturidade é sinônimo de
eficiência, eficácia e simplicidade. Em suma, maturidade é sinônimo de
santidade!
Afetivamente: maduro! Psicologicamente: maduro!
Politicamente: maduro! Espiritualmente: maduro! Jesus Cristo era tão maduro
que, no derradeiro dia, prestes a entregar-se nas mãos do Pai Celeste, afirmou:
“Tudo está consumado!” (Jo 19,30). Que êxito! Os seus 33 anos bem vividos. Não
faltava nada! Tudo foi "bem" feito. Não deixou as coisas "pela
metade". Não precisou de um dia a mais. Nem mesmo um minuto além do que
Lhe foi dado. Tudo consumado! Bem diferente de algumas pessoas que chegam ao
final da vida com “tudo consumido”. Que incrível diferença faz uma única letra:
consumado, consumido. Que alegria seria se muitos dos nossos políticos pudessem
ter um fim de mandato semelhante ao de Cristo. Que honra seria saber que muitos
padres, pais, médicos, professores, profissionais das mais variadas áreas,
encerraram a carreira com tudo “consumado” e não “consumido”!
A maturidade de Cristo se dá não apenas por talento pessoal
ou predisposição genética. É verdade que Seus pais: Maria e José, eram justos;
isto é, cumpriam fielmente o que lhes era recomendado pela lei religiosa. Mas
acima de tudo, Jesus aprendeu isso de Seu Pai Celeste. No início da Bíblia,
vemos que Deus criou o mundo e viu que tudo era bom (cf. Gn 1,10). Ou seja, a
obra do Todo-poderoso é boa! É bem feita! É perfeita!
Que necessidade temos de aprender essa qualidade de Jesus!
Quantas vezes deixamos as coisas por fazer, ou fazemos as coisas de qualquer
jeito. Neste mundo escravo do tempo e intoxicado por múltiplas tarefas,
descobrimos homens e mulheres apressados, estressados e doentes porque não
conseguem cumprir uma agenda, atender todas as solicitações e corresponder a
todas as expectativas.
Talvez o grande problema seja nossa extrema capacidade de
complicar as coisas que são tão simples. Conseguimos tempo para tudo o que é
secundário e deixamos de lado o que é essencial. A escala de valores foi
perdendo sua textura natural e acabamos por colocar em primeiro lugar itens que
não garantem um final feliz. A vida se torna pesada demais quando colocamos
mais peso no telhado e nos esquecemos de fortalecer o alicerce da própria casa.
Que o digam os engenheiros encarregados de justificar os desabamentos,
causadores de muitas mortes, que vimos nos noticiários nacionais ultimamente.
A estrutura humana ideal é aquela que se assemelha à do
Nazareno. Vivia com simplicidade. Valorizava os relacionamentos e dava chance
até mesmo àqueles que potencialmente poderiam feri-Lo (Judas). Não se deixou
prender pela mágoa, perdoava sempre (“Perdoai-os, eles não sabem o que fazem” –
Lc 23,34). Não era preso à própria opinião, sabia submeter-se (“Que se faça a
tua vontade, o Pai; e não a minha!” – Lc 22,41).
Era íntegro o bastante para não se afligir com a opinião
alheia, acolhia pecadores e excluídos. A todos tinha uma palavra pacífica e
orientadora (“Bem-aventurados os mansos!” – Mt 5,5 ). Amadureceu sem se desviar
do motivo da própria existência. Aliás, tinha um sentido claro da própria vida
(“Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância!” – Jo 10,10).
Quer fazer bem todas as suas coisas? Imite Jesus!
Padre Delton Filho
http://blog.cancaonova.com/padredelton/
domingo, 15 de janeiro de 2012
UMA LIÇÃO DE SOLIDARIEDADE
12.Ora, o dia começava a declinar e os Doze foram dizer-lhe: Despede as turbas, para que vão pelas aldeias e sítios da vizinhança e procurem alimento e hospedagem, porque aqui estamos num lugar deserto.13.Jesus replicou-lhes: Dai-lhes vós mesmos de comer. Retrucaram eles: Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a menos que nós mesmos vamos e compremos mantimentos para todo este povo.14.(Pois eram quase cinco mil homens.) Jesus disse aos discípulos: Mandai-os sentar, divididos em grupos de cinqüenta.15.Assim o fizeram e todos se assentaram.16.Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os a seus discípulos, para que os servissem ao povo.17.E todos comeram e ficaram fartos. Do que sobrou recolheram ainda doze cestos de pedaços.
MULTIPLICAÇÃO
A partilha do
pão é algo que incomoda o mundo global. Incomoda aos que buscam este benefício
bem como aos que dele tiram proveito. A incompetência de administrá-la é que
transforma em corruptos uma massa de irresponsáveis. Para gerir o produto,
resultado dessa onda que engole capitais e nada resolvem, as ONGs, governos,
organizações religiosas e políticas, todos navegam num mar de turbulências,
tiram proveitos pessoais e o mundo continua na miséria porque são poucos os que
realmente trabalham com seriedade para sanar a fome. Usam-na constantemente
para proveito próprio em nome de Jesus, mas na realidade estão defendendo o seu
bolso.
Esta reflexão busca colocar no terreno fértil do marketing
de valores uma pequena semente de mostarda, esperando poder um dia, com esta
semente, contribuir para a redenção da fome no mundo.
Nossa reflexão se faz em cima do Milagre da Multiplicação,
importantíssima para revermos conceitos, padrões e valores nas ações que
permeiam o assunto e buscam soluções eficazes.
12.Ora, o dia começava a declinar...
O entardecer é
uma constante no Evangelho. E o que representa este “entardecer”? Podemos dizer
que ele é tempo de mudança. Mas não é somente isso. Todos sabemos que ao ocaso
procede a um novo amanhecer. E nesta mudança tudo pode acontecer. É tempo então
de uma nova visão. Com o ocaso virá o anoitecer e a escuridão representando
momentos difíceis e sombrios. É neste contexto e neste cenário que a sabedoria
do Evangelho foca seus acontecimentos. É preciso coragem para reconhecer este
tempo de mudança e acreditar que depois do ocaso brota um novo amanhecer cheio
de esperanças. Sempre! Se focarmos nossas mudanças e administrarmos com
competência não mais serão esperanças que teremos no novo dia, mas sim
realizações que nos farão mais fortes.
Um case: O Plano Real.
... os Doze foram dizer-lhe...
Os doze são os
apóstolos mais próximos de Jesus que na realidade não eram 12 e sim 3 os mais
próximos. Então, certamente, foram os três que comentaram. Mas os 12 ali
estavam presentes e foram escolhidos por Jesus para dar continuidade ao seu
projeto depois de sua morte. Eram os melhores daquele tempo? Não! Eram pessoas
simples, sem instrução, com muitos defeitos, poucos valores éticos e morais e
como diz no Evangelho, pecadores, que é a mesmíssima coisa. Hoje seriam
representados pelo pior que existe na nossa força de trabalho. Mas Jesus queria
exatamente aqueles que poderiam ser moldados e que tinham no seu caráter resiliencia
e sensibilidade para descobrir os valores. Estes homens, resilientes, sensíveis
foram bem treinados e ajudaram a eternizar a Igreja de Jesus. Sensibilidade e
resiliencia são, pois, requisitos imprescindíveis quando se trata de
treinamento.
Outro detalhe interessante. Eram doze! Então já podemos daí
destacar a importância que este número tinha para o povo Judeu.
No Gênesis, até o sexto dia tudo foi criado (múltiplo de
doze).
Doze eram as tribos patriarcais do antigo povo de Israel que
se originaram dos doze filhos de Jacó, neto de Abraão.
Maria foi visitar sua prima Isabel no sexto mês de gravidez.
Este número quer dizer então o necessário e o suficiente
para se organizar, os grupos e o tempo.
Importante que para Jesus em primeiro lugar estavam seus
colaboradores e para os seus clientes sempre tinha que ser oferecido o melhor.
Um case para reflexão: número de Ministros que compõe o
Governo Federal.
...os Doze foram dizer-lhe: Despede as turbas, para que vão
pelas aldeias e sítios da vizinhança e procurem alimento e hospedagem, porque
aqui estamos num lugar deserto.
Existia uma
multidão naquele sitio deserto esperando ouvir Jesus, esperando por mais um
milagre. Certamente tinham cegos, aleijados, hansenianos, tuberculosos e
muitos, esperando sua palavra. Os de mais posses tinham com certeza levado suas
provisões de alimento. Os mais pobres esperavam pela caridade daqueles.
O dinheiro que o grupo de Jesus tinha era pouco para
alimentar os necessitados; eles também era pobres. É bom lembrar que na Igreja
original todos trabalhavam para se sustentar inclusive o grupo de Jesus, mas os
cristãos eram miseravelmente pobres.
O lugar deserto tem a mesma conotação do ocaso apresentado
no versículo 12. É um local de passagem nunca de repouso ou acolhida. E era uma
realidade para aquele povo. Fazia parte do seu dia a dia.
A turba representa os clientes a quem Jesus oferece o melhor
produto. Estes vinham de longe para ouvi-lo porque o conheciam ou,
principalmente, tinha ouvido falar dele. Estes clientes estavam se servindo do
seu fornecedor enquanto o produto lhes interessava, já que na hora da
condenação de Jesus por Pilatos, nenhum deles estava presente para dar seu
testemunho de fé. Neste momento só estavam os seguidores de Barrabas, condenado
político que se opunha a opressão de Roma. O Reino de Deus era algo muito
distante da compreensão daqueles.
Esta falta de fidelidade repete-se da mesma forma hoje e sempre.
Um case para reflexão: promoção no magazineluiza.
...Não temos mais do que cinco pães e dois peixes...
Temos
novamente os números guiando os valores da época. Cinco pães e dois peixes é
simplesmente um valor simbólico. Principalmente porque naquela época
costumava-se falar por metáfora, era uma forma de fugir à violência e Jesus e
os seus eram muito bom nisso. Era uma forma a confundir os opressores. Os
cristãos eram muito perseguidos, principalmente por Saulo, perseguidor feroz do
cristianismo e que certamente estava presente. Os 12 precisavam comentar com
Jesus que ali havia cristãos sim, mas em pequeno número em relação à multidão
existente.
Mas o que nos interessa no momento é exatamente desvendar
esta metáfora representada pelos números 5, 2 e 7 que é a soma.
No quinto dia Deus cria os peixes e as aves. Povoa a água e
o céu e manda-os serem reprodutivos. O peixe era o símbolo dos cristãos e a ave
o símbolo do Espírito Santo conforme aconteceu no batismo de Jesus. Daí pode-se
deduzir que a frase que continha as palavras pão e peixe tinha a ver com a
presença de cristãos batizados. E que pelo número apresentado eram poucos entre
a turba ali existente. O cinco ligado ao pão, alimento imprescindível na mesa
do judeu, representava a pequena quantidade dos crentes e um valor material,
tangível.
O 5 somado ao 2 dá um resultado 7 que era o número de
Igrejas cristãs na época e com isso os apóstolos queriam dizer que todas
estavam representadas naquele momento. O 2 ligado ao peixe, símbolo da igreja
original queria dizer que eles, da comunidade, acreditavam na presença de Deus
Pai e Deus Espírito Santo que ali estava junto ao Deus Filho Jesus. Era um
valor intangível. Crer era a coisa mais importante para os cristãos da época,
pois esta era a vontade de Deus.
Um case para reflexão: simbologia e cabala judaica.
.14.(Pois eram quase cinco mil homens.) Jesus disse aos
discípulos: Mandai-os sentar, divididos em grupos de cinqüenta.
A multidão de
5.000 homens é exatamente esta turba representada pelo número cinco e o número
50, serve para informar que existiam vários outros grupos, além das 7 igrejas,
dispostos a serem batizados, vindos de todas as partes. Jesus manda
organizá-los por grupos de procedência. Assim ficaria mais fácil a identificação,
o comando e os resultados de acordo com as necessidades de cada grupo.
Um case para reflexão: grandes multidões que se formam em
comícios, eventos religiosos, etc.
16.Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes,
levantou os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os a seus discípulos,
para que os servissem ao povo.
Como disse a turba era composta de cristãos batizados e não
batizados principalmente. Portanto nem todos ainda estavam preparados para
participar do grande momento que haveria de acontecer.
Para prepará-los Jesus fez sua pregação e finalizou
levantando os olhos ao céu, para em comunhão com o Pai e o Espírito Santo,
através da Benção com imposição de mãos, batizá-los com o Espírito Santo é foi
exatamente ai que o grande milagre aconteceu.
O milagre da CARIDADE através da SOLIDARIEDADE.
Foi com o batismo no Espírito Santo que toda aquela turba
acendeu para a CARIDADE e solidarizando-se uns com os outros, trocaram seus
alimentos e como diz finalmente o Evangelho:
17.E todos comeram e ficaram fartos. Do que sobrou
recolheram ainda doze cestos de pedaços.
Este ato final da multiplicação confere-nos dizer que Jesus
nos mostra como organizar multidões e poder cuidar delas permitindo que todos
possam se sentir saciados.
Um case: a fome no mundo.
Alvaro de Oliveira Neto
Alvaro de Oliveira Neto
domingo, 8 de janeiro de 2012
NOS TAMBÉM PODEREMOS SER OS MAGOS DO ORIENTE
MATEUS 2, 1
1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo
do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém,
2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua
estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
Esta passagem no Evangelho de Mateus é repleta de simbolismo
e marca o nascimento do Filho de Deus. Belém já simboliza a humildade que
marcará toda a vida de Jesus. (6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a
menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai
ser o pastor de Israel, o meu povo”. Mt 2, 6). Os magos supõe-se sacerdotes da
religião zoroástrica, praticada na Pérsia. Eram sensitivos e como tal tinham o
Dom da Profecia e Visualização. Este é o motivo pelo qual eles estavam
presentes imediatamente após o nascimento de Jesus.
Mas, o mais importante é que eles vieram de muito longe.
Isto quer dizer que eles caminharam muito e por longo tempo para conhecer o
Messias.
O Evangelho não cita nem nomes nem quantidade, apenas que
eles eram magos do Oriente. E estes magos, que não eram Judeus, portanto eram
gentios, vieram em busca do Valor e da Verdade que Jesus representava.
Hoje podemos nos colocar no lugar destes magos, gentios, e
até iniciarmos nossa longa caminhada para encontrarmos este Valor e conhecermos
a Verdade que Ele representa como segunda pessoa da Trindade Santa e Divina.
Reconheçamos a Verdade e a Verdade nos salvara. Este caminho
seguido pelos magos é o mesmo e único Caminho que Jesus diz ser.
Eu sou, o Caminho, a Verdade, e a Vida.
Reconhecendo que o ¨Eu sou” é o próprio nome de Deus que foi
dado a Moisés. O caminho, a verdade e a vida são meios de chegarmos a Deus,
como fizeram os magos do Oriente.
Caminhemos, pois, por esta senda de verdade e vida e
poderemos então, também, encontrar Jesus pleno e Ressucitado.
Alvaro Oliveira
domingo, 1 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
NÃO EXISTE A LEI DA DUALIDADE NO CÉU
LUCAS 18
22. A estas palavras,
Jesus lhe falou: Ainda te falta uma coisa: vende
tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e
segue-me.
VENDE TUDO O QUE TENS.
Tudo é tudo mesmo! Jesus não disse somente o que te
sobra. Ele quer de ti o despojamento total de todos os Tesouros que ajuntas na
Terra. (Mt 6, 19)
E quais são estes tesouros? São aqueles que te
aprisionam. Aqueles os quais tu devotas tua vida, teu coação. Não adianta
dizer: “Mas é só isso. Eu faço somente algumas coisas diferentes porque eu acho
certo, mas eu acredito piamente em Deus”.
Não adianta. Você tem que se despojar de TUDO.
DÁ-O AOS POBRES.
Quem são os pobres? Ai é onde está a parte mais
difícil. Muitos pensam logo: vou dar para os meus filhos, para os meus familiares.
Negativo! Não faça isso! Não dê aos seus o que não é bom. Antes reflita quem na
realidade são os pobres, pois estes na verdade são aqueles que tem um tesouro
na Terra. Perfeito? "Bem-aventurados
os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus" (Mateus 5:3). Estes são os verdadeiros pobres. Os pobres
que Jesus fala neste versículo 22, são os orgulhosos, os invejosos, os egoístas,
os maus, os que vivem nas trevas. Não são os pecadores, porque estes ele
acolheu quando aqui veio e salvou na cruz. Todos somos e sempre seremos
pecadores. Os apóstolos eram pecadores, Dimas, o bom ladrão, crucificado com
Jesus, era pecador. Mas Jesus os acolheu. Quando Ele diz “dá-o aos pobres” Ele
quer dizer o mesmo que aqueles que ajuntam tesouros na Terra (Mateus
6, 19-20). Quando Ele diz: dá tudo, Ele quer dizer
o mesmo que acumular Tesouros no Céu pois onde está o teu Tesouro ai está o teu
Coração.
DEPOIS, VEM E SEGUE-ME
Segue-me. Seguir Jesus é fazer a Vontade
de Deus. Acreditar! Segue-me é entregar-se a Jesus. Ele não o convida para
segui-lo de longe, com bens materiais, com Tesouros na Terra. Ele quer que você
o siga, juntinho dele, como amigo, como aquele que ele chama pelo nome e você
lhe responde com a vida porque Ele também te respondeu com a Vida. Como aquele
que ajunta Tesouros no Céu, porque Ele te deu a Paz (Jô
14, 23), o Amor. E que tesouros são estes. São
valores que plantamos e que dão frutos cem por um (Mt
13,8). Jesus não está interessado no seu dinheiro, no seu carro,
na sua casa, no seu relógio, em nada de material, nenhum bem que você possua na
Terra e nunca esteve. Os discípulos tinham que trabalhar para sobreviver. Em
Atos 18, 1- 4, Paulo diz que quem não trabalha não deve comer. Os apóstolos
trabalhavam para se manter. O bem que lhes interessava buscar nos outros era a
Fé. Por isso é muito importante sabermos a quem estamos fazendo uma doação.
Muitos dizem: eu faço a minha parte. Não é assim. Isso é o mesmo que comprar
uma propriedade sem escritura. São justificativas de quem não acredita na salvação,
mas sim têm medo de não se salvar. É preciso ver onde está indo sua doação,
como está sendo empregada. Se bem empregada aparecem os frutos, os Tesouros no
céu. Se mal empregada aparecem os Tesouros na Terra. E você, como doador fará
parte de um ou de outro porque você foi a origem. Faça-se em mim segundo a tua
palavra. (Lc 1, 38). Maria quando pronunciou este
voto de fé sabia qual era a origem e Deus, quando lhe deu a graça de conceber
seu filho, sabia quem era o destino.
Seguir a Jesus, Caminho, verdade e Vida (Jô
14, 6), não faz parte da Lei da Física de ação e reação. Seguir
Jesus é uma opção de Fé.
A reflexão continua aberta.
Alvaro Oliveira
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
SEGUE-ME!
LUCAS 18
18.Um homem de posição perguntou então a Jesus: Bom Mestre,
que devo fazer para possuir a vida eterna?
Esta é a preocupação
de todos. Este homem, sem nome, somos nós. O pior é que a maioria quer
eternizá-la aqui na Terra. Não percebem que a eternidade é algo inerente a
todas as criaturas. Nós somos eternos. Emanamos do Criador e a Ele voltaremos
no dia da Ressurreição. Queiramos ou não. Esta vida eterna tão desejada por
este homem, no entanto, era mais. O que ele queria era a Vida Eterna através da
Salvação.
19.Jesus respondeu-lhe: Por que me chamas bom? Ninguém é bom
senão só Deus.
Jesus, imediatamente o
coloca a prova, porque aquele homem usava de artimanhas para conquistar sua
graça. É assim, muitas pessoas usam de artimanhas para conquistar a graça dos
outros. E vão se chegando, como quem nada quisesse, como se fossem do bem. Mas
no fundo estão blefando para usurpar ou enganar.
Jesus sabia disso.
20.Conheces os mandamentos: não cometerás adultério; não
matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honrarás pai e mãe.
21.Disse ele: Tudo isso tenho guardado desde a minha
mocidade.
O homem mentiu e Jesus
sabia que ele mentia. Por este motivo colocou-lhe a prova definitiva. A
condição única para a Salvação.
22.A estas palavras, Jesus lhe falou: Ainda te falta uma
coisa: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu;
depois, vem e segue-me.
Jesus propõe o despojamento total dos valores materiais. E
como isto é difícil. Inclusive para muitas pessoas que se dizem falar em nome
de Jesus. Falam como se conhecessem o Amor e a Paz intimamente. Apropriam-se
das palavras de Jesus para enganar os incautos. Ai Jesus propõe-lhe a parte
mais difícil para os apegados aos bens materiais. Para os aproveitadores, os
falsos.
Segue-me!
E para segui-lo é preciso fazer a Vontade de Deus e amar ao próximo como Ele nos amou.
23.Ouvindo isto, ele se entristeceu, pois era muito rico.
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