terça-feira, 15 de dezembro de 2015

3ª Semana do Advento - Quarta-feira 16/12/2015

Conheça a história de São José Moscati

Primeira Leitura (Is 45, 6b-8.18.21b-25)



Leitura do Livro do Profeta Isaías.

6b”Eu sou o Senhor, não há outro, 7eu formei a luz e criei as trevas, crio o bem-estar e as condições de mal-estar: sou o Senhor que faço todas estas coisas. 8Céus, deixai cair orvalho das alturas, e que as nuvens façam chover justiça; abra-se a terra e germine a salvação; brote igualmente a justiça: eu, o Senhor, a criei”. 18Isto diz o Senhor que criou os céus, o próprio Deus que fez a terra, a conformou e consolidou; não a criou para ficar vazia, formou-a para ser habitada: “Sou eu o Senhor, e não há outro. 21bAcaso não sou eu o Senhor? E não há deus além de mim. Não há um Deus justo, e que salve, a não ser eu. 22Povos de todos os confins da terra, voltai-vos para mim e sereis salvos, eu sou Deus, e não há outro. 23Juro por mim mesmo: de minha boca sai o que é justo, a palavra que não volta atrás; todo joelho há de dobrar-se para mim, por mim há de jurar toda língua, 24dizendo: Somente no Senhor residem justiça e força”. Comparecerão perante ele, envergonhados, todos os que lhe resistem; 25no Senhor será justificada e glorificada toda a descendência de Israel.




- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 84)



— Que os céus lá do alto derramem o orvalho, que chova das nuvens o justo esperado!

— Que os céus lá do alto derramem o orvalho, que chova das nuvens o justo esperado!



— Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.


Evangelho (Lc 7,19-23)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.



Naquele tempo, João convocou dois de seus discípulos, e mandou-os perguntar ao Senhor: És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?” 20Eles foram ter com Jesus, e disseram: “João Batista nos mandou a ti para perguntar: ‘És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?’” 21Nessa mesma hora, Jesus curou de doenças, enfermidades e espíritos malignos a muitas pessoas, e fez muitos cegos recuperarem a vista. 22Então, Jesus lhes respondeu: “Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a boa nova é anunciada aos pobres. 23É feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Fonte Canção Nova

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

3ª Semana do Advento - Terça-feira 15/12/2015

1ª Leitura
Conheça a história de Santa Cristiana

Primeira Leitura (Sf 3,1-2.9-13)

 Leitura da Profecia de Sofonias.

Assim fala o Senhor: 1“Ai de ti, rebelde e desonrada, cidade desumana. 2Ela não prestou ouvidos ao apelo, não aceitou a correção; não teve confiança no Senhor, nem se aproximou de seu Deus.

9Darei aos povos, nesse tempo, lábios purificados, para que todos invoquem o nome do Senhor e lhe prestem culto em união de esforços. 10Desde além-rios da Etiópia, os que me adoram, os dispersos do meu povo, me trarão suas oferendas.

11Naquele dia, não terás de envergonhar-te por causa de todas as tuas obras com que prevaricaste contra mim; pois eu afastarei do teu meio teus fanfarrões arrogantes, e não continuarás a fazer de meu santo monte motivo de tuas vanglórias.

12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres”. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Responsório (Sl 33)



— Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.

— Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.



— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

— Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias o liberta.

— Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera.


Evangelho (Mt 21,28-32)



— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.



Naquele tempo, disse Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?”

Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Fonte Canção Nova

domingo, 13 de dezembro de 2015

Evangelho do dia 14/12/2015 - S. João da Cruz, memória - Ano C - Branca

A autoridade de Jesus - Mt 21,23-27

Jesus voltou ao templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele, perguntando: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu essa autoridade?”. Jesus respondeu-lhes: “Eu também vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. De onde era o batismo de João, do céu ou dos homens?”. Eles ponderavam entre si: “Se respondermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’. Se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com medo do povo, pois todos têm João em conta de profeta”. Então responderam-lhe: “Não sabemos”. Ao que ele retrucou: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.

COMENTÁRIO
Entrando em Jerusalém, Jesus vai ao Templo para purificá-lo. Não é de estranhar que a atitude de Jesus, ao virar a mesa dos cambistas e as cadeiras dos comerciantes, tenha causado grande impressão a todos os que presenciavam o episódio. Por essa razão, os sumos sacerdotes e os anciãos perguntam a Jesus em nome de quem ou com que autoridade ele faz tal coisa. Jesus se recusa a responder de maneira clara, pois sabe que eles querem acusá-lo por alguma palavra e que não há sinceridade na pergunta deles. Por isso, Jesus responde com outra pergunta para que eles mesmos se engajem e se comprometam com a resposta. A pergunta é sobre a origem do batismo de João. Pergunta à qual eles não respondem, porque já têm um juízo formado sobre Jesus e João Batista. O silêncio deles é o silêncio de quem não quer admitir a verdade. Para eles Jesus era um blasfemo. A incredulidade os cegava e o apego à própria imagem e ao poder endurecia o coração deles. Por isso, não podiam reconhecer no ensinamento de Jesus e nos seus atos de poder a vida mesma de Deus.

Pe. Carlos Contieri, sj, em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas
http://comeceodiafeliz.com.br/

sábado, 12 de dezembro de 2015

Evangelho do dia 13/12/2015 - 3º Domingo do Advento - Ano C - Roxa

O anúncio de João Batista - Lc 3,10-18

As multidões lhe perguntavam: “Que devemos fazer?”. João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!”. Até alguns publicanos foram para o batismo e perguntaram: “Mestre, que devemos fazer?”. Ele respondeu: “Não cobreis nada mais do que foi estabelecido”. Alguns soldados também lhe perguntaram: “E nós, que devemos fazer?”. João respondeu: “Não maltrateis a ninguém, nem tomeis dinheiro à força; não façais denúncias falsas e contentai-vos com o vosso salário”.
Como o povo estivesse na expectativa, todos se perguntavam interiormente se João era ou não o Cristo, e ele respondia a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desatar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão para limpar a eira, a fim de guardar o trigo no celeiro; mas a palha, ele queimará num fogo que não se apaga”. Assim e com muitas outras exortações, João anunciava ao povo.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.

COMENTÁRIO
O terceiro domingo do advento é o domingo da alegria, pois nos aproximamos da festa para a qual estamos nos preparando para celebrar. O trecho do livro do profeta Sofonias convida todo o povo a uma intensa alegria, porque Deus está no meio do seu povo e derrotou o inimigo. Essa alegria da salvação nós a experimentamos realizada em Jesus Cristo. Assumindo a nossa natureza humana, vindo ao mundo ele nos oferece a sua alegria (cf. Jo 15,11). Jesus comunica a salvação, a derrota do inimigo da natureza humana e a alegria de ser salvo.
As dificuldades e provações pelas quais passamos, podemos vivê-las na alegria: “à medida que participais dos sofrimentos de Cristo, alegrai-vos, para que também na revelação da sua glória possais ter alegria transbordante” (1Pd 4,13). Na segunda leitura, desde a sua prisão, Paulo convida os Filipenses a se alegrarem, pois o Senhor está próximo. Efetivamente, no Natal o Verbo de Deus não somente se fez próximo de nós, mas se fez um de nós. Devemos nos alegrar pela encarnação do Verbo eterno de Deus e por sua proximidade. O evangelho, ao contrário dos textos anteriores, fala da necessidade de conversão para acolher o Senhor que vem. A conversão tem uma implicação ética, por isso, os que vão até João perguntam: “o que devemos fazer?”. A resposta de João é simples: nada de extraordinário; é preciso praticar a justiça e a misericórdia. A conversão consiste em vencer o egoísmo pela partilha dos bens com os necessitados. Para isso, é preciso olhar para os nossos semelhantes como Deus olha para cada um de nós, com amor e compaixão. Aos publicanos, particularmente desprezados pelos judeus praticantes (cf. Lc 18,9-14), João recomenda a justiça.
Aos soldados, João recomenda a renúncia da violência, da prática da exploração, da ganância e do falso testemunho. A força da pregação do Batista e do seu movimento leva as pessoas a se perguntarem se ele não seria o Messias. João nega e anuncia a vinda do Cristo, mais forte do que ele e que batizará a todos com o Espírito Santo e com o fogo. O Espírito Santo que o Senhor envia de junto do Pai é como o fogo que faz a prata voltar ao seu brilho original. Esse fogo, agindo em nós, purifica e devolve a nossa humanidade o brilho originário da criação. Somente em Jesus Cristo nossa alegria é plena.

Pe. Carlos Contieri, sj, em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Evangelho do dia 12/12/2015 - Nossa Senhora de Guadalupe, festa - Ano C - Branca

Maria visita Isabel - Lc 1,39-47

Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!”. Maria então disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.

COMENTÁRIO
Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira maior da América Latina. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai pelos povos da América Latina! O encontro das duas mães, Isabel e Maria, é a conclusão dos relatos das duas anunciações (Lc 1,5-25.26-38). Assim como a gravidez de Isabel é objeto de revelação do anjo a Maria, do mesmo modo a gravidez de Maria é objeto de revelação para Isabel. A revelação feita a Isabel vem do fato de a criança que ela está gerando pular de alegria no seu ventre (vv. 41.44). Alegria da salvação; alegria do encontro do precursor com o Messias. A ela é dado a conhecer que não somente Maria está grávida, mas que o menino que ela carrega no ventre é o Senhor (v. 43). Pulando de alegria, dom do Espírito Santo, no ventre de Isabel, João começa a realizar a sua missão de precursor do Messias. Lucas atribui a cada uma das mães um cântico, ambos recheados de evocações veterotestamentárias. A Isabel, atribui o cântico do versículo 42, e a Maria, o Magnificat, nos versículos 46 a 55, um verdadeiro mosaico de citações do Antigo Testamento.

Pe. Carlos Contieri, sj, em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Evangelho do dia 11/12/2015 - 2ª Semana do Advento - Ano C - Roxa

Jesus e João Batista - Mt 11,16-19

Com quem vou comparar esta geração? É parecida com crianças sentadas nas praças, gritando umas para as outras: “Tocamos flauta para vós, e não dançastes. Entoamos cantos de luto e não chorastes!”. Veio João, que não come nem bebe, e dizem: “Tem um demônio”. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: “É um comilão e beberrão, amigo de publicanos e de pecadores”. Mas a sabedoria foi reconhecida em virtude de suas obras.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.


COMENTÁRIO
O trecho do evangelho é a sequência do relato em que João Batista envia os seus discípulos a Jesus para perguntar: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro?” (Mt 11,3). A pergunta de João Batista revela a sua dificuldade de discernir e compreender o novo que se vai realizando na pessoa de Jesus. A resposta de Jesus, apoiada em Is 35,5-6, é suficiente para que João reconheça o “hoje” da salvação e que Jesus é o Messias esperado.
O convite de João Batista à conversão ganhou muitos adeptos, mas também muita rejeição entre os que o ouviam: os publicanos e pecadores receberam o batismo, ao contrário dos escribas e fariseus, para os quais suas próprias obras eram sua justificação (cf. Lc 18,9-14). Na aceitação rejeição do batismo de João por parte de seus contemporâneos é prefigurada a aceitação-rejeição de Jesus. As parábolas e referem e ilustram essa rejeição por parte dos chefes do povo. O que se denuncia é a “cegueira” daqueles que deveriam orientar o povo para Deus e estar atentos aos sinais dos tempos. A surpresa de Deus exige um discernimento permanente.

Pe. Carlos Contieri, sj, em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Evangelho do dia 10/12/2015 - 2ª Semana do Advento - Ano C - Roxa

A missão do Batista - Mt 11,11-15

Em verdade, eu vos digo, entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. A partir dos dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo. Pois até João foi o tempo das profecias – de todos os Profetas e da Lei. E, se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. Quem tem ouvidos, ouça.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002


COMENTÁRIO
Jesus tem João Batista em grande estima. Nosso texto do evangelho é a continuidade do episódio em que João Batista, da prisão, envia os seus discípulos para perguntar a Jesus: “És tu o que há de vir ou devemos esperar um outro?” (Mt 11,3). Tendo presente o relato evangélico, a dúvida de João é compreensível, pois Jesus não correspondia exatamente às exortações que ele fazia na sua pregação no deserto, próximo ao rio Jordão (cf. Mt 3,7-12), e, portanto, à expectativa de determinado modelo de Messias. “Aquele que vem” é uma designação cristã do Messias. Humanamente, não houve personagem tão grande, tão importante como João Batista, precursor do Messias.
É o grande personagem do passado de Israel. No entanto, o menor dos cristãos é maior que ele em dignidade, em razão de sua pertença ao Reino dos Céus que cria uma nova ordem nos critérios humanos, privilegiando os pequenos. O dito de Jesus supõe que João faça parte de outra etapa da história da salvação (cf. Lc 16,16). Efetivamente, desde João o Reino sofre violência: João é preso e decapitado, e Jesus será perseguido e crucificado. Com João, inclusive, vigora o tempo da profecia e da promessa; a partir dele, considerado como Elias, precursor do Messias, tem início uma nova etapa na história da salvação, o tempo do cumprimento da promessa com o advento do Filho de Deus.

Pe. Carlos Contieri, sj, em ‘A Bíblia dia a dia 2015’, Paulinas.
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