segunda-feira, 14 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 15/09 - Nossa Senhora das Dores - Jo 19,25-27 ou Lc 2,33-35



Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!”. Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!”. A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Celebramos a memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores. Maria partilhou as dores do seu Filho. Hoje, como Mãe, ela acompanha, intercede e se faz presente na vida de seus filhos que sofrem e os ensina a permanecerem firmes na fé.
Silenciando o coração, repita algumas vezes a oração: Jesus Mestre, iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produza em mim frutos de vida. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto em si? Qual é o contexto da narrativa? Quais palavras mais chamaram a sua atenção durante a leitura?
"A presença das mulheres no momento da crucifixão é registrada pelos três evangelistas sinóticos. Contudo, elas permanecem à distância. João, no seu evangelho, as apresenta junto à cruz, Maria Madalena e Maria, a mãe de Jesus, acrescentando o discípulo que Jesus amava.
Neste contexto, João introduz as duas falas de Jesus: 'Mulher, eis teu filho', à sua mãe, e 'Eis a tua mãe', ao discípulo. Sua mãe está presente neste momento final do ministério de seu filho, assim como estivera no início, nas bodas de Caná, quando Jesus afirma que ainda não é chegada sua hora. Jesus dirige-se a sua mãe com o termo 'mulher'. Com esta expressão, repetida, Jesus irá se dirigir também à mulher samaritana, à beira do poço, e será a expressão com que o Ressuscitado se dirigirá a Maria Madalena, ao lado do túmulo vazio.
Agora é chegada a hora. É a hora do sinal maior: a glorificação de Jesus, a sua fidelidade plena ao projeto do Pai, até a morte, estando garantida a continuidade de sua missão pelas novas comunidades.
Em Maria, a mulher, temos a mãe de Deus. Maria Madalena, que sairá em busca de Jesus no horto, como nos Cânticos dos Cânticos, representa a nova comunidade como esposa do Ressuscitado. João, recebendo Maria como mãe, representa o discipulado, como filhos de Deus, herdeiros da vida eterna, em Jesus." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

"A grandeza de Maria se encontra na nobreza de tantos cristãos que não se deixam vencer pelas provocações e pela sede de vingança que povoa os espíritos mesquinhos. Sua força espiritual e sua confiança na presença divina permitiam que todos os acontecimentos se tornassem caminhos para encontrar-se com a graça divina. Pela capacidade de perdoar, pelo dom de lutar e conquistar sua dignidade, pela capacidade de superar os momentos tristes, a graça divina se revelava como um dom gratuito ao mundo.
Após cada momento de martírio de sua vida, após o desterro em terras longínquas e mesmo após as dores da cruz, Maria mostrava sempre ao mundo o Filho de Deus, o fruto abençoado de seu ventre, para que a esperança nunca morresse, mas que após as tempestades viesse sempre a bonança. Por sua comunhão com Deus, revelado em seu Filho e Filho de Deus, Maria está associada à obra da redenção divina. Com Maria, nossos vales de lágrimas, que por vezes naufragam nossos momentos mais difíceis da vida, tornam-se caminhos de encontro. Pelas lágrimas encontramos nossos amigos, nossos irmãos e a força solidária das pessoas queridas. Maria nos ensina que o vale de lágrimas é uma correnteza que nos leva na direção dos que sofrem e, por meio deles, tocamos o coração de Deus." (Retirado do livro: 'Nos passos de Maria', Paulinas Editora)
3- ORAÇÃO (VIDA)

Mãe de Jesus e minha Mãe! O Filho de Deus e ao mesmo tempo teu Filho, no alto da cruz te indicou um homem e disse: “Mulher, eis o teu filho!” Naquele homem ele te confiou cada um dos homens e das mulheres de todos os tempos. Por isso, abraças a todos e de todos te aproximas, para atraí-los maternalmente a ti e poderes apresentá-los a Jesus. Estás sempre onde estão os homens e as mulheres, onde quer que esteja a Igreja. Olha para nós com compaixão e, se cairmos, ajuda-nos a levantar-nos e a nos voltar para Cristo. Que seu Sangue, derramado no alto da cruz, seja fonte de vida e de salvação para todos. Amém. (Retirado do livro: 'Um mês com Maria', Paulinas Editora)


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual é o novo olhar que nasceu em mim, a partir da Palavra? Quais apelos recebi e compromissos que desejo concretizar em minha vida?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet

COMENTÁRIOS
Maria amou o seu filho até o fim

Depois de preso, Jesus foi abandonado por seus próprios discípulos. Medo, frustração, decepção, tudo isso levou os discípulos a se dispersarem. Mesmo Pedro, que havia dito, quando da última ceia, que jamais abandonaria Jesus, foi capaz de negá-lo três vezes. Mas algumas mulheres, entre elas a mãe de Jesus, e o discípulo que ele amava foram até o fim e permaneceram fiéis aos pés da cruz do Senhor. Quem ama não abandona jamais. Maria amou o seu filho até o fim; aos pés de sua cruz, ela mesma experimentou uma dor enorme, como a de uma espada que atravessa a alma. Ela não era somente mãe; tornara-se discípula fiel, capaz de acompanhar o seu filho até a cruz. Do alto da cruz, penhor da nossa salvação, Jesus vê as duas pessoas que lhe foram mais próximas: sua mãe e o discípulo que ele amava. Para o evangelho de João, a Igreja nasce aos pés da cruz, pela palavra do Senhor que revela a mútua pertença: “eis o teu filho... eis a tua mãe”. Maria, mãe do Senhor, é mãe da Igreja. Modelo de fidelidade, mesmo quando o sofrimento dilacera o coração, ela inspira os cristãos a nunca abandonarem o Senhor. Ao discípulo cabe receber a mãe do Senhor e dela cuidar.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=15%2F09%2F2015#ixzz3llU7k1cJ 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

domingo, 13 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 14/09 - Exaltação da Santa Cruz - Jo 3,13-17



Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna. De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

A liturgia de hoje celebra a Exaltação da Santa Cruz. "A cruz de Jesus Cristo é expressão do amor de Deus por toda a humanidade". Na escuta, meditação e contemplação da Palavra, acolhamos o Senhor que nos fala ao coração.
Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.
1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Faça uma leitura atenta e destaque as palavras que mais chamaram a sua atenção durante a leitura. Quais imagens aparecem no texto? Qual é a mensagem central que o evangelista procura transmitir?
"Neste texto temos um trecho da resposta de Jesus a Nicodemos que, interpretando ao pé da letra as palavras de Jesus, questiona como um homem, sendo velho, pode nascer de novo. Jesus é a fonte da vida eterna. Em sua trajetória, vindo do Pai e ao Pai voltando, Jesus, Filho do Homem, isto é, plenamente humano, realiza a salvação, que é a comunicação da vida divina e eterna a todos que creem nele. São os que creem no amor, na justiça e no direito, e que se empenham no serviço à vida, na preservação da natureza e na promoção humana dos pequeninos e excluídos.
Jesus de Nazaré, na plenitude de sua humanidade, é o dom de amor de Deus ao mundo. É a Palavra que se fez carne e veio morar entre nós. A elevação do Filho do Homem é a elevação do humano, com o resgate de sua dignidade. O antigo modelo da serpente de bronze no deserto (Nm 21,9), que motivava a fé, dá lugar a Jesus que comunica a vida e a todos atrai pela manifestação da graça e da verdade (Jo 1,17). A missão de Jesus não é a de condenação do mundo, mas de salvação, pela comunicação da vida divina e eterna a todos. É a missão da misericórdia e do amor, a que todos somos chamados." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

"No mistério da Cruz encontramos a história do homem e a história de Deus, sintetizadas pelos Pais da Igreja, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz: 'Aquela árvore tinha feito tanto mal, e esta árvore nos leva à salvação, à saúde. Perdoa aquele mal. Este é o caminho da história humana: um caminho para encontrar Jesus Cristo Redentor, que dá a sua vida por amor. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Esta árvore da Cruz nos salva, todos nós, das consequências daquela outra árvore, onde teve início a autossuficiência, o orgulho, a soberba de querer conhecer, - nós -, tudo, de acordo com a nossa mentalidade, de acordo com os nossos critérios, também segundo a presunção de ser e de se tornar os únicos juízes do mundo. Esta é a história do homem: de uma árvore a outra árvore'.
Na cruz, se encontra também 'a história de Deus', 'porque podemos dizer que Deus tem uma história'. De fato, 'Ele quis assumir a nossa história e caminhar conosco': inclinou-se, se tornando homem, enquanto nós queríamos nos elevar, e assumiu a condição de servo, sendo obediente até a morte na cruz, para nos levantar:
'Deus faz este caminho por amor! Não há outra explicação: somente o amor faz essas coisas. Hoje olhamos para a Cruz, a história do homem e a história de Deus. Olhamos para esta cruz, onde se pode provar mel de aloe, o mel amargo, a doçura amarga do sacrifício de Jesus. Mas esse mistério é tão grande que por si só não podemos compreender bem este mistério, não tanto para entender - sim, entender ... - mas experimentar profundamente a salvação deste mistério. Antes de tudo o mistério da Cruz. Somente se pode entender um pouquinho, de joelhos, em oração, mas também através das lágrimas: são as lágrimas que nos aproximam deste mistério'.
'Sem chorar, chorar no coração não se poderá jamais entender esse mistério'. É o choro do arrependimento, o choro do irmão e da irmã que olham para tantas misérias humanas' e as vêem em Jesus, mas 'de joelhos e chorando' e 'nunca sozinhos, nunca sozinhos!'.(Papa Francisco, homilia em 14/09/13, disponível na íntegra em http://www.radiovaticana.va).
3- ORAÇÃO (VIDA)


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia. O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet
 
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Exaltação da Santa Cruz

A festa da Exaltação da Santa Cruz remonta a meados do século IV d.C., quando o bispo de Jerusalém, na festa de dedicação da dupla basílica, constituída por duas igrejas, a igreja da Ressurreição e a igreja do Martírio, levantou uma relíquia da cruz e a apresentou ao povo para a veneração. Desse gesto é que deriva o nome de Exaltação da Santa Cruz. Mas é na sexta-feira santa que, a cada ano, os cristãos veneramos a cruz do Senhor como penhor de nossa salvação. A cruz de Jesus Cristo é expressão do amor de Deus por toda a humanidade. No entanto, tenhamos todos muito claro que a mística cristã não é a mística da cruz, mas sim a mística do Crucificado. Para o trecho do evangelho de hoje, no qual o episódio do livro dos Números (21,4b- 9) é utilizado, a elevação de Jesus Cristo é o antítipo da serpente elevada. O trecho faz parte da catequese batismal do capítulo 3 do evangelho de João. Essa nossa perícope dá uma interpretação cristológica ao episódio narrado pelo autor do livro dos Números: quem salva e cura da morte é Jesus Cristo. É pela fé em Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado que se é salvo e se tem a vida eterna.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=14%2F09%2F2015#ixzz3lfT76A98 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

sábado, 12 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 13/09 - Tu és o Cristo! - Mc 8,27-35



Jesus e seus discípulos partiram para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho, ele perguntou aos discípulos: “Quem dizem as pessoas que eu sou?”. Eles responderam: “Uns dizem João Batista; outros, Elias; outros ainda, um dos profetas”. Jesus, então, perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Pedro respondeu: “Tu és o Cristo”. E Jesus os advertiu para que não contassem isso a ninguém. E começou a ensinar-lhes que era necessário o Filho do Homem sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, depois de três dias, ressuscitar. Falava isso abertamente. Então, Pedro, chamando-o de lado, começou a censurá-lo. Jesus, porém, voltou-se e, vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: “Vai para trás de mim, satanás! Pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!”. Chamou, então, a multidão, juntamente com os discípulos, e disse-lhes: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!”. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; mas quem perder sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum. Diante das interrogações de Jesus aos seus discípulos: "Quem dizem as pessoas que eu sou?", "E vós, quem dizeis que eu sou?", Pedro prontamente responde: "Tu és o Cristo". Que a escuta da Palavra de Deus motive em nós a mesma profissão de fé de Pedro.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Qual é o questionamento que Jesus dirige aos discípulos? Quais são as afirmações a respeito de Jesus? Para Simão Pedro, quem é Jesus? Qual é a reação de Pedro diante do anúncio de que o Filho do Homem irá sofrer, ser morto e depois ressuscitar?
"Jesus e seus discípulos partem para os povoados além das fronteiras da Galileia, ao norte. A partir de então Jesus decide tomar rumo ao sul, seguindo o caminho para Jerusalém, através da Judeia, em um ambiente exclusivamente judaico, para aí fazer seu anúncio libertador. Aproxima-se a festa ritual da Páscoa judaica. É o momento oportuno para aprofundar a própria identidade de Jesus. Vai se encerrando o ministério na Galileia e vizinhanças, em ambiente predominantemente gentílico, para o confronto em Jerusalém, completando-se a missão de Jesus.
Conforme as expectativas das elites religiosas e econômicas de Jerusalém, aguardava-se um líder, o messias, representado na figura do 'Servo de Javé', das profecias de Isaías , o qual daria à Judeia um poder e status de acordo com antigo império de Davi, conforme as glórias que constavam na tradição. Na escatologia e na apocalíptica do Primeiro Testamento encontravam a esperança de Israel vir a ser uma nação hegemônica sobre todas as nações do mundo, em pleno poder e glória. Parte do povo assimilava esta tradição das elites, introjetando-a. Assim também acontecia com os discípulos de Jesus, originários do judaísmo.
A questão da identidade de Jesus vinha sendo discutida entre o povo e as opiniões eram variadas. O próprio Herodes se interrogava sobre esta questão. Entre o povo, contudo, havia opiniões que identificavam Jesus com alguns líderes populares, contestadores do poder, como foram João Batista, Elias ou os profetas.
Contudo, junto de Jesus, Pedro representando os discípulos, ao ser interrogado, externa sua opinião de que Jesus seria o messias ('cristo', do grego) esperado pelas elites. Jesus os repreende severamente, com o mesmo vigor que exorcizava os espíritos impuros.
Em continuidade, Jesus prenuncia as perseguições que o ameaçam em Jerusalém, da parte das autoridades religiosas (primeiro 'anúncio da Paixão'). Pedro rejeita o confronto com os possíveis sofrimentos e é repreendido mais severamente por Jesus. Jesus propõe as 'coisas de Deus', a comunicação da vida, sem limites. Pedro atém-se às 'coisas dos homens', à preservação do poder e à paz da ordem iníqua estabelecida.
Jesus, então, retoma a instrução aos discípulos quanto ao despojamento e a disponibilidade a serem assumidos por eles. Perder sua vida por causa de Jesus é desprezar os sedutores projetos de sucesso de enriquecimento e de consumismo, oferecidos pelos poderosos deste mundo. Perder sua vida é ser para o outro, estar a serviço e em comunhão com os mais necessitados e excluídos, como Jesus. É viver o amor, comprometendo-se com a luta em vista da restauração da vida e da conquista da Paz." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim hoje? Qual palavra chamou mais a minha atenção? Em que sentido o texto fortalece a minha caminhada de fé? Como acolho as palavras e ensinamentos de Jesus em minha vida? Quais são as atitude que Jesus me convida a viver? O que significa para mim a propostas de Jesus: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me"?


3- ORAÇÃO (VIDA)

"Senhor Jesus, tu és o Caminho. Em meio a sombras e luzes, alegrias e esperanças, tristezas e angustias, Tu nos levas ao Pai. Não nos deixes caminhar sozinhos. Fica conosco, Senhor!
Tu és as Verdade. Desperta nossas mentes e faze arder nossos corações sedentos de justiça e santidade. Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti. Fica conosco, Senhor!
Tu és a Vida. Abre nossos olhos para Te reconhecermos no 'partir o Pão', sublime sacramento da Eucaristia. Alimenta-nos com o Pão da Unidade. Sustenta-nos em nossos sofrimentos, faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos. Fica conosco, Senhor!
Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no vigor do Espírito Santo, faze-nos teus discípulos missionários. Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser alegres no Caminho para a Terra Prometida. Corajosos testemunhas da Verdade libertadora. Promotores da vida em plenitude. Fica conosco, Senhor! Amém". (Oração composta pela Arquidiocese de Brasília)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Qual apelo a Palavra de Deus despertou em meu coração? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


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Créditos:
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet
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O seguimento de Cristo é participação na vida do Senhor
Com o trecho de hoje, chegamos ao centro do evangelho segundo Marcos. O segundo evangelho é uma “catequese mistagógica” em cujo centro está a pergunta cristológica por excelência: Quem é Jesus? O pano de fundo da dupla pergunta de Jesus a seus discípulos é a incompreensão e a incredulidade tanto da parte das pessoas, em particular os escribas e os fariseus (cf. Mc 8,11-13), como também dos seus próprios discípulos (cf. Mc 8,14-21). É um momento de crise, entenda-se, de discernimento, de tomada de decisão para que a missão recebida do Pai seja levada a termo. Cesareia de Filipe é um vilarejo ao norte do mar da Galileia, onde nasce o rio Jordão. Havia aí um santuário para culto pagão do deus Pan. Mais tarde, Herodes construiu um templo de mármore branco dedicado a Augusto. É exatamente aí, nesse santuário pagão, que Pedro exprime o reconhecimento de Jesus como Messias, como o verdadeiro e único Salvador. Mas, mesmo reconhecendo o messianismo de Jesus, essa profissão não impedirá os discípulos, representados por Pedro, de se oporem ao modo como esse messianismo é vivido por Jesus, passando, inclusive, pela paixão e pela morte. O reconhecimento e a aceitação do messianismo vivido por Jesus têm consequências para a vida dos discípulos. Certamente, num primeiro momento, como podemos notar, é frustrante para Pedro a consciência de que o Messias que ele tem diante de si não é como esperava. A conversão de sua mentalidade exigirá um longo percurso. O seguimento de Cristo exige entrega total, pois é participação na vida do Senhor. A condição do seguimento diz respeito a todos, multidão e discípulos. Renunciar a si mesmo não é a negação do que se é, nem da própria história; é adesão livre e compromisso de viver a existência no dinamismo da entrega a Deus e aos outros. Renunciar a si mesmo é reconhecer a vida como dom e aceitar a vocação de fazer o outro viver, mesmo quando para isso a própria vida é posta em risco, como o foi para a vida de Jesus. Trata-se, portanto, de não se deixar levar pelo instinto de preservar a própria vida, mas de ser movido pelo sopro de Deus. Renunciar a si mesmo é desejar e optar por viver a vida do Senhor, sem perder a própria identidade; é viver o caminho do Senhor como um caminho para a vida.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&id=5345#ixzz3laUJiS7B 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 12/09 - Árvore boa produz bons frutos - Lc 6,43-49



"Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Cada árvore se reconhece pelo seu fruto. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de urtigas. Quem é bom tira coisas boas do tesouro do seu coração, que é bom; mas quem é mau tira coisas más do seu tesouro, que é mau. Pois a boca fala daquilo de que o coração está cheio. Por que me chamais: 'Senhor! Senhor!', mas não fazeis o que vos digo? Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. É semelhante a alguém que, para construir uma casa, cavou fundo e firmou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a correnteza atingiu a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a alguém que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A correnteza atingiu a casa, e ela, imediatamente, desabou e ficou totalmente destruída".

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Neste novo dia, Jesus nos recorda: "Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Cada árvore se reconhece pelo seu fruto." Para bem acolhermos os seus ensinamentos, pedimos: Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

Faça uma leitura atenta do Evangelho. O que o texto diz? Quais imagens são utilizadas? A quem Jesus está instruindo? Qual é o apelo central do texto? Retome as expressões que chamaram a sua atenção.
"O 'Sermão da Planície', em Lucas, correspondente ao 'Sermão da Montanha, em Mateus, encerra-se com estas três parábolas sobre árvores e frutos e sobre o tesouro do coração. Elas apontam para a conversão, para a renovação da vida pessoal.
Pela conversão a pessoa abandona falsos valores oferecidos pelo mundo dos poderosos e adere ao projeto de vida de Jesus. É a casa construída sobre a rocha. Uma vida a serviço do próximo permanece para toda a eternidade.
A comparação com a árvore e seus frutos é facilmente compreendida e muito sugestiva. Contudo, não se trata de chegar à conclusão dualista de que as pessoas separam-se em boas e más, mas sim que cada um deve encher seu coração de coisas boas para que seus frutos sejam bons." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

"É grande o risco de o discipulado do Reino se reduzir a palavreado vazio e inconsistente, sem o devido respaldo do testemunho de vida. Para Jesus, não basta o discípulo dizer 'Senhor, Senhor!' para revelar a adesão ao Reino. É preciso muito mais!
Falar e não fazer é a atitude insensata de quem, com toda facilidade, fracassará no primeiro confronto com o antirreino. Será mentiroso, quando a situação exige pessoas verdadeiras. Será egoísta, quando desafiado a ser generoso e compartilhar. Ficará calado diante da injustiça e da maldade, quando os fatos exigem ser corajoso defensor dos injustiçados e oprimidos. Nas circunstâncias em que é chamado a testemunhar sua condição de discípulo do Reino, fracassará inteiramente. Na direção contrária, quem está decidido a se pautar pelos ditames da fé, não fracassará quando se abaterem sobre ele as tempestades." (Do livro: Dia a dia nos passos de Jesus, ano B, Paulinas Editora).
3- ORAÇÃO (VIDA)

Ofereça ao Senhor os frutos da sua oração, da sua meditação e contemplação da Palavra. Apresente o desejo que brotou em seu coração e peça a graça de vivê-lo durante o dia. Faça sua prece de agradecimento ou pedido.
Conclua com a oração: Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

De que forma a Palavra de Deus estará presente neste meu dia? O que desejo colocar em prática segundo os ensinamentos de Jesus?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet

COMENTÁRIOS
A vida construída na escuta da palavra de Cristo

O sermão da planície termina de forma semelhante ao sermão da montanha de Mateus (Mt 7,15-27). A conclusão do sermão da planície é um apelo à coerência interna, isto é, ao acordo de si consigo mesmo, e, consequentemente, à renúncia da hipocrisia. É acolhendo e pondo em prática o conjunto do ensinamento de Jesus que se produz fruto. “Fruto”, aqui, é um comportamento ético em conformidade com as exigências e valores próprios do evangelho de Jesus Cristo. Os discursos pseudopersuasivos e as belas palavras podem levar a própria pessoa a viver na ilusão e a induzir os outros a erro, como se a vida cristã reiterasse uma espiritualidade desencarnada. Ao contrário, a adesão livre à pessoa de Jesus Cristo exige um comportamento condizente com a vida que o Senhor propõe (Tg 3,13-18). A parábola das duas casas é a imagem da vida do fiel, a qual pode ser construída no esforço da escuta e realização da palavra de Jesus Cristo, ou, então, no esquecimento de que a aceitação do ensinamento do Senhor exige uma conduta condizente (Tg 1,21-25).
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=12%2F09%2F2015#ixzz3lTytC1WA 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 11/09 - Pode um cego guiar outro cego? - Lc 6, 39-42



Jesus contou-lhes, também, uma parábola: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco? O discípulo não está acima do mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. Por que observas o cisco que está no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não percebes a trave que está no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no teu olho e, então, enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

Pela escuta e meditação da Palavra, somos convidados pelo Senhor a vivermos duas de suas exortações: não julgar os outros e combater a hipocrisia. Que o Espírito Santo venha em nosso auxílio e nos mostre o caminho que a Palavra deseja realizar na vida de cada um de nós.
Rezemos: Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos a salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? A quem Jesus está instruindo? Quais são as suas exortações? Onde percebo que o julgamento e a hipocrisia estão presentes? Qual é o caminho apontado por Jesus?
"Lucas reúne, na segunda metade do capítulo 6 de seu evangelho, após a proclamação das bem-aventuranças, várias sentenças de Jesus veiculadas na tradição das comunidades. Compõe, assim, um discurso à semelhança do Sermão da Montanha, de Mateus. No texto de hoje temos duas sentenças correlacionadas. A referência à "parábola" logo no início parece veiculá-la à parábola das duas casas, narrada mais adiante (vv.48-49).
Na primeira sentença há duas interrogações sobre o cego que guia outro cego. É possível que, originalmente, fosse dirigida aos fariseus tidos como guias de uma doutrina que desorientava o povo. Lucas, aqui, a estaria aplicando também aos discípulos, os quais deveriam entender melhor a missão de Jesus, e, ao estarem bem formados, não pretender ser maior do que ele. A segunda interrogação é feita com uma comparação, usando o exagero: o cisco ou a trave no olho. Em vez de procurar defeitos nos irmãos, é importante fazer autocrítica. Assim, com humildade, se está preparado para, com lucidez e amor, corrigir fraternalmente o irmão." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que o texto diz para mim? Como acolho os ensinamentos de Jesus em minha vida? Qual é o caminho para o não julgamento dos outros? E para combater a hipocrisia? O que leva o ser humano a agir com julgamentos e hipocrisia? Qual é o apelo que o Senhor me convida a viver? Quais sentimentos a Palavra despertou em mim?
3- ORAÇÃO (VIDA)

Pedimos que o Espírito Santo transforme o nosso coração:
Ó Espírito Santo! Dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora; fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da Santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao Coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte, para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda ofensa, toda desilusão. Um coração grande e forte e constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração, cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo, e cumprir humilde e fielmente a vontade do Pai. Amém. (Papa Paulo VI)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Como vou viver concretamente durante o dia os apelos que o Senhor me revelou?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015', Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet

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Mês da Bíblia 2015
Neste ano, o tema proposto para o aprofundamento do Mês da Bíblia é: "Discípulos missionários a partir do Evangelho de João", e o lema: "Permanecei no meu amor para produzir muitos frutos".
Assista ao vídeo sobre o tema:



Acompanhe, na próxima sexta-feira, mais uma reflexão sobre o Evangelho de João.

COMENTÁRIOS
Ver os semelhantes com o olhar de misericórdia de Jesus

A parábola que nos é proposta hoje deve ser compreendida à luz das exigências precedentes que formam o conteúdo do sermão da planície, centrado fundamentalmente sobre a exigência do amor e da misericórdia. O “guia cego” é o discípulo que não aceita a sua condição de servo e não se submete ao ensinamento do seu Mestre, e que, por isso, não vê os seus semelhantes com o olhar de misericórdia de Jesus; além disso, resiste à identificação com o Senhor. A cegueira é, ainda, um modo de falar da incredulidade. O texto reflete um problema interno à comunidade dos discípulos, mas que podemos estender a todos os âmbitos da vida humana: a crítica aos outros desprovida de autocrítica e de verdadeira misericórdia. A parábola da palha e da trave apela para a necessidade de autocrítica e de misericórdia. A trave não permite enxergar bem, distorce e diminui a visão, e até mesmo a impede. Um comportamento desses cria uma situação ainda pior. Certamente, a preocupação que o evangelho traduz é a tensão interna à comunidade cristã entre os cristãos comuns e aqueles que se sentem mais iluminados e pretendem instruir os outros na vida espiritual e na ética cristã. Para poder ajudar alguém é preciso humildade e consciência dos próprios limites.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=11%2F09%2F2015#ixzz3lO0fWnVT 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 10/09 - Amai os vossos inimigos - Lc 6,27-38



A vós, porém, que me escutais, eu digo: amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam. Falai bem dos que falam mal de vós e orai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te bater numa face, oferece também a outra. E se alguém tomar o teu manto, deixa levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar do que é teu, não peças de volta. Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo. Se amais somente aqueles que vos amam, que generosidade é essa? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que generosidade é essa? Os pecadores também agem assim. E se prestais ajuda somente àqueles de quem esperais receber, que generosidade é essa? Até os pecadores prestam ajuda aos pecadores, para receberem o equivalente. Amai os vossos inimigos, fazei o bem e prestai ajuda sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande. Sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso também para com os ingratos e maus. Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

No Evangelho, Jesus instrui seus discípulos e a cada um de nós para rompermos com a cadeia de vinganças e violências. O discípulo de Jesus, a exemplo do seu Mestre, é convidado a ser promotor da paz e testemunha do amor.
Pedimos: Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Quais palavras chamaram a sua atenção durante a leitura? Quais são as orientações de Jesus? Qual é a temática central da narrativa?
"Lucas reúne aqui uma série de ditos de Jesus sobre a misericórdia. O amor misericordioso de Deus, revelado em Jesus e comunicado a todos nós, é a grande novidade do Reino. A sentença: 'Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo', conforme o evangelho de Mateus, é o resumo da Lei e dos Profetas. Esta é uma máxima universal, e veiculada no mundo helênico, no tempo de Jesus. Com o imperativo: 'Amai os vossos inimigos', Jesus remove a figura do inimigo, dominante no Primeiro Testamento. O Deus do amor e da paz é bondoso e misericordioso para com todos, sem exclusões." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim, hoje? Qual é o convite que o Senhor me faz? É fácil oferecer a outra face a quem nos ofende? O que significa para mim o convite de Jesus: "Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso"?
"Fiéis à obra de reconciliação realizada por Deus em Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, os católicos e todos os homens de boa vontade empenhem-se por dar exemplos de reconciliação para se construir uma sociedade justa e pacífica. Nunca esqueçamos que 'onde as palavras humanas se tornam impotentes, porque prevalece o trágico clamor da violência e das armas, a força profética da Palavra de Deus não esmorece e repete-nos que a paz é possível e que devemos, nós mesmos, ser instrumentos de reconciliação e de paz'".(Verbum Domini, 102)
3- ORAÇÃO (VIDA)

Motivados pela Palavra que meditamos, peçamos a graça de sermos construtores da paz na sociedade, em nossas famílias e nos ambientes de trabalho. Que a vivência do amor fortaleça nossos laços de fraternidade.


4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

O que está sendo pedido à minha vida, aqui e agora? Ao concluir sua reflexão do texto bíblico e oração, em quais realidades você percebe a necessidade de uma maior abertura? O que você pretende fazer para que isso aconteça? Que outro apelo a Palavra de Deus te convida a viver?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet

 
COMENTÁRIOS
O amor cristão move o coração do ser humano

O tema central do evangelho de hoje é o amor aos inimigos com a consequente gratuidade e generosidade que esse modo de viver exige de todo cristão. É no amor aos inimigos e através da generosidade e gratuidade que a vida do cristão exprime a misericórdia semelhante à misericórdia de Deus. O amor cristão é um modo de viver que dá sentido e valor a todas as coisas e move o coração do ser humano na direção do bem a ser realizado, inclusive em favor dos inimigos. Os destinatários deste trecho do discurso da planície são aqueles que ouvem Jesus, isto é, aqueles que se deixam iluminar pela palavra do Senhor e cultivam a boa semente dessa palavra na terra boa do coração, lá onde só Deus pode chegar e agir. Exigência da vida no seguimento de Jesus Cristo é a identificação com a atitude e o coração de Deus. Essa identificação se exprime na prática do amor aos inimigos e no cultivo da disposição de fazer o bem não importando a quem. O que se propõe, outrossim, neste trecho, é a superação da teologia da retribuição pelo amor, através do qual as barreiras da inimizade são rompidas.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=10%2F09%2F2015#ixzz3lIQoy89T 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 09/09 - As Bem-aventuranças - Lc 6,20-26



Jesus levantou os olhos para os seus discípulos e disse-lhes: “Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Felizes vós que agora passais fome, porque sereis saciados! Felizes vós que agora estais chorando, porque haveis de rir! Felizes sereis quando os homens vos odiarem, expulsarem, insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem. Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu, pois era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós que agora estais fartos, porque passareis fome! Ai de vós que agora estais rindo, porque ficareis de luto e chorareis! Ai de vós quando todos falarem bem de vós, pois era assim que seus antepassados tratavam os falsos profetas.

LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL

O Evangelho das bem-aventuranças nos coloca no "caminho concreto para a transformação deste mundo em um mundo de fraternidade, justiça e paz."
Rezemos: Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Liste bem-aventuranças presentes no texto. Liste as advertências que aparecem na narrativa. A quem Jesus está instruindo? Qual é o ensinamento de Jesus?
"Lucas, como Mateus, apresenta Jesus proclamando as bem-aventuranças na fase inicial do seu ministério, na Galileia, seguindo-se uma série de sentenças instrutivas sobre as práticas essenciais do Reino, a serem assumidas pelos discípulos. As bem-aventuranças são um estado particular de felicidade decorrente da comunhão com Deus, que por elas se alcança. Jesus revela que Deus vem ao encontro daqueles que são pobres, que passam fome, que estão chorando e que são vítimas das perseguições dos poderosos que rejeitam a libertação e a vida que Jesus veio comunicar a todos. Às quatro bem-aventuranças se contrapõe a advertência dos quatro "ais" dirigidos aos ambiciosos da riqueza, que na acumulação e no luxo espoliam os pobres. Estes estão convidados a aderir às bem-aventuranças, à solidariedade e à partilha, características do mundo novo possível." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim? Com qual bem-aventurança mais me identifico? Trazendo o texto para os nossos dias, quem são os pobres no espírito? Quem são os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça? Quem são os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os que são perseguidos por causa da justiça? O que Jesus pede a mim hoje? Quais sentimentos a Palavra despertou em mim?



3- ORAÇÃO (VIDA)

A oração é a minha resposta à Palavra de Deus; ela brota da escuta e da meditação do texto sagrado.
Entregue ao Senhor tudo o que a Palavra despertou em seu coração. Entregue este novo dia para que possa ser vivido na graça de Deus.
"Senhor Jesus, tu és o Caminho. Em meio a sombras e luzes, alegrias e esperanças, tristezas e angustias, Tu nos levas ao Pai. Não nos deixes caminhar sozinhos. Fica conosco, Senhor!
Tu és as Verdade. Desperta nossas mentes e faze arder nossos corações sedentos de justiça e santidade. Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti. Fica conosco, Senhor!
Tu és a Vida. Abre nossos olhos para Te reconhecermos no 'partir o Pão'. Sublime sacramento da Eucaristia. Alimenta-nos com o Pão da Unidade. Sustenta-nos em nossos sofrimentos, faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos. Fica conosco, Senhor!
Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, no vigor do Espírito Santo, faze-nos teus discípulos missionários. Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser alegres no Caminho para a Terra Prometida. Corajosos testemunhas da Verdade libertadora. Promotores da vida em plenitude. Fica conosco, Senhor! Amém". (Oração composta pela Arquidiocese de Brasília)
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia. O que me proponho a viver?
BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Créditos: 
Referências bíblicas: Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002 e também para a numeração dos Salmos
Comentário: Pe. Carlos Alberto Contieri, sj, publicado em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas Editora
Ilustração: Osmar Koxne
Leitura orante: Equipe de Redação Paulinas Internet 
 
COMENTÁRIOS
O anúncio do Reino transforma os coração

Os destinatários deste trecho do sermão da planície são os discípulos. São eles que estão compreendidos no “vós” dos macarismos. Assim como em Mateus, o discurso se abre com os macarismos que em Lucas somam somente quatro. Uma das características do discurso da planície é que ele pode ser considerado um desdobramento do discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré (4,16-30). Os quatro macarismos são seguidos de quatro lamentações. Aos macarismos e lamentações subjaz uma promessa: a transformação da realidade deste mundo. Na verdade, o Reino de Deus é o objeto da promessa de transformação. O substantivo “pobre” tem, aqui, um duplo significado: trata-se daqueles que não têm os bens necessários para sobreviver e, também, dos discípulos que são perseguidos em razão de sua fé em Jesus Cristo. As lamentações estão em paralelo com os macarismos. Por “ricos” entenda-se aqueles que levam uma vida confortável, sem se preocupar com os seus semelhantes (cf. Lc 16,19-31). Jesus não se propõe a resolver os problemas socioeconômicos do povo, nem a dar vida fácil para os discípulos. O que ele promete e anuncia é o Reino de Deus que, através dos seus valores, é capaz de transformar o coração do ser humano e a realidade (cf. Mt 13).
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=09%2F09%2F2015#ixzz3lCPQkh6D 
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.