quinta-feira, 12 de novembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 14/11 - Deus ouve o clamor por justiça - Lc 18,1-8

Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, e lhe pedia: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’. Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Não temo a Deus e não respeito ninguém. Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir!’”. E o Senhor acrescentou: “Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?"

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O cuidado de Deus para com os seus escolhidos

A vida de um autêntico discípulo de Jesus deve ser marcada pela intimidade com o Senhor, cultivada na oração. O próprio narrador explicita a finalidade da parábola: mostrar aos discípulos a necessidade da perseverança na oração. Toda parábola visa, para além da lógica da descrição, transmitir uma mensagem. Um dos personagens da parábola é um juiz que agia inescrupulosamente, não respeitando Deus nem os seus semelhantes. Em outros termos, trata-se de alguém que age arbitrariamente, não levando em consideração a Deus nem aos homens. Essa descrição do juiz, na parábola, serve para enfatizar a importância da perseverança da súplica da viúva e ressaltar, por comparação, o cuidado de Deus para com os seus escolhidos. Deus não abandona os que ele escolheu; socorre a todos e os atende em suas necessidades. Tirando as consequências da parábola para toda a Comunidade cristã, a mensagem é clara: deve ser uma comunidade orante, suplicante, consciente de que todo verdadeiro bem procede unicamente de Deus. A oração confiante sustenta o testemunho da Igreja e nutre o empenho missionário da comunidade eclesial (cf. At 2,42-47; 12,1-19).
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 13/11 - Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la - Lc 17,26-37

“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. Comiam, bebiam, homens e mulheres casavam-se, até ao dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos. Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. O mesmo acontecerá no dia em que se manifestar o Filho do Homem. Naquele dia, quem estiver no terraço não entre para apanhar objeto algum em sua casa. E quem estiver no campo não volte atrás. Lembrai-vos da mulher de Ló! Quem procurar salvar a vida, vai perdê-la; e quem a perder, vai salvá-la. Eu vos digo: naquela noite, dois estarão na mesma cama; um será tomado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão juntas; uma será tomada e a outra será deixada”. Os discípulos perguntaram: "Senhor, onde acontecerá isto?" Ele respondeu: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres".

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Viver a partir da centralidade do Reino de Deus

A vinda do Filho do Homem tem sempre um caráter de surpresa; nenhum ser humano pode saber quando acontecerá. Daí a necessidade da vigilância. O dilúvio é interpretado pela própria Escritura como um evento de purificação. A causa do dilúvio foi a maldade crescente da humanidade e a corrupção da obra da criação de Deus (cf. Gn 6–8). O mesmo se diga da destruição de Sodoma e Gomorra que, em razão de sua perversidade, foram arrasadas por enxofre e fogo do céu (Gn 19,1-29). A partir desses dois acontecimentos, Jesus exorta os discípulos a não viverem a vida como se Deus não existisse, ou como se a fé não dissesse respeito aos valores da vida. A excessiva preocupação com questões relativas à vida de cada dia e com o bem-estar (Mt 6,25-34; Lc 12,22-31) pode distanciar o discípulo das coisas de Deus e fazê-lo até prescindir de Deus na organização de sua vida. As histórias mencionadas de Noé e Ló servem para ilustrar essa situação e interpelar os discípulos a permanecer unidos ao Senhor. A fé em Deus tem para a vida do cristão uma implicação ética: ela exige um comportamento condizente com a vontade de Deus. A vida do fiel deve ser expressão da fé que ele professa e da relação com o Deus em quem põe a sua confiança e a sua esperança. Na vida do discípulo, e de toda a comunidade cristã, tudo tem de ser vivido a partir da centralidade do Reino de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 12/11 - O Reino de Deus está no meio de vós! - Lc 17,20-25

Os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Ele respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’, ou: ‘Está ali’, pois o Reino de Deus está no meio de vós”. E ele disse aos discípulos:“Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. Dirão: ‘Ele está aqui’ ou: ‘Ele está ali’. Não deveis ir, nem correr atrás. Pois como o relâmpago de repente brilha de um lado do céu até o outro, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

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Reconhecer o Reino nos gestos e palavras de Jesus

Os interlocutores de Jesus no Evangelho de hoje são os fariseus e os discípulos. Os sinais do Reino de Deus precisam ser sempre discernidos e compreendidos, pois todo sinal, por sua própria natureza, é ambíguo. A pergunta dos fariseus sobre a chegada do Reino de Deus revela ignorância de que ele já está presente no meio deles, através da pessoa de Jesus. O Reino de Deus não vem ostensivamente, diz Jesus. Isso não é novidade para o leitor, pois o Reino já foi comparado a uma semente de mostarda e a um pouco de fermento que uma mulher mistura na massa de farinha de trigo. Procurar o Reino de Deus num fato extraordinário ou esperar que isso aconteça é perder a oportunidade de reconhecê-lo nos gestos e palavras de Jesus. O Reino de Deus não se identifica com nenhuma realidade terrestre, nem com qualquer situação sociopolítica ou econômica. Ele, no entanto, pode estar presente em tudo, pois perpassa todas as dimensões da existência humana. O Reino de Deus não exige nenhuma percepção óptica, por isso, precisa sempre ser discernido. Do discípulo ele exige vigilância para poder reconhecê-lo e acolhê-lo. “Reino de Deus” é um modo de falar da ação de Deus na pessoa e na história humana.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
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terça-feira, 10 de novembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 11/11 - Levanta-te e vai! Tua fé te salvou! - Lc 17,11-19

Caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. Estava para entrar num povoado, quando dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam a certa distância e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”. Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto estavam a caminho, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?”. E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.

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Dez leprosos suplicam a Jesus por compaixão

O evangelista lembra sempre ao leitor que Jesus está caminhando para Jerusalém (cf. 9,51), caminho que é metáfora do caminho de Jesus para o Pai. Enquanto sobe para a sua paixão e morte, Jesus vai fazendo viver e manifestando a misericórdia de Deus. A situação dos leprosos do tempo de Jesus era dramática e profundamente humilhante. Dez leprosos suplicam a Jesus por compaixão. Não há nenhum gesto para a cura deles todos. A palavra de Jesus foi suficiente para purificá-los. Isso mostra o poder da palavra de Jesus; poder de purificar e dar vida nova. O número “dez” simboliza a totalidade de um povo. Isso significa que, na purificação daqueles leprosos, todo um povo é visitado por Deus. A cura da lepra é um dos sinais dos tempos messiânicos. A salvação da qual Jesus é portador destina-se a todos os povos, judeus e pagãos. A observação de que somente o samaritano voltou para agradecer ressalta a ingratidão do povo de Israel, representado pelos outros nove que não voltaram. O samaritano, considerado herético pelos judeus, cumpre o papel de Israel de prostrar-se diante do Deus único e verdadeiro e agradecer pelo bem da libertação da escravidão. A lepra era uma verdadeira escravidão. Neste texto, o leitor é interpelado a afinar o seu discernimento e abrir o coração para reconhecer o Reino de Deus que se aproxima, em primeiro lugar, na pessoa de Jesus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 10/11 - Servir com generosidade - Lc 17,7-10

Se alguém de vós tem um servo que trabalha a terra ou cuida dos animais, quando ele volta da roça, lhe dirá: “Vem depressa para a mesa”? Não dirá antes: “Prepara-me o jantar, arruma-te e serve-me, enquanto eu como e bebo. Depois disso, tu poderás comer e beber”? Será que o senhor vai agradecer o servo porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: “Somos simples servos; fizemos o que devíamos fazer”.

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O discípulo é servidor de Deus e dos seus semelhantes

O discípulo é, sobretudo, servo, e o seu serviço deve ser caracterizado pela generosidade e gratuidade. Na comunidade cristã, é preciso que cada membro assuma a sua função e vocação sem se deixar dominar pelo desejo de reconhecimento ou recompensas. A generosidade e a gratuidade são, entre outros, traços característicos de uma comunidade cristã madura e unida profundamente ao seu Senhor. O discípulo é servidor de Deus e dos seus semelhantes. O sentido da parábola de hoje é esse: antes de se assentar à mesa, no banquete escatológico, há um trabalho a ser feito: o anúncio do Reino de Deus e o testemunho de Jesus Cristo (cf. At 1,8). A declaração “somos servos inúteis”, ao término do trabalho, é de difícil interpretação. A expressão não se refere ao trabalho realizado, o que implicaria a declaração da inutilidade da tarefa feita. O contexto nos permite compreendê-la em relação à recompensa, no sentido de não ser merecedor do que quer que seja. Assim compreendida, a expressão “servos inúteis” aponta para a gratuidade do serviço. A recompensa do Apóstolo é Deus e seu verdadeiro salário é ser admitido como operário na vinha do Senhor. Quem é enviado não tem nenhum direito sobre Deus nem sobre os seus semelhantes.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
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domingo, 8 de novembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 09/11 - Não façais da casa de meu Pai um mercado! - Jo 2,13-22

Estava próxima a Páscoa dos judeus; Jesus, então, subiu a Jerusalém. No templo, encontrou os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nas suas bancas. Então fez um chicote com cordas e a todos expulsou do templo, juntamente com os bois e as ovelhas; jogou no chão o dinheiro dos cambistas e derrubou suas bancas, e aos vendedores de pombas disse: “Tirai daqui essas coisas. Não façais da casa de meu Pai um mercado!”. Os discípulos se recordaram do que está na Escritura: "O zelo por tua casa me há de devorar". Então os judeus perguntaram a Jesus: "Que sinal nos mostras para agires assim?" Jesus respondeu: "Destruí este templo e em três dias eu o reerguerei". Os judeus, então, disseram: "Trabalharam durante quarenta e seis anos para erguer este templo, e tu serias capaz de erguê-lo em três dias?" Ora, ele falava isso a respeito do templo que é seu corpo. Depois que Jesus fora reerguido dos mortos, os discípulos se recordaram de que ele tinha dito isso, e creram na Escritura e na palavra que Jesus falou.

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Jesus é o verdadeiro Templo, o lugar em que Deus habita

Os sumos sacerdotes e toda a aristocracia ligada ao Templo se aproveitavam das festas religiosas para intensificar o comércio do câmbio de moedas. Valiam-se da obrigatoriedade que todo judeu piedoso tinha de oferecer sacrifícios e das longas distâncias que os peregrinos percorriam para chegar a Jerusalém, a fim de comercializarem todo tipo de animais prescritos pela Lei para serem oferecidos em sacrifício. A moeda para a compra e doação voluntária (cf. Lc 21,1-4) não podia conter nenhuma efígie ou inscrição que pudesse denotar idolatria. Daí a necessidade de os compradores terem de trocar suas moedas pela moeda do Templo. A cena é dramática: com um chicote, Jesus expulsa do Templo comerciantes e cambistas. A razão da atitude de Jesus, sentida como violenta pelos judeus, é dada pela evocação de uma passagem do Profeta Zacarias: “... Já não haverá mercadores no Templo do Senhor dos exércitos” (Zc 14,21). Mais tarde, os discípulos vão encontrar no Sl 69(68),10 uma justificativa para o que Jesus fez. A pergunta dos judeus a Jesus é pelo significado do gesto. Ao que Jesus responde, em primeiro lugar, que o Templo construído por mãos humanas será destruído e passará; e, em segundo lugar, revela um novo lugar da habitação de Deus. Jesus é o verdadeiro Templo, o lugar em que Deus habita. Ele é que será destruído, na morte violenta numa cruz, mas reerguido pelo poder de Deus, com sua gloriosa ressurreição.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
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sábado, 7 de novembro de 2015

EVANGELHO DO DIA - ANO B - DIA 08/11 - A oferta da viúva - Mc 12,38-44

Ao ensinar, Jesus dizia: “Cuidado com os escribas! Eles fazem questão de andar com amplas túnicas e de serem cumprimentados nas praças, gostam dos primeiros assentos na sinagoga e dos lugares de honra nos banquetes. Mas devoram as casas das viúvas, enquanto ostentam longas orações. Por isso, serão julgados com mais rigor”. Jesus estava sentado em frente do cofre das ofertas e observava como a multidão punha dinheiro no cofre. Muitos ricos depositavam muito. Chegou então uma pobre viúva e deu duas moedinhas. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo: esta viúva pobre deu mais do que todos os outros que depositaram no cofre. Pois todos eles deram do que tinham de sobra, ao passo que ela, da sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha para viver”.

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O Senhor vê a generosidade de nosso coração

Tanto a primeira leitura como o evangelho apresentam duas viúvas como dois modelos de generosidade. Na primeira leitura, num período particularmente difícil de grande seca e carestia, Elias vai, enviado pelo Senhor, a Sarepta, na Sidônia. Lá se encontra com uma viúva pobre, mãe de um único filho. Elias pede água e pão a ela. A mulher, em princípio, não pode oferecer o pão ao profeta, pois ela só tem o estritamente necessário para ela e o seu filho. Mas Elias insiste e pede a ela que não tenha medo e faça o pão primeiro para ele e, somente depois, para ela e o filho. Ao seu pedido o homem de Deus associa a promessa do Senhor: “a farinha da vasilha não vai acabar...”. A generosidade e a fé que Elias exige daquela mulher são imensas. Ela confia nele, mesmo sendo um desconhecido. Essa mulher viúva é um exemplo de fé e de generosidade. A generosidade dela foi finalmente recompensada, pois a farinha da vasilha não acabou, nem a jarra de azeite secou, como o profeta havia anunciado.
No evangelho, Jesus ensina no Templo de Jerusalém. Ele adverte as pessoas contra o modo de se comportar dos escribas. Esse alerta mostra a distância que separa Jesus desse grupo influente do seu tempo. Ostentação, aparência, honrarias e exploração dos pobres e indefesos são as marcas dos escribas; isso tudo faz com que Jesus dirija uma dura crítica a eles no capítulo 23 de Mateus, denunciando-os como hipócritas, como túmulos caiados que são bonitos por fora, mas cheios de ossos podres por dentro. Os discípulos devem se precaver contra a tentação de imitá-los, pois o serviço generoso é marca do discípulo de Cristo. Em contrapartida, Jesus, junto ao cofre do templo, observa as pessoas que lá vão para depositar a sua oferta. Vê uma mulher, pobre e viúva, que deposita apenas algumas moedas. Talvez ninguém fizesse caso daquela viúva. Jesus, no entanto, utiliza o exemplo da mulher que deposita sua oferta no cofre do Templo como um exemplo a seguir. A viúva, na sua pobreza, e aos olhos de Deus, superou todos os ricos que ofertavam de sua abundância, pois ela ofertou somente duas moedinhas, tudo o que possuía; sua entrega é maior e mais autêntica. Essa consideração de Jesus é muito consoladora, pois revela que o Senhor não nos julga pela quantidade de nossos dons, mas vê a generosidade de nosso coração. A atitude da viúva pobre é um modelo a ser imitado na vida cristã: a santidade a ser desejada por todos é a capacidade de entregar tudo nas mãos de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
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